quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Em defesa da vida...

Recebi um email e procurei transcrever partes mais significativas... A maior parte do texto, senão todo, é de autoria da Theresa Ameal.

O casamento heterossexual é por sua própria natureza muito diferente de qualquer outro tipo de união - e para realidades diferentes, leis diferentes.

Como alguém dizia ontem no outro dia num debate na TV a que assistimos, o Estado não tem nada que se intrometer ou legislar sobre os afectos nem "meter-se na cama" de cada um, e de facto as complexas leis do casamento heterossexual não dependem das pessoas gostarem muito ou pouco uma da outra ou de se darem bem ou mal na sua relação física, mas são sobretudo necessárias porque a união dum homem e duma
mulher pode gerar filhos (não é obrigatório que o faça mas pode fazê-lo), tornando automaticamente esse homem e essa mulher nos principais responsáveis pela sobrevivência e educação dessas crianças.

A relevância deste facto para a sociedade é enorme (dele depende, aliás, a própria sobrevivência da sociedade).

Qualquer outro tipo de união entre duas pessoas pode ter legislação para defender a liberdade de fazerem o que quiserem por exemplo com os seus bens, é o que já acontece com as leis sobre heranças das uniões de facto homossexuais, que acho que deviam ser estendidas a outro tipo relação sob pena de discriminação (o caso das duas irmãs inglesas, velhinhas e que viveram a vida inteira juntas, é um caso típico de injustiça).

Enfim, a verdade é que todos sabemos, como aliás dizia sem fingimentos o antropólogo que defendia o casamento homossexual presente no debate, que não estamos realmente a falar de direitos ou discriminações legais, pois os direitos dos homossexuais estão mais que resguardados nas leis existentes (leis essas que podem sempre ser alteradas e
melhoradas). Estamos sobretudo a falar da palavra casamento, com todas as conotações e simbologia que esta mantém.

Para muita gente esta é uma luta ideológica, e devo dizer que muitos homossexuais não se identificam com ela, e acham esta exigência desnecessária, e um absurdo sem sentido, inclusivamente, muitos acham que de facto para as crianças é melhor serem criadas em famílias onde haja um modelo masculino e feminino claro, e dizem que nunca fariam uma criança passar pelo sofrimento inevitável que uma família com dois
pais ou duas mães pode trazer por exemplo na escola, pois mesmo com professores muito atentos é impossível evitar reacções de estranheza nas outras crianças, e não se pode acabar com preconceitos à custa de crianças-cobaia, naquela lógica inumana de "as primeiras duas ou três gerações sofrem para se atingir objectivos mais tarde".

Quem quiser, pode sacrificar-se a si próprio pelas suas convicções, mas não aos outros, muito menos se forem crianças.

Mas isso não nos impede de ter opiniões fortes sobre estes assuntos.

" O facto de julgarmos um acto, como o aborto, intrinsecamente mau, porque mata sempre um filho e na enorme maioria das vezes deixa sequelas terríveis na mãe, não implica minimamente que façamos juízos morais sobre as pessoas que cometem esse acto.

Pelo contrário, os defensores do Não ao aborto, são os únicos que trabalham de forma constante com mulheres que abortaram. Para além dos seminários de cura do trauma pós aborto (da instituição Vinhas de Raquel), fazem-no nas muitas associações que fundaram para a ajuda a grávidas em dificuldade e bebés em perigo, todas sem fins lucrativos, onde são recebidas muitas mulheres altamente traumatizadas, que já
abortaram uma ou mais vezes, porque simplesmente se viram sós e desamparadas, numa situação que lhes parecia sem saída, ou devido a grandes pressões do companheiro que ameaça partir, dos pais que ameaçam expulsar de casa, ou do patrão que ameaça despedir.
Vêm pedir ajuda para não ter que o fazer de novo, porque não foram o companheiro, nem os pais, nem o patrão que ficaram com o trauma do aborto anterior.
Ali essas mulheres não são julgadas mas amadas, recebem apoio jurídico, económico e psicológico, e quando necessário são acolhidas e aí vivem até ter o bebé, aí aprendem a cuidar dele, recomeçam os estudos e só saem quando as ajudámos a encontrar um trabalho e um projecto de vida.

