Portugal está doente. A doença não tem nada a ver com pobreza e desemprego, passa ao lado do défice e educação, é independente da crise internacional. Isto são sintomas, coincidências, analgésicos ou até parte da cura.O problema é pior e é bem conhecido. Começou pelo enriquecimento fácil na Europa. Passou a endividamento acelerado no euro.
Agora é suspeita generalizada em todo o lado. O nosso drama é fartura prometida mas falhada, direitos adquiridos sem razão, sucesso que os outros parecem ter e eu não.
É a velha febre do ouro.A nossa desgraça é toda a gente achar que há muitos bandidos e ficam impunes. Não porque sejamos roubados, porque até nem somos. Mas porque assim ninguém cumpre o seu dever, e muito menos se sacrifica pelo país, porque sente que mais ninguém o faz.
O nosso mal é desconfiar de árbitros e dirigentes desportivos, desesperar dos tribunais, suspeitar de ministros, construtoras, investidores, directores-gerais, funcionários. Até de juízes e magistrados. Portugal não é corrupto. Mas, como pensa ser, a corrupção fica justificada. A suspeita da aldrabice é pior que a patifaria. O primeiro-ministro recebeu subornos? Não sabemos. Nunca saberemos. Isso é pior que se recebesse.
Tivemos a mesma doença há 450 anos. Primeiro veio o enriquecimento fácil no Império. Depois o endividamento acelerado, que levou D. Sebastião a falir na dívida externa em 1560. Tudo acabou com a perda da nacionalidade em 1580.
Desta vez os sintomas não são tão graves. A Europa é menor que o Império.
Mas Portugal tem de curar esta febre do ouro.
Cfr. João César das Neves naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Liberdade e tolerância... só para alguns
Os pretensos tolerantes transformam-se rapidamente em intolerantes quando o tema é Igreja ou Papa.
Nestes dias, por causa da visita do Papa a África, tornou-se moda ofender a Igreja, Bento XVI e o que quer que este diga ou faça.
Tudo começou, aparentemente, por causa das afirmações sobre o preservativo. Foi o argumento ideal para que os doutores da lei da actualidade desatassem a vociferar toda a raiva contra a igreja e a sua doutrina.
É curioso como, num mundo em que as palavras "liberdade" e "tolerância" são divinizadas, é concedida tão pouca liberdade e há tão pouca tolerância em relação à Igreja Católica e ao seu ensinamento.
Os pretensos tolerantes transformam-se rapidamente em intolerantes quando o tema é Igreja ou Papa e o motivo é simples: num mundo em que o relativismo impera, é insuportável que alguém afirme uma certeza e defenda que uma só é a verdade.
É por isso que, nos últimos dias, ouvimos e lemos de tudo na nossa comunicação social: que o Papa foi a África falar de caridadezinha, de braço dado com os ditadores esquecendo o povo, que o Papa deve olhar para os africanos de forma diferente e por isso defender o uso do preservativo,
E houve mesmo quem se questionasse como é possível que a Igreja ainda exista nos tempos de hoje?
Tudo afirmações que os factos da realidade se encarregam de desmentir.
Raquel Abecasis
Nestes dias, por causa da visita do Papa a África, tornou-se moda ofender a Igreja, Bento XVI e o que quer que este diga ou faça.
Tudo começou, aparentemente, por causa das afirmações sobre o preservativo. Foi o argumento ideal para que os doutores da lei da actualidade desatassem a vociferar toda a raiva contra a igreja e a sua doutrina.
É curioso como, num mundo em que as palavras "liberdade" e "tolerância" são divinizadas, é concedida tão pouca liberdade e há tão pouca tolerância em relação à Igreja Católica e ao seu ensinamento.
Os pretensos tolerantes transformam-se rapidamente em intolerantes quando o tema é Igreja ou Papa e o motivo é simples: num mundo em que o relativismo impera, é insuportável que alguém afirme uma certeza e defenda que uma só é a verdade.
É por isso que, nos últimos dias, ouvimos e lemos de tudo na nossa comunicação social: que o Papa foi a África falar de caridadezinha, de braço dado com os ditadores esquecendo o povo, que o Papa deve olhar para os africanos de forma diferente e por isso defender o uso do preservativo,
E houve mesmo quem se questionasse como é possível que a Igreja ainda exista nos tempos de hoje?
Tudo afirmações que os factos da realidade se encarregam de desmentir.
Raquel Abecasis
in. RR on-line, 20090323
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Há um mal estar na sociedade. Todos criticam para algumas coisas e para outras "tapam os olhos" em defesa da liberdade de expressão. E muitos orgãos de comunicação, veiculos previligiados de mensagens, "lavam as mãos" como Pilatos, delegando responsabiblidades exclusivas ao autor do texto, do cartoon, da notícia... Tudo em nome da tolerância e da liberdade de expressão.
Foi o que aconteceu recentemente com dois orgãos de comunicação, um diário e outro Semanal.
Estamos a atravessar uma época que acima de tudo, há uma crise de valores, de ética.
Estamos perdidos na procura da nossa identidade, à procura da nossa essência. Quem somos realmente? Para onde vamos? Donde vimos? É urgente encontrarmo-nos!!!
Neste tempo da Quaresma, nada melhor que desafiar-vos para conhecer Jesus Cristo!
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