quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Deixa que Jesus te transforme

Andas à procura de Jesus. Tentas encontrá-lo não apenas na tua mente mas também no teu corpo. Buscas o seu afecto e sabes que esse afecto envolve tanto o seu corpo como o teu. Ele encarnou para ti, para que o pudesses encontrar na carne e receber o seu amor na carne.
Mas permanece em ti algo que impede este encontro. Continua a haver uma grande quantidade de vergonha e de culpa enraizada no teu corpo, bloqueando a presença de Jesus. Não sentes completamente à vontade no teu corpo; olhas para ele como se não fosse um lugar suficientemente bom, bonito ou puro para encontrar Jesus.

Quando olhas para a tua vida com mais atenção verás como ela tem estado recheada de medos, principalmente de medo daqueles que detêm autoridade: os teus pais, professores, bispos, guias espirituais e até mesmo amigos. Nunca te sentiste igual a eles e humilhaste-te sempre diante deles. Durante a maior parte da tua vida sentiste que precisavas da autorização deles para seres tu próprio.

Pensa em Jesus. Ele que foi inteiramente livre perante as autoridades do seu tempo. Ele que disse às pessoas para não se submeterem ao comportamento dos Escribas e Fariseus. Jesus viveu entre nós como igual, como um irmão. Ele quebrou as relações piramidais entre Deus e as pessoas humanas, bem como entre as próprias pessoas e, apresentou um novo modelo: o circulo, onde Deus vive em prefeita solidariedade com as pessoas e as pessoas umas com as outras.
Não será capaz de encontrar Jesus no teu coração enquanto o teu corpo se mantiver cheio de dúvidas e receios. Jesus veio para te libertar desses nós e criar dentro de ti um espaço onde te possas encontrar com Ele. Ele deseja que tu vivas a liberdade dos filhos de Deus.
Não desesperes, pensando que não és capaz de te modificar após estes anos todos. Penetra simplesmente na presença de Jesus como és e pede-lhe que te dê um coração intrépido, onde Ele possa estar contigo. Tu próprio não te consegues modificar. Jesus veio para te dar um coração novo, um espírito novo, uma mente nova e um corpo novo. Deixa-o transformar-te através do seu amor, permitindo-te, por conseguinte, receber o seu afecto com todo o teu ser.
“A voz intima do Amor”


Quantas vezes queremos aquilo que os outros têm...

Quantas vezes, e são muitas, queremos ser aquilo que os outros são...

No meio disto... não percebemos que basta sermos como a nossa consciência nos conduz...

Irreverência, rebeldia...são sempre saudáveis quando usadas em liberdade e comunhão com Deus !

Também eu queria mudar...sobretudo a minha maneira de ser... mas percebi que se o fizesse deixava de ser " à semelhança e imagem de Deus" porque deixava simplesmente de ser eu...

A única forma de nos "transformarmos" e continuarmos a ser como somos...é ser de Jesus!

Experimenta... e verás que és feliz!!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jesus Cristo...

Chegou-me às mãos, o livro, Colóquios nocturnos em Jerusalém, do Cardeal Carlo M. Martini e Gerog Spordchill.
Comecei a lê-lo.
Deixo agora um pequeno passo.
À pergunta do interlocutor, "que pergunta faria a Jesus se tivesse essa possibilidade?", Card. Carlo Martini diz, «perguntar-lhe-ia se Ele me ama, apesar de eu ser tão fraco e de ter feito tantos erros. Sei a resposta e, no entanto, gostaria de ouvir dele uma vez mais, que ele me ama.»

Ainda sobre o problema da existência do mal no mundo, o Card. Martini afirma, «quando olho para o mal do mundo, prende-se-me a respiração. Compreendo as pessoas que chegam à conclusão de que Deus não existe. Só quando olhamos o mundo - tal como ele é - com os olhos da fé é que se pode transformar algo. A fé desperta o amor, ela leva a que nos comprometamos pelos outros. Da entrega surge a esperança - apesar do sofrimento.

