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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Homenagem a Shabhaz Batti

Em tempo de Quaresma, é bom ouvir e ler bons testemunhos.
Deixo-vos este...

Shabhaz Batti, 42 anos, ministro para as Minorias Religiosas do Paquistão, foi morto em plena luz do dia, no seu próprio país, pela Al-Qaeda. (ver biografia aqui)
Era o único católico do Governo e, em defesa das minorias, tentou derrogar a lei da blasfémia que condena à morte quem se opõe ao Islão e ao profeta Maomé.
Por causa disso, foi ameaçado de morte e depois morto pelos talibã. No seu testamento espiritual, deixou escrito o seguinte: “Quero que a minha vida diga que eu sigo Cristo. Esse desejo é tão forte em mim que consideraria um privilégio se Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida”.
Numa outra entrevista, pouco antes de morrer, afirmou: “Creio em Jesus Cristo que deu a sua vida por nós. Sei qual é o significado da cruz e sigo a cruz. (…) Estas ameaças não podem mudar os meus princípios. Prefiro morrer do que ceder a ameaças”.
A entrevista está disponível no You Tube. Um mês depois da sua morte, aqui fica a homenagem a este ministro.

(in RR, Aura Miguel,01-04-2011 09:21)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Recordação


Foi à 20 anos.
Estava com um grupo de adolescentes, quando irrompem à porta e anunciam:
«Teus pais tiveram um grave acidente. Estão mal.»
Morreram nesse acidente, na tarde de sábado, 17 de Março de 1990.
Do sonho à realidade passou-se dias, meses, anos.
Hoje recordo-os, porque sinto ainda falta deles! Uma palavra amiga como tantas vezes eles me davam...
Deixo, ao recordá-los, umas linhas escritas por eles, em 10 de Dezembro de 1988,que estão dentro do espírito da Quaresma que estamos a viver:

"Odiar os defeitos, mas amar as pessoas que têm esses defeitos.
O especifivo do leigo cristão é viver na família, no trabalho.
Para desenvolver a espiritualidade laical, existe um meio, a oração.
A melhor forma de oração é a virtude.
Para a oração pessoal, temos que arranjar tempo e disponibilidade. Santo é aquele que cai e se levanta
." (in Apontamentos, casal Serôdio)

São saudades! Prometo que, de vez em quando, vou deixar algumas das suas pinceladas, na sua caminhada terrena para o céu.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Bento XVI e as crianças