Continuamos a dizer que se os milhões que estão a ser gastos a fazer abortos fossem usados na prevenção e na ajuda à grávida, haveria não só mais crianças mas também mais mulheres felizes em Portugal.

É óptimo, quem percorrer estas linhas, “veja” algumas das instituições de que se fala, são já muitas mais, mas é difícil manter uma lista actualizada porque constantemente surgem novas iniciativas. Por favor, clique aqui:
http://www.vidascomvida.org/index.php?option=com_wrapper&Itemid=36


Nós amamos e defendemos tanto as mulheres como os seus bebés e não julgamos ninguém.
Mas podemos sempre julgar um acto. Lutar contra o aborto, a eutanásia, a pena de morte, o racismo... é lutar contra coisas más.
Dá imenso trabalho, gasta-se muito dinheiro, ganham-se inimigos poderosos, mas vale a pena tentar fazer qualquer coisa por um mundo melhor e mais acolhedor para todos."

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Viver a Quaresma...

Aproxima-se a Quaresma. Nas mensagens do bispo de Leiria-Fátima e de Bento XVI, ajudam-nos a vivenciar este tempo.

D. António Marto escreve, “O coração humano – o teu, o meu, o de todos – é mais rico de quanto possa parecer; é mais sensível de quanto se possa imaginar; é gerador de energias inesperadas; é uma mina de potencialidades muitas vezes pouco conhecidas ou até sufocadas pela frustrante convicção de que “ como assim, é impossível mudar alguma coisa” ou então “eu já não consigo”. Experimenta interrogar-te sobre as verdades que estão no mais profundo de ti. É um direito teu interrogares-te para te conheceres nas tuas luzes e sombras, para saberes donde vens, para onde estás a caminhar, que sentido tem a tua vida.”

Mais à frente, salienta, tomando as palavras do Cardeal Martini, que “no silêncio de algum momento sente-te querido por Deus e procura conhecer Jesus. Quando O conheceres, senti-lo-às próximo, amigo, vivo. E quando fizeres a experiência de suscitar um sorriso ou acender uma esperança na vida dos outros, dar-te-às conta de que também na tua vida haverá mais luz, mais sentido, mais alegria”.
Já Bento XVI, na sua mensagem quaresmal, incidindo na passagem de Mateus, "Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome", irá reflectir, em particular, sobre o valor e o sentido do jejum.
Assim escreve, “podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar.”

Continua, “nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).”
“[…]Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.”

Bento XVI finaliza, escrevendo que “o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma.

Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.”

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Conversão de Claudia Koll


Um encontro entre a atriz e o Espírito Santo


Claudia Koll, uma das atrizes italianas de maior êxito, descobriu junto a Cristo que sua vida profissional pode ter uma fecundidade nunca antes vista. Um dos frutos de sua conversão ao cristianismo é seu envolvimento na nova academia de espetáculo Star Rose Academy, com sede em Roma, que pretende formar jovens artistas profissionalmente, apresentando valores profundos.


Claudia Koll, nascida nesta cidade em 17 de maio de 1965, após estudar artes cênicas com Susan Strasberg e Geraldine Baron no Drama Course, assim como com Yves Le Baron em «Le Coq School», desempenhou seu primeiro papel de cinema como protagonista em 1992, em um filme erótico de Tinto Brass. Atriz de teatro, cinema e televisão, destacou-se ao lado de Antonio Bandeiras no filme «O jovem Mussolini». Agora, depois de uma longa trajetória no mundo do espetáculo, ela se deu conta de que algo lhe faltava e mudou sua vida, assim como seu trabalho. Iniciou então ações de voluntariado e de beneficência em várias partes da África e da Itália. Sua vida tomou um novo rumo, mas ela não deixou sua carreira de atriz.