"Um bom cristão distingue-se por acreditar em Deus, e n'Ele confiar; por conhecer Cristo, por aprender a conhecê-l'O sempre melhor e por escutá-l'O. Conhecer significa ler a Bíblia, falar com Cristo, deixar-se chamar por Ele, tornar-se semelhante a Ele."
Um cristão é alguém que sente que o seu amor por Jesus vai sendo sempre mais forte, até que "Tu levas-me, em Ti estou aconchegado, Tu acolhes-me."

Poderia continuar, mas paro para deixar-me embalar nesta leitura...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

família, resposta à crise

MÉXICO, sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- O arcebispo primaz de Honduras e cardeal de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, afirma que a atual crise econômica tem importantes repercussões no desenvolvimento das famílias; mas ao mesmo tempo, para enfrentar este momento, a unidade familiar será um fator determinante.

Assim comentou o também presidente da Cáritas Internacional, em conversa com ZENIT-El Observador, depois de sua participação no VI Encontro Mundial das Famílias (EFM), celebrado no México no mês de janeiro passado.
– O senhor tem um panorama amplo sobre as questões sociais e sobre sua repercussão na família. Neste sentido, qual é a problemática que mais preocupa a Igreja hoje em dia?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: A própria família: ela é o ponto principal, a opção mais importante da vida do ser humano; por conseguinte, entra nas preocupações que temos: como fazer para que as pessoas cada vez mais se preparem para esta opção de vida. Todas as coisas grandes são preparadas, não se improvisam, mas muitas vezes a maior opção da vida, que é o amor e a família, é improvisada de uma maneira assustadora. Às vezes temos famílias que começam por um erro e não por uma opção em liberdade. Preparar esta opção de vida &ea cute; talvez o maior objetivo de toda a evangelização e da pastoral familiar.

– O que o senhor acha do evidente processo de pobreza e de desigualdade que a América Latina sofre e que em muitos casos freia o desenvolvimento integral das famílias?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: No Encontro Mundial das Famílias, um especialista em economia não propunha as consequências que tem a falta de família para o desenvolvimento econômico, para a própria pobreza. Com estudos e estatísticas, foi-nos demonstrado que a saúde física e a mental é melhor em famílias constituídas que em famílias monoparentais ou desintegradas. A pobreza é muito pior em famílias desintegradas que nas integradas. Assim se enfocaram diversos aspectos, por exemplo, na educação superior, e os obstáculos quando há pais divorc iados. São aspectos que a imprensa comenta muito pouco e vale a pena concentrar-se nisso.

Fala-se do papel educativo da família; alguns o reduzem à educação escolar. Aqui se enfocou o que significa a educação moral na família, a educação espiritual, os aspectos econômicos e testemunhos do pai de família, quando em meio às vicissitudes da vida é capaz de acompanhar com heroísmo a família. Estas são riquezas inexploradas e que vale a pena dar a conhecer, porque há pessoas que sofrem e ao conhecer estes testemunhos se sentem fortalecidas.
A pobreza é uma realidade que vai crescendo em nossos países ao invés de diminuir. Agora temos esta crise financeira tão grande e se prevê que ela terá muitas outras consequências.
– Alguns dizem que os países pobres o são p orque não regulam a natalidade. Muitos governantes enfocam suas forças contra a pobreza em políticas de controle da natalidade...
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Estas políticas de controle de natalidade são na realidade de eliminação da natalidade. Contemplam só uma das perspectivas. Pensa-se que somos pobres porque temos muita população e isso é um sofisma. A população é necessária para que haja desenvolvimento econômico; há um país na América Latina que foi o primeiro, já na década de 50, a aplicar reduções de natalidade, e o que aconteceu nesse país? Não pode crescer e, por conseguinte, não tem consumidores para que haja empresas prósperas, tudo tem de ser importado de outros grandes países e ele tem apenas uma economia de subsistência, não um desenvolvimento, como deveria ser.