– Meu nome é Anna Filippone, tenho 12 anos, sou coroinha, venho da Calábria, da diocese de Oppido Mamertina-Palmi. Papa Bento, meu amigo Giovanni tem um pai italiano e uma mãe equatoriana e é muito feliz. O senhor acha que diferentes culturas um dia poderão viver sem brigar pelo nome de Jesus?
– Bento XVI: Eu soube que vocês queriam saber como nós, quando éramos crianças, nos ajudávamos reciprocamente. Tenho que dizer que vivi os anos do Ensino Fundamental em um pequeno povoado de 400 habitantes, muito afastado dos grandes centros. Portanto, éramos um pouco ingênuos e, nesse povoado, havia, por uma parte, agricultores muito ricos e outros menos ricos, mas acomodados; por outra, pobres empregados, artesãos. Nossa família, pouco antes de que começasse a escola primária, havia chegado a este povoado procedente de outro e, portanto, éramos um pouco estrangeiros para eles, inclusive o dialeto era diferente. Nesta escola, portanto, refletiam-se situações sociais muito diferentes. Contudo, dava-se uma bela comunhão entre nós. Eles me ensinaram seu dialeto, que eu ainda não conhecia. Colaboramos bem, e tenho de confessar que em algum momento, naturalmente, também briguei, mas depois nos reconciliamos e esquecemos o que havia acontecido. Isto me parece importante. Às vezes, na vida humana parece inevitável brigar; mas o importante é, de qualquer forma, a arte de reconciliar-se, o perdão, voltar a começar e não deixar a amargura na alma. Com gratidão, recordo como colaborávamos todos: um ajudava o outro e seguíamos juntos nosso caminho. Todos éramos católicos e isso era naturalmente uma grande ajuda. Assim, aprendemos juntos a conhecer a Bíblia, começando pela Criação até o sacrifício de Jesus na Cruz, e chegando aos inícios da Igreja. Juntos aprendemos o catecismo, aprendemos a rezar e nos preparar-nos juntos para a primeira confissão, para a primeira comunhão: aquele foi um dia esplêndido. Compreendemos que o próprio Jesus vem a nós e que não é um Deus distante: entra na própria vida, na própria alma. E, se o próprio Jesus entra em cada um de nós, nós somos irmãos, irmãos, amigos e, portanto, temos de comportar-nos como tais. Para nós, esta preparação para a primeira confissão, como purificação de nossa consciência, de nossa vida, e depois também a primeira comunhão, como encontro concreto de Jesus, que vem a mim e a todos, foram fatores que contribuíram para formar nossa comunidade. Eles nos ajudaram a avançar juntos, a aprender juntos a reconciliar-nos, quando era necessário. Fizemos também pequenos espetáculos: é importante também colaborar, prestar atenção um no outro. Depois, aos 8 ou 9 anos, eu me tornei coroinha. Naquele tempo não havia ainda coroinhas mulheres, mas as meninas liam melhor que nós. Portanto, elas liam as leituras da liturgia, nós éramos coroinhas. Naquele tempo, ainda havia muitos textos em latim que era preciso aprender; deste modo, cada um teve que realizar sua parte de esforço. Como disse, não éramos santos: tivemos nossas brigas, mas de qualquer forma, dava-se uma bela comunhão, na qual a diferença entre ricos e pobres, inteligentes e menos inteligentes não contava. Contava a comunhão com Jesus no caminho da fé comum e da responsabilidade comum, nos jogos, no trabalho comum. Encontramos a capacidade para viver juntos, para ser amigos, e apesar de que, desde 1937, ou seja, há mais de 70 anos, já não morei mais nesse povoado, mas continuamos amigos. Aprendemos a aceitar-nos um ao outro, a levar o peso um do outro. Isso parece-me importante: apesar de nossas fraquezas, nós nos aceitamos e com Jesus Cristo, com a Igreja, encontramos juntos o caminho da paz e aprendemos a viver bem.


– Chamo-me Letizia e queria lhe perguntar. Querido Papa Bento XVI, o que queria dizer para o senhor, quando era pequeno, o lema: “As crianças ajudam as crianças”? O senhor tinha pensado que alguma vez chegaria a ser Papa?
– Bento XVI: Para dizer a verdade, nunca pensei que seria Papa, pois, como já disse, era um jovem bastante ingênuo, em um pequeno povoado muito afastado das cidades, na província esquecida. Éramos felizes de viver nessa província e não pensávamos em outras coisas. Naturalmente conhecemos, veneramos e amamos o Papa – era Pio XI –, mas para nós era uma altura inalcançável, quase outro mundo: era nosso pai, mas, de qualquer forma, uma realidade muito superior a nós. E tenho de dizer que ainda hoje me custa compreender como o Senhor pôde pensar em mim, destinar-me a este ministério. Mas o aceito de suas mãos, ainda que é algo surpreendente e me parece que vai muito além de minhas forças. Mas o Senhor me ajuda.