Hoje ela explica, nesta entrevista à Zenit, o que significa ser atriz desde esta nova ótica cristã. «Significa não ter medo de ser você mesmo, de encontrar um modo pessoal de atuar, e não de acordo com os modelos fixos, mas fazer uma viagem ao interior e, quando se é autêntico na busca de si mesmo, necessariamente se busca também Deus», comenta. Claudia Koll explica a reviravolta da sua vida após a conversão, na hora de escolher novos personagens. «Foi um período no qual deixei de trabalhar porque não recebia roteiros interessantes, com personagens positivos que pudesse interpretar. Chegavam, no entanto, leituras, por exemplo, do cântico dos cânticos, um livro da Bíblia muito belo, maravilhoso. Para interpretá-lo, era necessário estudar, aprofundar, porque cada palavra é densa, está cheia de significado, mas também era necessário rezar.»A partir daí, «tive de aproximar-me do texto não de maneira superficial, mas estudando-o e também rezando. E esta harmonia de estudo e oração me pôs em contato com a profundidade do Espírito Santo», confessa.


Com relação ao seu trabalho como professora em Roma de uma Academia para jovens promessas baseada em valores, reconhece que seu objetivo é ensinar à luz de sua experiência pessoal. «No passado, fiz cursos de arte cênica clássica italiana e americana, que são de algum modo um ensino de acordo com método americano de 'viver a personagem'.»Agora, seu método de ensinamento se vê enriquecido pela visão cristã, pois «o Senhor me libertou de tantas ataduras».

Ela acrescenta que o Espírito Santo se converteu agora em seu roteiro na interpretação de um personagem. Com sua conversão, explica, «vi que o Senhor estava me ensinando e me dizia que me acompanhava com seu Espírito, não só no que supunha a possibilidade de ser testemunha do encontro com Ele, mas também em meu trabalho, porque o Espírito Santo está sempre conosco, e então é necessário aprender a comunicar-nos com Ele, deixar-nos guiar por Ele. Esta é a maior riqueza que o Senhor me deu em meu trabalho».


in. Zenit, 19 Fevereiro 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Missionário devolve título honorífico ao presidente da Itália

O presbítero Aldo Trento é responsável por uma clínica para doentes terminais.

O sacerdote Aldo Trento é, desde 1989, um dos missionários mais conhecidos da Fraternidade de São Carlos Borromeu do Paraguai. Ele tem 62 anos e é responsável por uma clínica para doentes terminais em Assunção.

Em 2 de junho passado, o presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, havia lhe conferido o título de Cavaleiro da Ordem da Estrela da Solidariedade. Nesta quarta-feira, o sacerdote devolveu o reconhecimento a Napolitano, por não ter assinado o decreto que teria detido o protocolo médico para Eluana Englaro.

«Como posso eu, cidadão italiano, receber semelhante honra quando o senhor, com sua intervenção, permite a morte de Eluana, em nome da República Italiana?», pergunta.

«Tenho mais de um caso como o de Eluana Englaro – relata Aldo Trento. Penso no pequeno Víctor, um menino em coma, que aperta os punhos; a única coisa que fazemos é dar-lhe de comer com a sonda. Diante destas situações, como posso reagir frente ao caso de Eluana?»

«Ontem me trouxeram uma menina nua, uma prostituta, em coma, deixada na porta de um hospital; ela se chama Patrícia, tem 19 anos; nós a lavamos e limpamos. E ontem ela começou a mexer os olhos», afirma.

«Celeste tem 11 anos, sofre de leucemia gravíssima, não havia sido tratada nunca; trouxeram-na para mim a fim de que fosse internada. Hoje Celeste caminha. E sorri.»