A Igreja fala claramente da paternidade e maternidade responsáveis; a transmissão da vida é uma grande responsabilidade dos pais, não é produto de qualquer desordem; é uma grande responsabilidade, assim como também os governos têm a grave responsabilidade de procurar o bem comum de todos os cidadãos, e se há cidadãos que deveriam ser privilegiados, deveriam ser os pobres e não os que mais têm. E este é o motivo pelo qual a Igreja, que é Mãe, insiste profundamente, em sua doutrina social, em que a família não é como um elemento que não entra na problemática social.

Na doutrina social da Igreja, um capítulo muito importante é a família, porque nela se toca muito de perto tudo o que se refere à problemática social. A Igreja fez sempre o pedido aos governos de que se preocupem também pelas famílias pobres.
– O que o senhor acha da idéia de que a Igreja só privilegia os ricos?
– Cardeal Rodríguez Maradiaga: Quem diz isso desconhece a vida da Igreja. Em primeiro lugar, a Igreja não se reduz à hierarquia; cada batizado é Igreja. Se virmos todos os desenvolvimentos pastorais no continente, percebemos que a Igreja fez a opção preferencial pelos pobres.
No México há um caso único em nosso continente: homens de empresas e pessoas de muitos recursos sustentam o Instituto Mexicano de Doutrina Social (IMDOSOC), que educa o povo precisamente pela convicção que tem de que uma das melhores maneiras de aliviar a pobreza é através da educação; o IMDOSOC deu bolsas a estudantes de países pobres, inclusive de Cuba, que vieram ao México com bols as completas, para aprofundar no estudo da doutrina social da Igreja; portanto, não se pode generalizar esse juízo. Quem examina a vida da Igreja compreende que a opção preferencial pelos pobres não é poesia, mas realidade.

Às vezes se critica a moral católica porque se opõe ao uso de preservativos como uma solução para o problema da AIDS; pois quero dizer-lhe que 27% de todas as obras que há no mundo a favor dos pacientes com esta enfermidade é da Igreja Católica, e ela recebe apenas 2% do Fundo Global para ajuda aos pacientes de AIDS. Se observarmos programas de construção de moradia, veremos o que isso significa quando há de catástrofes; e digo isso como presidente da Cáritas Internacional, a instituição mais respeitada em opção preferencial pelos pobres.

Bento XVI propõe jejum

O valor e o sentido do jejum como «uma arma espiritual» é a proposta que Bento XVI apresenta em sua mensagem para esta Quaresma. O documento foi apresentado nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa na Santa Sé.

«Podemos perguntar-nos que valor e que sentido tem para nós, os cristãos, privar-nos de algo que em si mesmo seria bom e útil para nosso sustento», pergunta-se o Santo Padre em sua mensagem.
Deste modo, em sua proposta para a Quaresma, que começará no dia 25 de fevereiro – Quarta-Feira de Cinzas – e se estenderá até 5 de abril – Domingo de Ramos –, ele se detém a analisar o sentido que esta prática teve tanto no Antigo como no Novo Testamento.

O pontífice mostra como Jesus fala do verdadeiro jejum, que consiste «em cumprir a vontade do Pai Celestial», exemplo que também dá ao responder a Satanás, que durante 40 dias no deserto diz que «não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus».

O Papa declara desta maneira que o verdadeiro jejum «tem como finalidade comer do alimento verdadeiro, que é fazer a vontade do Pai».
«Com o jejum, o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando em sua bondade e misericórdia», sublinha.

O jejum hoje «perdeu um pouco do seu valor espiritual» , declara depois a mensagem, pois muitas vezes se reduz a uma «medida terapêutica para o cuidado do próprio corpo».
Bento XVI assinala que a prática do jejum contribui para «dar unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor».
«Privar-se do alimento material que nutre o corpo facilita uma disposição interior a escutar Cristo e a nutrir-se de sua palavra de salvação» e assegura que com esta prática, junto com a da oração, nós «lhe permitimos que venha saciar a fome mais profunda que experimentamos no íntimo de nosso coração».

