Mergulha-se nas várias notícias e artigos que vão surgindo em cima da mesa. São oriundos de diversos jornais e outros meios de comunicação – os mass media.
Far-se-à referência a textos de D. António Marcelino, de A. Sílvio Couto e de Paulo Fafe (Diário do Minho)
Deste mergulhar, deparamos vários atentados contra a igreja e seus valores, indo até longe demais.
Transcrevo, “na Bélgica e na Espanha, países de tradição cristã, mas de há muito sob a influência de um laicismo mortífero e arrasador, que não se priva de nada para destruir tudo e todos quantos, no mundo de hoje, falam de Deus ou apelam aos valores transcendentes da vida, foram os parlamentos, nacional e regional, que decidiram, por votação de maioria, fazer com que o Papa se retratasse e pedisse perdão ao mundo pelas intervenções dissonantes, de ordem ética e moral. Nada menos.”
“A Igreja e seus responsáveis são ditos a expressão pública do que é ser reaccionário e o obstáculo maior a que o mundo vá para a frente…”
Hoje, é chamada a agir num mundo dominado por uma nova cultura, pelo diálogo necessário com uma sociedade marcada por vazio e ansiedades. Contudo depara com sérias dificuldades, na sua comunicação e acção. Neste cenário, não pode regredir em relação ao caminho traçado pelas raízes evangélicas, retomado, com nova sensibilidade e vigor, pelo Concílio Vaticano II. Deve assumir, sempre mais, a identidade de Povo de Deus, peregrino na sociedade e na história.
Estamos, mas não somos!!
Devemos utilizar os meios que temos à disposição, para agir. “O anúncio de Cristo no mundo das novas tecnologias supõe um conhecimento profundo das mesmas para se chegar a uma sua conveniente utilização.
Temos de ser audazes, unidos e persistentes neste anúncio de Jesus… a todos e em todo o momento.
“Está na Assembleia da República um projecto de lei sobre a distribuição de preservativos nas escolas secundárias…”
Em vez de se apostar numa verdadeira educação, faz-se ainda hoje, da parte dos responsáveis, mimese do acto de Pilatos : lava-se as mãos. É um caminho mais fácil, mas nada responsável. As consequências estão à vista de todos... um perfume de alguma anarquia em tudo.
“Eu julguei que as grandes questões da esquerda eram a distribuição da riqueza, a saúde, a segurança, o trabalho, a educação, a habitação… agora estava fora das minhas cogitações que fossem meter o nariz nos preservativos”
No mundo de hoje, como no de sempre, “a renovação ou vem de dentro ou nunca de dará. É preciso que quem se sente Igreja o entenda e o assuma. Não há outro caminho.”
terça-feira, 19 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Episódios...Lições de vida
A Senhora da limpeza
Durante o meu segundo ano no ensino superior, o nosso professor deu-nos um teste. Eu era um aluno consciente e respondi rapidamente a todas as questões até ler a última:
"Qual é o nome da mulher que faz a limpeza na escola?"Isto só podia ser uma brincadeira. Eu tinha visto a mulher da limpeza inúmeras vezes. Ela era alta, cabelo escuro, à volta dos 50 anos, mas como poderia eu saber o nome dela? Eu entreguei o meu teste, deixando em branco a última questão. Mesmo antes da aula terminar, um dos estudantes perguntou se a última questão contava para nota.
"Absolutamente," respondeu o professor. "Nas vossas carreiras irão encontrar muitas pessoas. Todas são significativas. Elas merecem a vossa atenção e cuidado, mesmo que tudo o que vocês façam seja sorrir e dizer 'olá'."
Nunca esquecerei aquela lição. Também aprendi que o nome da senhora era Dolores.
A boleia na chuva
Uma noite, pelas 11:30 p.m., uma mulher de origem Africana, estava apeada numa autoestrada do Alabama, a tentar aguentar uma valente chuva torrencial. O carro dela tinha avariado e ela precisava desesperadamente de uma boleia. Completamente encharcada, ela decidiu fazer stop ao carro que se aproximava. Um jovem, branco, decidiu ajudá-la, apesar de isto ser uma atitude de bravado naqueles dias de racismo (década de 60). O homem levou-a até um lugar seguro, ajudou-a a resolver a sua situação e arranjou-lhe um taxi.
Ela parecia estar com muita pressa, mas mesmo assim tomou nota damorada do jovem e agradeceu-lhe. Uma semana mais tarde batiam à porta do jovem. Para sua surpresa, uma televisão de ecrãn panorâmico era-lhe entregue à porta. Um cartão de agradecimento acompanhava a televisão.
Dizia:"Muito obrigado por me ajudar na autoestrada na outra noite. A chuva não só encharcou a minha roupa, como o meu espírito. Foi então que apareceste. Por causa de si consegui chegar ao meu marido antes de ele falecer. Que Deus o abençoe por me ter ajudado e ter servido outros de maneira tão altruísta. Com sinceredidade, Mrs. Nat King Cole."
