sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Regresso de férias


Eis o meu regresso de férias...
Cheguei ao meu local de trabalho e vi a minha mesa.
Vou levar algum tempo e limpar a mesa.
Bom trabalho!!!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cimeira da ONU lembrada em Fátima

Entre várias notícias que enundam os meios de comunicação social, destaco este, onde intervi.

O terço das 18h30, rezado na Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima, teve este Domingo como intenção especial a próxima Cimeira das Nações Unidas, onde se irá fazer o ponto de situação dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

A oração, preparada pela Rede Fé e Desenvolvimento (Pe. José Augusto Leitão svd e grupo de leigos da Diocese Leiria/ Fátima), foi transmitida em directo pela Rádio SIM e pelo canal televisivo TelePACE.

A Rede Fé e Desenvolvimento é uma iniciativa da Fundação Evangelização e Culturas que, em parceria com diversos grupos/ movimentos da Igreja Católica de diferentes Dioceses portuguesas, pretende sensibilizar a Igreja e sociedade civil para a reflexão e intervenção na área do desenvolvimento global.

Deixo um link, onde podem aprofundar esta iniciativa, www.redefedesenvolvimento.org

sábado, 7 de agosto de 2010

Em reflexão

Da minha ida a Granada a um evento predominantemente carismático, houve vários momentos marcantes.
Neste breve apontamento tenho como referência a intervenção do padre Pablo, sacerdote jesuíta.
Há uma constatação nesta sociedade moderna: O homem moderno tem grande dificuldade de abrir a Deus. Deve-se a vários factores.
Um primeiro, deve-se a um pragmatismo demolidor, onde sobressaem a ciência e a técnica. "Tudo é adequirível, tudo é assecível, tudo é possível."
Um segundo factor, a predominãncia do Racionalismo, onde a razão é o único modo argumentável. Assim, é-se incapaz de acreditar numa experiência de Deus, porque não pertence ao domínio da razão. Toda a experiência do domínio dos sentidos domina, e fora dele é a morte.

Vive-se sem um núcleo interior, com grande incapacidade de escutá-lo. Por isso, chega-se à situação em que Deus é algo que se deve utilizar e não o que amo.

Vive-se ainda e só nos ditâmes da sociedade. Esta marca a vida, a conduz. Incapacidade de parar!
Por tudo isto deparamos algumas consequências no modo de viver do próprio homem.
Ele vive sem esperança, numa incapacidade de acreditar no futuro.
Vive-se só no presente. Há um desejo enorme, mas uma grandec dificuldade de atingir a satisfação.

Outra consequência, o homem tem necessidade enorme de salvação. Constata-se este facto, com as perguntas que vão surgindo na sociedade de forma inconsciente, perguntas de todos os tempos: porque estou aqui, para quê, qual o sentido ou que sentido.

Chego aqui a perguntar-me, nesta estrutura que nos impõe, como oferecer hoje a "experiência de Deus"? E que "experiência de Deus" falamos?

Deixo em aberto estas interrogações... Em reflexão!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Amor

Começo estas linhas, com uma frase que me marcou nestes dias: o olhar é comprometer-me.
Olho para Deus de forma viva, como algo inacabado, em construção em mim.
Vão seguir-se outras que apareceram nestes dias em mim.

Deus não pode não amar. Esta é a sua fragilidade. Por isso, ao colocar-me diante d'Ele, incomoda-me.

O Amor é a fé em obras; em Jesus, Deus fez-se homem, para que o homem se faça Deus, isto é, que se humanize.

Até quando posso amar? Deves amar até doer, como disse Madre Teresa.

Quem quase amou, nunca amou.

O Amor é carinhoso, mas também é exigente; é excêntrico, isto é, o centro encontra-se "fora do centro" de "mim".

Eis o caminho, partilhado, não finito, mas sempre a percorrer até ao Amor

A Fé

Nestes dias têm sido um balsamo para uma vida agitada.
Um espaço onde tenho estado a diagnosticar a minha fé, a minha confiança para com o meu Deus.
Nestas linhas, algumas pinceladas deste dom gratuito, que é a fé; pinceladas essas que foram as mais marcantes.
A Fé é uma experiência de reconhecer-me reconhecido.
A fé é confiar, é confiança.
Crescer na fé é crescer na confiança da presença de Deus; a consciência que Deus está.
A Fé é a arte de viver no entretanto, enqunato a esperança é a capacidade do futuro, viver a fé no futuro; a caridade/amor é a fé em obras.
A fé é o conhecimento que nasc e do amor.
Pistas para um caminho a percorrer todos os dias, com serenidade, sabendo que Deus está.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Crucifixo

O caso passou-se em Itália..

Alguém pôs em questão a existência de crucifixos nas escolas estatais. Esse facto coargia a liberdade religiosa, não respeitava todos os da comunidade, condicionando a educação dos pais.

Essa pessoa interpôs uma acção nas instancias judiciais, no tribunal europeu, veio a ganhar. Esse mesmo tribunal considerou que a presença de crucifixos numa sala de aula viola o direito dos pais «a educar os filhos segundo as suas convicções» e também a «liberdade religiosa dos alunos.
Houve um conjunto de reacções, não só de itália, como de outros países, daqueles onde está activa a igreja ortodoxa, pois era mais uma "machadada" para a identidade europeia.