O Santo Padre ressalta também o significado social do jejum, dizendo que este «nos ajuda a tomar consciência da situação na qual vivem muitos de nossos irmãos».
Por isso, exorta as paróquias «a intensificar durante a Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cuidando desta forma da escuta da Palavra de Deus, da oração e da esmola».
O Papa assegura que esta prática é «uma arma espiritual para lutar contra qualquer possível apego desordenado a nós mesmos».

Desta forma, ajuda «o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza debilitada pelo pecado original, cujos efeitos negativos afetam toda a personalidade humana».
Em definitivo, graças ao jejum, para o pontífice a Quaresma é o tempo ideal «para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma e a abre ao amor de Deus e do próximo».
in Zenit, 2009.02.03

Evangelizar pela Arte

"É preciso perder um pouco de fé, para purificar a própria fé", dizia D. Carlos Azevedo, numa noite fria e chuvosa, nas terras da Fátima.

Acrescenta, ainda, "só uma igreja sem estratégia pastoral, como a portuguesa, é que não valoriza a arte", durante as "turtúlias do museu", no Museu de Arte Sacra. E diz, "a Igreja que não mostra o património que possui, comete um atentado à pobreza". Colocar o património à fruição da comunidade é um dever. Fez um alerta para o não investimento da parte da igreja à criação da arte religiosa, havendo poucos artistas. Fez-se referência a Irene Vilar.
Não existe, em Portugal, um "Museu da Igreja", no seu verdadeiro sentido. Existem espaços museológicos (Viseu, Beja...)

Neste contexto, aparecem as bibliotecas e os arquivos como parentes pobres, onde impera um certo amadorismo, com poucos profissionais da área, solicitados pela igreja.
Quanto à Igreja da Santíssima Trindade, considerou o espaço interessantíssimo, sublinhando que o painel "transmite uma verdadeira pacificação e beleza; a porta de entrada principal, outro ecemplo feliz, "é uma peça que vai ficar para a história da arte em Portugal.
Contudo, embora reconheça que todas as obras têm valor artístico, faltou a articulação entre as diversas obras. Apontou a imagem de Nossa Senhora, referindo que "uma imagem de mármore branco naquele espaço, não existe. Não concorda com a colocação da imagem do Cristo - "com aquela força toda" - à frente do painel central.
O problema reside no reduzir as expressões - a arte é uma expressão -, em impressões.

Num mundo hoje, abunda mais a reacção que a contemplação.

Num fim um desafio aos futuros sacerdotes, "quem não percebe a cultura contemporãnea, não deve ser sacerdote!"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Concílio, eixo do magistério de Bento XVI, segundo cardeal Bertone