«Levei ao cemitério mais de 600 destes enfermos. Como se pode aceitar semelhante operação, como a que se fez com Eluana?»«Cristina é uma menina abandonada em um lixo, é cega, surda, treme quando a beijo, vive com uma sonda, como Eluana. Não reage, só treme, mas pouco a pouco recupera as faculdades», acrescenta.

in. ZENIT.org (13 de fevereiro de 2009)

Uma imagem por mil palavras… no Iraque


Esta é uma dura história de guerra , porém toca-nos o coração...

A esposa de John Gebhart, Mindy, diz que toda a familia da criança da foto foi executada.Os executantes pretendiam também executá-la e ainda a atingiram na cabeça... mas não conseguiram matá-la.

Ela foi tratada no Hospital de John, está a recuperar, mas ainda chora e geme muito.

As enfermeiras dizem que John é o único que consegue acalmá-la.Assim, John passou as últimas 4 noites segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os 2 dormiam.A menina tem vindo a recuperar gradualmente.
Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer.

Isto, meus amigos, vale a pena noticiar. Estas notícias são muito raras a aparecerem e a serem notícias.

Todos precisamos de ver que (também) existem estas realidades em que pessoas como John marcam a diferença, mesmo que seja só com uma pequena menina como esta.

Não podemos orientar o vento, mas podemos ajustar a nossa vela...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Deixa que Jesus te transforme

Andas à procura de Jesus. Tentas encontrá-lo não apenas na tua mente mas também no teu corpo. Buscas o seu afecto e sabes que esse afecto envolve tanto o seu corpo como o teu. Ele encarnou para ti, para que o pudesses encontrar na carne e receber o seu amor na carne.
Mas permanece em ti algo que impede este encontro. Continua a haver uma grande quantidade de vergonha e de culpa enraizada no teu corpo, bloqueando a presença de Jesus. Não sentes completamente à vontade no teu corpo; olhas para ele como se não fosse um lugar suficientemente bom, bonito ou puro para encontrar Jesus.

Quando olhas para a tua vida com mais atenção verás como ela tem estado recheada de medos, principalmente de medo daqueles que detêm autoridade: os teus pais, professores, bispos, guias espirituais e até mesmo amigos. Nunca te sentiste igual a eles e humilhaste-te sempre diante deles. Durante a maior parte da tua vida sentiste que precisavas da autorização deles para seres tu próprio.

Pensa em Jesus. Ele que foi inteiramente livre perante as autoridades do seu tempo. Ele que disse às pessoas para não se submeterem ao comportamento dos Escribas e Fariseus. Jesus viveu entre nós como igual, como um irmão. Ele quebrou as relações piramidais entre Deus e as pessoas humanas, bem como entre as próprias pessoas e, apresentou um novo modelo: o circulo, onde Deus vive em prefeita solidariedade com as pessoas e as pessoas umas com as outras.
Não será capaz de encontrar Jesus no teu coração enquanto o teu corpo se mantiver cheio de dúvidas e receios. Jesus veio para te libertar desses nós e criar dentro de ti um espaço onde te possas encontrar com Ele. Ele deseja que tu vivas a liberdade dos filhos de Deus.
Não desesperes, pensando que não és capaz de te modificar após estes anos todos. Penetra simplesmente na presença de Jesus como és e pede-lhe que te dê um coração intrépido, onde Ele possa estar contigo. Tu próprio não te consegues modificar. Jesus veio para te dar um coração novo, um espírito novo, uma mente nova e um corpo novo. Deixa-o transformar-te através do seu amor, permitindo-te, por conseguinte, receber o seu afecto com todo o teu ser.
“A voz intima do Amor”


Quantas vezes queremos aquilo que os outros têm...

Quantas vezes, e são muitas, queremos ser aquilo que os outros são...

No meio disto... não percebemos que basta sermos como a nossa consciência nos conduz...

Irreverência, rebeldia...são sempre saudáveis quando usadas em liberdade e comunhão com Deus !

Também eu queria mudar...sobretudo a minha maneira de ser... mas percebi que se o fizesse deixava de ser " à semelhança e imagem de Deus" porque deixava simplesmente de ser eu...