Acabo agora de ler o texto de Aura Miguel,com o título, Fé envergonhada, que transcrevo:

«O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem divulgou esta semana a lista dos países que vieram em defesa do Estado Italiano contra uma sentença que proíbe os crucifixos nas escolas públicas.
De entre os 47 Estados que compõem o Conselho da Europa, foram apenas 10 os que pediram para se constituírem como parte interessada, ao lado de Itália. Estes 10 países europeus querem demonstrar os limites do tribunal, nomeadamente, quando a sua jurisdição cria novos direitos contra a vontade dos seus Estados membros – neste caso uma imposição do laicismo numa Nação maioritariamente católica.
Os 10 países europeus que vão a tribunal defender o crucifixo são quase todos de maioria ortodoxa: Bulgária, Chipre, Grécia, Roménia, Federação Russa, Lituânia, Arménia. Só três têm tradição católica: Mónaco, São Marino e Malta.
Afinal, quando se trata de defender publicamente e sem vergonha os sinais da fé, Portugal ficou para trás. Bento XVI, conta mais com o apoio de Malta católico (que visitou o mês passado) e com Chipre ortodoxo (cuja visita inicia hoje).»


Como cristão, grito: acordem! Jesus Cristo está vivo! Ressuscitou!
Que fé é a nossa?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O dia!

Ao longo da vida, há momentos únicos!
São momentos únicos, o meu encontro diário com o meu Deus, com Maria; o meu baptismo, a minha primeira comunhão, o meu casamento e... muitos outros, mesmo os menos significativos.
Tinha chegado o dia 13 de Maio. Fui um dos escolhidos, para receber a comunhão das mãos do Papa Bento XVI, nesse dia, na eucaristia.
Foi um dos momentos únicos da minha vida. Foi vivido muito no silencio "sonoro" do meu coração... Ainda hoje vivo esse momento!

Sem palavras, escrevo o que Bento XVI disse na homilia:

"Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos.[...]com os mesmos sentimentos dos beatos Francisco e Jacinta Marto e da serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo» [...] Jesus."

"...Nossa Senhora,[...] como Mestra que introduz os pequenos videntes - e eu! -, no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana.

"...aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manisfestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem."

Obrigado Maria, Theotokos!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bento XVI versus Comunicação Social

Há jornalistas e jornalistas...

Vou recolhendo toda a informação que me chega sobre a presença do Papa Bento XVI entre nós.
Recolho também as suas intervenções.
E vejo a incoerência das notícias que chegam. Deturpam a verdade, o que se diz na realidade.

Deixo aqui um exemplo de mau jornalismo.

Numa noticia leio o título, "«Maior perseguição à Igreja» não vem de «inimigos de fora, mas nasce no pecado da Igreja»". Descontextualizado o título, é pura mentira em relação ao que disse Bento XVI. Ele afirmou, «Quanto à novidade que podemos hoje encontrar nessa mensagem [de Fátima], é que não só são os ataques de fora ao Papa e à Igreja, mas os sofrimentos da Igreja vêm de dentro da Igreja, do pecado que existe na Igreja».

Releio os dois textos - a notícia e a resposta do Papa à pergunta dos jornalistas no avião. Vejo também a versão italiana (disponível no site do Vaticano).
Vejo que os jornalista(s) esqueceram-se da expressão «não só dos de fora» (versão italiana, «che non solo da fuori»).

Fico em silêncio e vou rezando para que se faça um bom jornalismo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

As primeiras palavras

Sempre tive a sensação que as primeiras palavras de alguém marcam e dá o mote para tudo o que segue. Também é importante a primeira impressão ou impacto que aparece numa situação, num encontro, provocado pela pessoa em si, no outro(s).

Estamos a viver neste momento a presença de Bento XVI em Portugal.

Ainda no avião, algumas ideias que marcam. A primeira, afirmou que a maior perseguição à Igreja não vem de «inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja». E neste contexto, continuou, «a Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, implorar perdão».

Já em solo português, no seu discurso de entrada, diz, «venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu».
Paro a leitura do discurso do Santo Padre.
Vem à memória a terceira parte do segredo de Fátima, o qual transcrevo um pedaço, «e vimos numa luz emensa que é Deus [...] um bispo vestido de branco [...], vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas a subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz...».

Estamos a caminhar com o Santo Padre para o Alto, carregando com ele todo o contexto do mundo em que vivemos e... ouvindo o Anjo a gritar: «Penitência!Penitência! Penitência!»

Será este o mote para esta visita do Papa a Portugal. Mesmo que não seja, é um alerta que deixo, nestas pinceladas do meu blog.

sábado, 1 de maio de 2010

A pequena Jacinta e o Santo Padre

Aproxima-se a passos largos a chegada do Papa Bento XVI, a Portugal. Entre os locais de estadia, destaca-se a sua presença em Fátima.
Ninguém como ele conhece o fenómeno de Fátima; ninguém como ele conhece a história de Fátima; ninguém como ele conhece a actualidade da sua mensagem.
Temos ouvido tantas coisas ao redor da sua vinda.
Os pastorinhos de Fátima tiveram muito presentes o Santo Padre. A Jacinta foi a que mais se destacou neste amor ao Papa.
Neste ano do seu centenário de nascimento, deixo a visão que ela teve do Santo Padre, mais actual do nunca, neste momento de perseguição à Igreja.

"Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora de casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por ele."

Bento XVI tem demonstrado a sua fortaleza. Esta está em Deus e é para Ele que devemos caminhar.
Não deixa contudo de nos interpelar. Rezemos pelo Santo Padre.