Rejeita que o Concílio tenha suposto «uma ruptura» na história da Igreja

«Alguns sustentam que o Concílio Vaticano II supôs uma nova ‘Constituição’ na Igreja, mas isso é absurdo», como manifestaram todos os papas até agora, inclusive Bento XVI: assim explicou o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado Vaticano, em uma conferência sobre o pensamento do Papa Bento XVI, por ocasião do 60º aniversário da fundação do Círculo de Roma (Cfr. L'Osservatore Romano, ed. de 29.01.2009).
O cardeal Bertone afirmou que a tese que uma ruptura entre a Igreja anterior e posterior ao Concílio é «falsa», pois «a constituição essencial da Igreja vem do Senhor, que se entregou a nós para que pudéssemos alcançar a vida eterna e, partindo desta perspectiva, estamos em situação de iluminar também a vida no tempo e o próprio tempo».
Para o purpurado, o Vaticano II gerou «duas interpretações opostas: a da descontinuidade e a ruptura, que obteve simpatia da mídia e de uma parte da teologia moderna», e «a da reforma e a renovação na continuidade da única Igreja que o Senhor deu, e que é a que está, silenciosamente, mas cada vez de modo mais visível, dando fruto».
Portanto, o Papa atual, acrescentou, «inscreve-se a título pleno no grupo de pontífices que disse ‘não’ à hermenêutica da descontinuidade e ‘sim’ à da reforma, tal como explicou João XXIII na abertura do Concílio e confirmou Paulo VI no discurso de conclusão».
O cardeal Bertone explicou que o pontificado de Bento XVI é uma «obra ainda em construção» e que é prematuro «fazer um balanço». Contudo, assinalou que este papa «soube retomar com profundidade e sabedoria pastoral o que o Concílio afirma na Lumen Gentium e na Gaudium et spes sobre a missão da Igreja».
Neste sentido, destacou os esforços «no serviço à unidade» que o atual Papa está levando a cabo, tanto no relativo à reconciliação e à unidade interna da Igreja Católica, como no relativo ao ecumenismo.
Quanto à unidade interna da Igreja, o cardeal Bertone destacou a transcendência de sua carta aos católicos chineses, o motu proprio Summorum Pontificum e «seu recente gesto com relação aos seguidores de Lefebvre», explicou.
Com relação à unidade entre os cristãos, destacou o «diálogo sereno e paciente» que Bento XVI, seguindo o caminho empreendido por João Paulo II, «está levando a cabo com os líderes das igrejas ortodoxas e das demais confissões e comunidades eclesiais».
Contudo, acrescentou, «o Papa insiste em que para poder dialogar com a modernidade, é necessário que a fé do cristão seja sólida, e que não se reduza a um mero sentimento privado. Entende-se a importância que tem em seu magistério o fundamento racional da fé e a relação entre fé e razão».
Também explicou que no centro de seu pensamento e obra está «a constante referência a Cristo», como manifesta sua obra Jesus de Nazaré.
«Em uma época na qual proliferam publicações sobre Jesus com visões opostas, algumas das quais inclusive retomando antigas teorias esotéricas, Bento XVI nos convida a conhecer a Cristo em sua verdade histórica, para poder encontrá-lo em seu mistério de salvação», acrescentou.
Por último, ele se referiu às encíclicas Deus caritas est e Spe salvi e a outros documentos de caráter ético e social, «nos quais surge continuamente a questão da dignidade humana, a defesa da vida, a tutela da família baseada no matrimônio», como «base de qualquer diálogo sobre valores».
O Círculo de Roma foi fundado e m 1949 pelo então substituto da Secretaria de Estado, Dom Giovanni Battista Montini, futuro Paulo VI. Esta associação, que tem sua sede na Igreja de Santa Maria in Cosmedin, tem como objectivo favorecer o contacto com o mundo cultural e diplomático, assim como impulsionar iniciativas que promovam o diálogo espiritual na cultural actual.

in ZENIT (30 de janeiro de 2009)

sábado, 31 de janeiro de 2009

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI

24 de Maio é o 43º dia mundial das comunicações sociais. Transcrevo alguns trechos da mensagem do Papa Bento XVI.

"Amados irmãos e irmãs,

Aproximando-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais, é com alegria que me dirijo a vós para expor-vos algumas minhas reflexões sobre o tema escolhido para este ano: Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade. Com efeito, as novas tecnologias digitais estão a provocar mudanças fundamentais nos modelos de comunicação e nas relações humanas. Estas mudanças são particularmente evidentes entre os jovens que cresceram em estreito contacto com estas novas técnicas de comunicação e, consequentemente, sentem-se à vontade num mundo digital que entretanto para nós, adultos que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por ele oferecidas à comunicação, muitas vezes parece estranho. Por isso, na mensagem deste ano, o meu pensamento dirige-se de modo particular a quem faz parte da chamada geração digital: com eles quero partilhar algumas ideias sobre o potencial extraordinário das novas tecnologias, quando usadas para favorecerem a compreensão e a solidariedade humana. Estas tecnologias são um verdadeiro dom para a humanidade: por isso devemos fazer com que as vantagens que oferecem sejam postas ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades, sobretudo de quem está necessitado e é vulnerável."
[...] "O desejo de interligação e o instinto de comunicação, que se revelam tão naturais na cultura contemporânea, na verdade são apenas manifestações modernas daquela propensão fundamental e constante que têm os seres humanos para se ultrapassarem a si mesmos entrando em relação com os outros. Na realidade, quando nos abrimos aos outros, damos satisfação às nossas carências mais profundas e tornamo-nos de forma mais plena humanos. De facto amar é aquilo para que fomos projectados pelo Criador. Naturalmente não falo de relações passageiras, superficiais; falo do verdadeiro amor, que constitui o centro da doutrina moral de Jesus: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças» e «amarás o teu próximo como a ti mesmo» (cf. Mc 12, 30-31). Reflectindo, à luz disto, sobre o significado das novas tecnologias, é importante considerar não só a sua indubitável capacidade de favorecer o contacto entre as pessoas, mas também a qualidade dos conteúdos que aquelas são chamadas a pôr em circulação. Desejo encorajar todas as pessoas de boa vontade, activas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo, da amizade."