A única forma de nos "transformarmos" e continuarmos a ser como somos...é ser de Jesus!

Experimenta... e verás que és feliz!!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jesus Cristo...

Chegou-me às mãos, o livro, Colóquios nocturnos em Jerusalém, do Cardeal Carlo M. Martini e Gerog Spordchill.
Comecei a lê-lo.
Deixo agora um pequeno passo.
À pergunta do interlocutor, "que pergunta faria a Jesus se tivesse essa possibilidade?", Card. Carlo Martini diz, «perguntar-lhe-ia se Ele me ama, apesar de eu ser tão fraco e de ter feito tantos erros. Sei a resposta e, no entanto, gostaria de ouvir dele uma vez mais, que ele me ama.»

Ainda sobre o problema da existência do mal no mundo, o Card. Martini afirma, «quando olho para o mal do mundo, prende-se-me a respiração. Compreendo as pessoas que chegam à conclusão de que Deus não existe. Só quando olhamos o mundo - tal como ele é - com os olhos da fé é que se pode transformar algo. A fé desperta o amor, ela leva a que nos comprometamos pelos outros. Da entrega surge a esperança - apesar do sofrimento.

"Um bom cristão distingue-se por acreditar em Deus, e n'Ele confiar; por conhecer Cristo, por aprender a conhecê-l'O sempre melhor e por escutá-l'O. Conhecer significa ler a Bíblia, falar com Cristo, deixar-se chamar por Ele, tornar-se semelhante a Ele."
Um cristão é alguém que sente que o seu amor por Jesus vai sendo sempre mais forte, até que "Tu levas-me, em Ti estou aconchegado, Tu acolhes-me."

Poderia continuar, mas paro para deixar-me embalar nesta leitura...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

família, resposta à crise

MÉXICO, sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- O arcebispo primaz de Honduras e cardeal de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, afirma que a atual crise econômica tem importantes repercussões no desenvolvimento das famílias; mas ao mesmo tempo, para enfrentar este momento, a unidade familiar será um fator determinante.

Assim comentou o também presidente da Cáritas Internacional, em conversa com ZENIT-El Observador, depois de sua participação no VI Encontro Mundial das Famílias (EFM), celebrado no México no mês de janeiro passado.
– O senhor tem um panorama amplo sobre as questões sociais e sobre sua repercussão na família. Neste sentido, qual é a problemática que mais preocupa a Igreja hoje em dia?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: A própria família: ela é o ponto principal, a opção mais importante da vida do ser humano; por conseguinte, entra nas preocupações que temos: como fazer para que as pessoas cada vez mais se preparem para esta opção de vida. Todas as coisas grandes são preparadas, não se improvisam, mas muitas vezes a maior opção da vida, que é o amor e a família, é improvisada de uma maneira assustadora. Às vezes temos famílias que começam por um erro e não por uma opção em liberdade. Preparar esta opção de vida &ea cute; talvez o maior objetivo de toda a evangelização e da pastoral familiar.

– O que o senhor acha do evidente processo de pobreza e de desigualdade que a América Latina sofre e que em muitos casos freia o desenvolvimento integral das famílias?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: No Encontro Mundial das Famílias, um especialista em economia não propunha as consequências que tem a falta de família para o desenvolvimento econômico, para a própria pobreza. Com estudos e estatísticas, foi-nos demonstrado que a saúde física e a mental é melhor em famílias constituídas que em famílias monoparentais ou desintegradas. A pobreza é muito pior em famílias desintegradas que nas integradas. Assim se enfocaram diversos aspectos, por exemplo, na educação superior, e os obstáculos quando há pais divorc iados. São aspectos que a imprensa comenta muito pouco e vale a pena concentrar-se nisso.