– Querido Papa Bento. Sou Alessandro. Queria perguntar-lhe: o senhor é o primeiro missionário; nós, jovens, como podemos ajudá-lo a anunciar o Evangelho?
– Bento XVI: Eu diria que uma primeira maneira é esta: colaborar com a Obra Pontifícia da Infância Missionária. Deste modo, vocês fazem parte de uma grande família, que leva o Evangelho ao mundo. Deste modo, pertencem à uma grande rede. Vemos aqui como é representada a família dos diferentes povos. Vocês estão nesta grande família: cada um põe sua parte e juntos são missionários, promotores da obra missionária da Igreja. Têm um belo programa, indicado por sua porta-voz: escutar, rezar, conhecer, compartilhar, ser solidários. Estes são os elementos essenciais que constituem realmente uma forma de ser missionário, de fazer crescer a Igreja e a presença do Evangelho no mundo. Quero sublinhar alguns destes pontos. Antes de tudo, rezar. A oração é uma realidade: Deus nos escuta e, quando rezamos, Deus entra em nossa vida, faz-se presente entre nós, age. Rezar é algo muito importante, que pode mudar o mundo, pois torna presente a força de Deus. E é importante ajudar-se para rezar: rezamos juntos na liturgia, rezamos juntos na família. Eu diria que é importante começar o dia com uma pequena oração e acabar também o dia com uma pequena oração: lembrar dos pais na oração. Rezar antes do almoço, antes do jantar, e por ocasião da celebração comum do domingo: Um domingo sem missa, a grande oração comum da Igreja, não é um verdadeiro domingo: falta-lhe o coração do domingo, assim como a luz para a semana. Vocês podem também ajudar os demais, especialmente quando talvez não se reza em casa, quando não se conhece a oração, ensinando-os a rezar: ao rezar com eles, vocês os introduzem na comunhão com Deus. Depois, deve-se escutar, ou seja, aprender realmente o que Jesus nos diz. Também é preciso conhecer a Sagrada Escritura, a Bíblia. Na história de Jesus, aprendemos – como disse o cardeal –, o rosto de Deus, aprendemos como é Deus. É importante conhecer Jesus profundamente, pessoalmente. Deste modo, Ele entra em nossa vida e, através de nossa vida, entra no mundo. Também é preciso compartilhar, não se pode querer as coisas só para si mesmo, mas para todos; dividir com os demais. E se vemos que outro talvez tem necessidade, que tem menos qualidades, temos de ajudá-lo, e deste modo tornar presente o amor de Deus sem grandes palavras, em nosso pequeno mundo pessoal, que faz parte do grande mundo. Deste modo, juntos nos convertemos em uma família, na qual se tem respeito pelo outro: suportar o outro em sua alteridade, aceitar também os antipáticos, não deixar que se fique marginalizado, mas ajudá-lo a integrar-se na comunidade. Tudo isso quer dizer simplesmente viver nesta grande família da Igreja, nesta grande família missionária: viver os pontos essenciais como compartilhar o conhecimento de Jesus, a oração, a escuta recíproca e a solidariedade já é uma obra missionária, pois ajuda a que o Evangelho se converta em realidade em nosso mundo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Conversão de Claudia Koll


Um encontro entre a atriz e o Espírito Santo


Claudia Koll, uma das atrizes italianas de maior êxito, descobriu junto a Cristo que sua vida profissional pode ter uma fecundidade nunca antes vista. Um dos frutos de sua conversão ao cristianismo é seu envolvimento na nova academia de espetáculo Star Rose Academy, com sede em Roma, que pretende formar jovens artistas profissionalmente, apresentando valores profundos.


Claudia Koll, nascida nesta cidade em 17 de maio de 1965, após estudar artes cênicas com Susan Strasberg e Geraldine Baron no Drama Course, assim como com Yves Le Baron em «Le Coq School», desempenhou seu primeiro papel de cinema como protagonista em 1992, em um filme erótico de Tinto Brass. Atriz de teatro, cinema e televisão, destacou-se ao lado de Antonio Bandeiras no filme «O jovem Mussolini». Agora, depois de uma longa trajetória no mundo do espetáculo, ela se deu conta de que algo lhe faltava e mudou sua vida, assim como seu trabalho. Iniciou então ações de voluntariado e de beneficência em várias partes da África e da Itália. Sua vida tomou um novo rumo, mas ela não deixou sua carreira de atriz.