"A amizade é um grande bem humano, mas esvaziar-se-ia do seu valor, se fosse considerada fim em si mesma."

"Quero concluir esta mensagem dirigindo-me especialmente aos jovens católicos, para os exortar a levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé. Caríssimos, senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida. Nos primeiros tempos da Igreja, os Apóstolos e os seus discípulos levaram a Boa Nova de Jesus ao mundo greco-romano: como então a evangelização, para ser frutuosa, requereu uma atenta compreensão da cultura e dos costumes daqueles povos pagãos com o intuito de tocar as suas mentes e corações, assim agora o anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização. A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste «continente digital». Sabei assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos vossos coetâneos! Conheceis os seus medos e as suas esperanças, os seus entusiasmos e as suas desilusões: o dom mais precioso que lhes podeis oferecer é partilhar com eles a «boa nova» de um Deus que Se fez homem, sofreu, morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. O coração humano anseia por um mundo onde reine o amor, onde os dons sejam compartilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu significado na verdade e onde a identidade de cada um se realize numa respeitosa comunhão. A estas expectativas pode dar resposta a fé: sede os seus arautos! Sabei que o Papa vos acompanha com a sua oração e a sua bênção."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma história...

Um latifundiário colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça.
Um dia, ele descobriu que seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele insistiu com o seu vizinho até conseguir o comprar.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário que disse: 'Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante três dias. No 3º dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor será necessário sacrificá-lo'. Neste momento, o porco escutava a conversa.
No dia seguinte, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: 'Força amigo, levanta daí senão serás sacrificado!!!'. No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco aproximou-se novamente e disse: 'Vamos lá amigo, levanta senão tu vais morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar. Upa! Um, dois, três...'.
No terceiro dia, deram o medicamento e o veterinário disse: 'Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos'.
Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: "Amigo, é agora ou nunca! Levanta logo, upa! Coragem! Vamos, vamos! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, que bom, que bom. Agora mais depressa, vai...fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa! Tu venceste, campeão!!!'."
Então de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr pelo campo e gritou: 'Milagre!!! O cavalo melhorou, isso merece uma festa! Vamos matar o porco!'. "
De facto, acontece com frequência em ambiente de trabalho. Ninguém percebe qual o funcionário que realmente tem mérito pelo sucesso, ou que está a dar o suporte para que as coisas venham a acontecer.

'SABER VIVER SEM SER RECONHECIDO É UMA ARTE'

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

True Heroism: NY Times Tells Story of Woman Who Chose Homeless Shelter over Abortion