Fala-se do papel educativo da família; alguns o reduzem à educação escolar. Aqui se enfocou o que significa a educação moral na família, a educação espiritual, os aspectos econômicos e testemunhos do pai de família, quando em meio às vicissitudes da vida é capaz de acompanhar com heroísmo a família. Estas são riquezas inexploradas e que vale a pena dar a conhecer, porque há pessoas que sofrem e ao conhecer estes testemunhos se sentem fortalecidas.
A pobreza é uma realidade que vai crescendo em nossos países ao invés de diminuir. Agora temos esta crise financeira tão grande e se prevê que ela terá muitas outras consequências.
– Alguns dizem que os países pobres o são p orque não regulam a natalidade. Muitos governantes enfocam suas forças contra a pobreza em políticas de controle da natalidade...
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Estas políticas de controle de natalidade são na realidade de eliminação da natalidade. Contemplam só uma das perspectivas. Pensa-se que somos pobres porque temos muita população e isso é um sofisma. A população é necessária para que haja desenvolvimento econômico; há um país na América Latina que foi o primeiro, já na década de 50, a aplicar reduções de natalidade, e o que aconteceu nesse país? Não pode crescer e, por conseguinte, não tem consumidores para que haja empresas prósperas, tudo tem de ser importado de outros grandes países e ele tem apenas uma economia de subsistência, não um desenvolvimento, como deveria ser.

A Igreja fala claramente da paternidade e maternidade responsáveis; a transmissão da vida é uma grande responsabilidade dos pais, não é produto de qualquer desordem; é uma grande responsabilidade, assim como também os governos têm a grave responsabilidade de procurar o bem comum de todos os cidadãos, e se há cidadãos que deveriam ser privilegiados, deveriam ser os pobres e não os que mais têm. E este é o motivo pelo qual a Igreja, que é Mãe, insiste profundamente, em sua doutrina social, em que a família não é como um elemento que não entra na problemática social.

Na doutrina social da Igreja, um capítulo muito importante é a família, porque nela se toca muito de perto tudo o que se refere à problemática social. A Igreja fez sempre o pedido aos governos de que se preocupem também pelas famílias pobres.
– O que o senhor acha da idéia de que a Igreja só privilegia os ricos?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Quem diz isso desconhece a vida da Igreja. Em primeiro lugar, a Igreja não se reduz à hierarquia; cada batizado é Igreja. Se virmos todos os desenvolvimentos pastorais no continente, percebemos que a Igreja fez a opção preferencial pelos pobres.
No México há um caso único em nosso continente: homens de empresas e pessoas de muitos recursos sustentam o Instituto Mexicano de Doutrina Social (IMDOSOC), que educa o povo precisamente pela convicção que tem de que uma das melhores maneiras de aliviar a pobreza é através da educação; o IMDOSOC deu bolsas a estudantes de países pobres, inclusive de Cuba, que vieram ao México com bols as completas, para aprofundar no estudo da doutrina social da Igreja; portanto, não se pode generalizar esse juízo. Quem examina a vida da Igreja compreende que a opção preferencial pelos pobres não é poesia, mas realidade.

Às vezes se critica a moral católica porque se opõe ao uso de preservativos como uma solução para o problema da AIDS; pois quero dizer-lhe que 27% de todas as obras que há no mundo a favor dos pacientes com esta enfermidade é da Igreja Católica, e ela recebe apenas 2% do Fundo Global para ajuda aos pacientes de AIDS. Se observarmos programas de construção de moradia, veremos o que isso significa quando há de catástrofes; e digo isso como presidente da Cáritas Internacional, a instituição mais respeitada em opção preferencial pelos pobres.

Bento XVI propõe jejum

O valor e o sentido do jejum como «uma arma espiritual» é a proposta que Bento XVI apresenta em sua mensagem para esta Quaresma. O documento foi apresentado nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa na Santa Sé.

«Podemos perguntar-nos que valor e que sentido tem para nós, os cristãos, privar-nos de algo que em si mesmo seria bom e útil para nosso sustento», pergunta-se o Santo Padre em sua mensagem.
Deste modo, em sua proposta para a Quaresma, que começará no dia 25 de fevereiro – Quarta-Feira de Cinzas – e se estenderá até 5 de abril – Domingo de Ramos –, ele se detém a analisar o sentido que esta prática teve tanto no Antigo como no Novo Testamento.