Hoje ela explica, nesta entrevista à Zenit, o que significa ser atriz desde esta nova ótica cristã. «Significa não ter medo de ser você mesmo, de encontrar um modo pessoal de atuar, e não de acordo com os modelos fixos, mas fazer uma viagem ao interior e, quando se é autêntico na busca de si mesmo, necessariamente se busca também Deus», comenta. Claudia Koll explica a reviravolta da sua vida após a conversão, na hora de escolher novos personagens. «Foi um período no qual deixei de trabalhar porque não recebia roteiros interessantes, com personagens positivos que pudesse interpretar. Chegavam, no entanto, leituras, por exemplo, do cântico dos cânticos, um livro da Bíblia muito belo, maravilhoso. Para interpretá-lo, era necessário estudar, aprofundar, porque cada palavra é densa, está cheia de significado, mas também era necessário rezar.»A partir daí, «tive de aproximar-me do texto não de maneira superficial, mas estudando-o e também rezando. E esta harmonia de estudo e oração me pôs em contato com a profundidade do Espírito Santo», confessa.


Com relação ao seu trabalho como professora em Roma de uma Academia para jovens promessas baseada em valores, reconhece que seu objetivo é ensinar à luz de sua experiência pessoal. «No passado, fiz cursos de arte cênica clássica italiana e americana, que são de algum modo um ensino de acordo com método americano de 'viver a personagem'.»Agora, seu método de ensinamento se vê enriquecido pela visão cristã, pois «o Senhor me libertou de tantas ataduras».

Ela acrescenta que o Espírito Santo se converteu agora em seu roteiro na interpretação de um personagem. Com sua conversão, explica, «vi que o Senhor estava me ensinando e me dizia que me acompanhava com seu Espírito, não só no que supunha a possibilidade de ser testemunha do encontro com Ele, mas também em meu trabalho, porque o Espírito Santo está sempre conosco, e então é necessário aprender a comunicar-nos com Ele, deixar-nos guiar por Ele. Esta é a maior riqueza que o Senhor me deu em meu trabalho».


in. Zenit, 19 Fevereiro 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma imagem por mil palavras… no Iraque


Esta é uma dura história de guerra , porém toca-nos o coração...

A esposa de John Gebhart, Mindy, diz que toda a familia da criança da foto foi executada.Os executantes pretendiam também executá-la e ainda a atingiram na cabeça... mas não conseguiram matá-la.

Ela foi tratada no Hospital de John, está a recuperar, mas ainda chora e geme muito.

As enfermeiras dizem que John é o único que consegue acalmá-la.Assim, John passou as últimas 4 noites segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os 2 dormiam.A menina tem vindo a recuperar gradualmente.
Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer.

Isto, meus amigos, vale a pena noticiar. Estas notícias são muito raras a aparecerem e a serem notícias.

Todos precisamos de ver que (também) existem estas realidades em que pessoas como John marcam a diferença, mesmo que seja só com uma pequena menina como esta.

Não podemos orientar o vento, mas podemos ajustar a nossa vela...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jesus Cristo...

Chegou-me às mãos, o livro, Colóquios nocturnos em Jerusalém, do Cardeal Carlo M. Martini e Gerog Spordchill.
Comecei a lê-lo.
Deixo agora um pequeno passo.
À pergunta do interlocutor, "que pergunta faria a Jesus se tivesse essa possibilidade?", Card. Carlo Martini diz, «perguntar-lhe-ia se Ele me ama, apesar de eu ser tão fraco e de ter feito tantos erros. Sei a resposta e, no entanto, gostaria de ouvir dele uma vez mais, que ele me ama.»

Ainda sobre o problema da existência do mal no mundo, o Card. Martini afirma, «quando olho para o mal do mundo, prende-se-me a respiração. Compreendo as pessoas que chegam à conclusão de que Deus não existe. Só quando olhamos o mundo - tal como ele é - com os olhos da fé é que se pode transformar algo. A fé desperta o amor, ela leva a que nos comprometamos pelos outros. Da entrega surge a esperança - apesar do sofrimento.

"Um bom cristão distingue-se por acreditar em Deus, e n'Ele confiar; por conhecer Cristo, por aprender a conhecê-l'O sempre melhor e por escutá-l'O. Conhecer significa ler a Bíblia, falar com Cristo, deixar-se chamar por Ele, tornar-se semelhante a Ele."
Um cristão é alguém que sente que o seu amor por Jesus vai sendo sempre mais forte, até que "Tu levas-me, em Ti estou aconchegado, Tu acolhes-me."

Poderia continuar, mas paro para deixar-me embalar nesta leitura...