By Thaddeus M. Baklinski



When Jabrilla English was 24 years old, nine months pregnant, and living with the mother of her half-brother, she was given an ultimatum: have her unborn child killed by an abortion, or leave. She said, however, that abortion was not an option and chose instead to live in a homeless shelter in the Bronx.
The NY Times article recounting Jabrilla's story goes on to describe her difficult but hopeful childhood growing up with her grandmother, her effort to get out of the poverty surrounding her by attending a year at Marymount Manhattan College and majoring in psychology, and how she ended up giving birth to her son Elijah two weeks after moving in to the shelter.
“It was a nightmare,” said English of her experience in the shelter.
Jabrilla is now 29 and has persevered through illness and a cycle of low-paying jobs and being on welfare to a point where she now has hope for herself and her son.
“I’m not going to play victim and say that this or that is the reason why I am in the position I am in. You have to take responsibility,” Ms. English told the NY Times. “There were some things that I could not control. But I’m a mother, I have a son, and I’m no good to him if I’m not together mentally."
“I didn’t think I would go through anything like that,” Ms. English said. “But I’m kind of glad I did, though. It really made me appreciate everything.”
Jabrilla's courage in the face of the adversity she faced is emphasized by the findings of a recent study that shows that the level of support a woman has from family, support groups, and especially from the father of her child, plays a key role in whether or not the woman aborts. Women like Jabrilla who receive little support during their pregnancy are much likelier to abort than others, according to the study, which was headed by Prof. Priscilla Coleman of Bowling Green State University and published in the International Journal of Mental Health & Addiction. Another study, published in the Medical Science Monitor, reported that a survey of women in post-abortion support groups found that more than 83 percent said they would have continued the pregnancy if they had been given more support from others. This survey also found that 64 percent of respondents reported feeling pressured to abort by others, and more than 80 percent said they weren't given enough information to make an informed decision about abortion.
Jabrilla's story does not yet have a happy ending, however. The NY Times reported that though she has achieved her goal of getting off welfare, her financial position is precarious and she has received help from the Times Neediest Cases Fund to buy a bed for her son, Elijah, so they no longer have to share her futon, and a dining table and chairs so they can eat together.
Funds to help her may be directed through the link to the NY Times story given above.
Cfr.:http://www.nytimes.com/2009/01/20/nyregion/20neediest.html?_r=2

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"Aborrecem-me os ateus..."

Pelas leituras matinais de vários jornais, hoje chama-me a atenção o artigo que surge na "Voz Portucalense", com o título "Sectarismo de ateus exagera na publicidade" do autor cón. Rui Osório.
O artigo tem como fundo, a publicidade que surgiu em Lodres nos autocarros, "God probably does not exist, but don't worry if you happen to meet him".



Esta publicidade estendeu-se à nossa vizinha Espanha, em Barcelona, “PROBABLEMENTE DIOS NO EXISTE. DEJA DE PREOCUPARTE Y DISFRUTA LA VIDA”.


Em Outubro de 2008 a British Humanist Association (BHA), com o apoio do professor Richard Dawkins, o conhecido biólogo evolucionista autor do livro "A Desilusão de Deus" (Editora Casa das Letras), título original: "The God Delusion", começou a arrecadar fundos para iniciar uma campanha de publicidade nos autocarros de diversas cidades inglesas, como Londres, Birmingham, Manchester e Edimburgo, com o objectivo de sensibilizar os cidadãos ateus, não crentes e livres-pensadores em general sobre a necessidade de “se fazer visíveis”, de se sentir orgulhosos de suas convicções e de reivindicar para eles os mesmos direitos e liberdades que se reconhecem a outros cidadãos pelo mero facto de possuir ou manifestar as suas crenças religiosas.

Há uma personagem do escritor alemão Heinrich Böll, prémio Nobel da Literatura em 1972, falecido em 1985, que desabafa: "Aborrecem-me os ateus porque estão sempre a falar de Deus".
Ao contrário dos cépticos e dos agnósticos, muitos ateus são tanto ou mais dogmáticos do que os crentes. Não acreditam e não querem que outros acreditem. São irrequietos e nervosos, como agora os promotores da publicidade. É uma campanha epicurista que envergonharia o materialismo de Sartre ou de Niietzsche.

Em Barcelona, o arcebispo Martínez Sistach, responde: "a fé na existência de Deus não é motivo de preocupação nem obstáculo para gozar honestamente a vida", mas um "fundamento sólido para viver em paz, em solidariedade e com um sentido de transcendência".
Na mesma cidade catalã, vão circular autocarros com uma resposta inspirada em Mahatma Gandhi: "Quando todos te abandonam, Deus está contigo".