O pontífice mostra como Jesus fala do verdadeiro jejum, que consiste «em cumprir a vontade do Pai Celestial», exemplo que também dá ao responder a Satanás, que durante 40 dias no deserto diz que «não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus».

O Papa declara desta maneira que o verdadeiro jejum «tem como finalidade comer do alimento verdadeiro, que é fazer a vontade do Pai».
«Com o jejum, o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando em sua bondade e misericórdia», sublinha.

O jejum hoje «perdeu um pouco do seu valor espiritual» , declara depois a mensagem, pois muitas vezes se reduz a uma «medida terapêutica para o cuidado do próprio corpo».
Bento XVI assinala que a prática do jejum contribui para «dar unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor».
«Privar-se do alimento material que nutre o corpo facilita uma disposição interior a escutar Cristo e a nutrir-se de sua palavra de salvação» e assegura que com esta prática, junto com a da oração, nós «lhe permitimos que venha saciar a fome mais profunda que experimentamos no íntimo de nosso coração».

O Santo Padre ressalta também o significado social do jejum, dizendo que este «nos ajuda a tomar consciência da situação na qual vivem muitos de nossos irmãos».
Por isso, exorta as paróquias «a intensificar durante a Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cuidando desta forma da escuta da Palavra de Deus, da oração e da esmola».
O Papa assegura que esta prática é «uma arma espiritual para lutar contra qualquer possível apego desordenado a nós mesmos».

Desta forma, ajuda «o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza debilitada pelo pecado original, cujos efeitos negativos afetam toda a personalidade humana».
Em definitivo, graças ao jejum, para o pontífice a Quaresma é o tempo ideal «para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma e a abre ao amor de Deus e do próximo».
in Zenit, 2009.02.03

Evangelizar pela Arte

"É preciso perder um pouco de fé, para purificar a própria fé", dizia D. Carlos Azevedo, numa noite fria e chuvosa, nas terras da Fátima.

Acrescenta, ainda, "só uma igreja sem estratégia pastoral, como a portuguesa, é que não valoriza a arte", durante as "turtúlias do museu", no Museu de Arte Sacra. E diz, "a Igreja que não mostra o património que possui, comete um atentado à pobreza". Colocar o património à fruição da comunidade é um dever. Fez um alerta para o não investimento da parte da igreja à criação da arte religiosa, havendo poucos artistas. Fez-se referência a Irene Vilar.
Não existe, em Portugal, um "Museu da Igreja", no seu verdadeiro sentido. Existem espaços museológicos (Viseu, Beja...)

Neste contexto, aparecem as bibliotecas e os arquivos como parentes pobres, onde impera um certo amadorismo, com poucos profissionais da área, solicitados pela igreja.
Quanto à Igreja da Santíssima Trindade, considerou o espaço interessantíssimo, sublinhando que o painel "transmite uma verdadeira pacificação e beleza; a porta de entrada principal, outro ecemplo feliz, "é uma peça que vai ficar para a história da arte em Portugal.
Contudo, embora reconheça que todas as obras têm valor artístico, faltou a articulação entre as diversas obras. Apontou a imagem de Nossa Senhora, referindo que "uma imagem de mármore branco naquele espaço, não existe. Não concorda com a colocação da imagem do Cristo - "com aquela força toda" - à frente do painel central.
O problema reside no reduzir as expressões - a arte é uma expressão -, em impressões.

Num mundo hoje, abunda mais a reacção que a contemplação.

Num fim um desafio aos futuros sacerdotes, "quem não percebe a cultura contemporãnea, não deve ser sacerdote!"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Concílio, eixo do magistério de Bento XVI, segundo cardeal Bertone

Rejeita que o Concílio tenha suposto «uma ruptura» na história da Igreja

«Alguns sustentam que o Concílio Vaticano II supôs uma nova ‘Constituição’ na Igreja, mas isso é absurdo», como manifestaram todos os papas até agora, inclusive Bento XVI: assim explicou o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado Vaticano, em uma conferência sobre o pensamento do Papa Bento XVI, por ocasião do 60º aniversário da fundação do Círculo de Roma (Cfr. L'Osservatore Romano, ed. de 29.01.2009).
O cardeal Bertone afirmou que a tese que uma ruptura entre a Igreja anterior e posterior ao Concílio é «falsa», pois «a constituição essencial da Igreja vem do Senhor, que se entregou a nós para que pudéssemos alcançar a vida eterna e, partindo desta perspectiva, estamos em situação de iluminar também a vida no tempo e o próprio tempo».
Para o purpurado, o Vaticano II gerou «duas interpretações opostas: a da descontinuidade e a ruptura, que obteve simpatia da mídia e de uma parte da teologia moderna», e «a da reforma e a renovação na continuidade da única Igreja que o Senhor deu, e que é a que está, silenciosamente, mas cada vez de modo mais visível, dando fruto».
Portanto, o Papa atual, acrescentou, «inscreve-se a título pleno no grupo de pontífices que disse ‘não’ à hermenêutica da descontinuidade e ‘sim’ à da reforma, tal como explicou João XXIII na abertura do Concílio e confirmou Paulo VI no discurso de conclusão».
O cardeal Bertone explicou que o pontificado de Bento XVI é uma «obra ainda em construção» e que é prematuro «fazer um balanço». Contudo, assinalou que este papa «soube retomar com profundidade e sabedoria pastoral o que o Concílio afirma na Lumen Gentium e na Gaudium et spes sobre a missão da Igreja».
Neste sentido, destacou os esforços «no serviço à unidade» que o atual Papa está levando a cabo, tanto no relativo à reconciliação e à unidade interna da Igreja Católica, como no relativo ao ecumenismo.
Quanto à unidade interna da Igreja, o cardeal Bertone destacou a transcendência de sua carta aos católicos chineses, o motu proprio Summorum Pontificum e «seu recente gesto com relação aos seguidores de Lefebvre», explicou.
Com relação à unidade entre os cristãos, destacou o «diálogo sereno e paciente» que Bento XVI, seguindo o caminho empreendido por João Paulo II, «está levando a cabo com os líderes das igrejas ortodoxas e das demais confissões e comunidades eclesiais».
Contudo, acrescentou, «o Papa insiste em que para poder dialogar com a modernidade, é necessário que a fé do cristão seja sólida, e que não se reduza a um mero sentimento privado. Entende-se a importância que tem em seu magistério o fundamento racional da fé e a relação entre fé e razão».
Também explicou que no centro de seu pensamento e obra está «a constante referência a Cristo», como manifesta sua obra Jesus de Nazaré.
«Em uma época na qual proliferam publicações sobre Jesus com visões opostas, algumas das quais inclusive retomando antigas teorias esotéricas, Bento XVI nos convida a conhecer a Cristo em sua verdade histórica, para poder encontrá-lo em seu mistério de salvação», acrescentou.
Por último, ele se referiu às encíclicas Deus caritas est e Spe salvi e a outros documentos de caráter ético e social, «nos quais surge continuamente a questão da dignidade humana, a defesa da vida, a tutela da família baseada no matrimônio», como «base de qualquer diálogo sobre valores».
O Círculo de Roma foi fundado e m 1949 pelo então substituto da Secretaria de Estado, Dom Giovanni Battista Montini, futuro Paulo VI. Esta associação, que tem sua sede na Igreja de Santa Maria in Cosmedin, tem como objectivo favorecer o contacto com o mundo cultural e diplomático, assim como impulsionar iniciativas que promovam o diálogo espiritual na cultural actual.

in ZENIT (30 de janeiro de 2009)