Lembra-te sempre daqueles que servem
Nos dias em que um gelado custava muito menos do que hoje, um rapazinho de 10 anos entrou no café de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma empregada de mesa trouxe-lhe um copo de água.
"Quanto custa um gelado de taça?" perguntou o rapazinho."Cinquenta cêntimos," respondeu a empregada.
O rapazinho tirou do bolso uma mão cheia de moedas e contou-as."Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.A esta altura já mais pessoas estavam à espera de uma mesa e a empregada começava a ficar impaciente.
"Trinta e cinco cêntimos," respondeu ela com brusquidão.
O rapazinho contou novamente as suas moedas.
"Vou querer o gelado simples." Respondeu ele.
A empregada trouxe o gelado, colocou a conta em cima da mesa, recebeu o dinheiro do rapazinho e afastou-se. O rapazinho terminou o seu gelado e foi-se embora.Quando a empregada foi levantar a mesa começou a chorar. Em cima da mesa, colocado delicadamente ao lado da conta, estavam 3 moedas de cinco cêntimos...
Não sei se está a ver! Ele não podia comer o gelado cremoso porque queria ter dinheiro suficiente para deixar uma gorjeta à empregada.
O obstáculo no nosso caminho
Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num caminho. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme pedra. Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e simplesmente se afastaram da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada para afastar a pedra do caminho.
Apareceu então um camponês, carregando um molho de vegetais. Ao aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no solo e tentou deslocar a pedra para a berma do caminho. Depois de muito empurrar, finalmente conseguiu. O camponês voltou a colocar os vegetais ás costas e só depois reparou num porta-moedas no sitio onde antes estivera a enorme pedra.
O porta-moedas continha muitas moedas de ouro e uma nota a explicar que o ouro era para aquele que retirasse a pedra do caminho. O camponês aprendeu aquilo que muitos de nós nunca compreendem!
Cada obstáculo apresenta uma oportunidade para melhorar a nossa situação.
Dar quando conta
Muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário num hospital, conheci uma pequena menina chamada Liz, que sofria de uma doença rara e muito grave. A sua única hipótese de salvamento parecia ser uma transfusão de sangue do irmão mais novo, de cinco anos, que já tinha tido o mesmo problema e sobrevivido milagrosamente, desenvolvendo anticorpos necessários para a combater. O médico explicou-lhe a situação da irmã e peguntou-lhe se ele estaria disponível para dar o seu sangue à sua irmã.
Eu vi-o a hesitar por uns instantes, antes de respirar fundo e dizer"sim, eu faço-o se isso a salvar."À medida que a transfusão ía correndo, ele mantinha-se deitado ao lado da sua irmã, sorrindo. Todos nós sorríamos, vendo a cor a regressar à face da menina. Foi então que o menino começou a ficar pálido e o seu sorriso a desaparecer.
Ele olhou para o médico e perguntou-lhe, com a voz a tremer, "Será que eu começo a morrer já?".
Sendo muito jovem, o menino não compreendeu o médico; ele pensou que teria que dar todo o seu sangue à irmã para a poder salvar.
"Trabalha como se não precisasses do dinheiro,
ama como se nunca tivesses sido magoado,
e dança como danças quando não há ninguém a ver-te."
Durante o meu segundo ano no ensino superior, o nosso professor deu-nos um teste. Eu era um aluno consciente e respondi rapidamente a todas as questões até ler a última:
"Qual é o nome da mulher que faz a limpeza na escola?"Isto só podia ser uma brincadeira. Eu tinha visto a mulher da limpeza inúmeras vezes. Ela era alta, cabelo escuro, à volta dos 50 anos, mas como poderia eu saber o nome dela? Eu entreguei o meu teste, deixando em branco a última questão. Mesmo antes da aula terminar, um dos estudantes perguntou se a última questão contava para nota.
"Absolutamente," respondeu o professor. "Nas vossas carreiras irão encontrar muitas pessoas. Todas são significativas. Elas merecem a vossa atenção e cuidado, mesmo que tudo o que vocês façam seja sorrir e dizer 'olá'."
Nunca esquecerei aquela lição. Também aprendi que o nome da senhora era Dolores.
A boleia na chuva
Uma noite, pelas 11:30 p.m., uma mulher de origem Africana, estava apeada numa autoestrada do Alabama, a tentar aguentar uma valente chuva torrencial. O carro dela tinha avariado e ela precisava desesperadamente de uma boleia. Completamente encharcada, ela decidiu fazer stop ao carro que se aproximava. Um jovem, branco, decidiu ajudá-la, apesar de isto ser uma atitude de bravado naqueles dias de racismo (década de 60). O homem levou-a até um lugar seguro, ajudou-a a resolver a sua situação e arranjou-lhe um taxi.
Ela parecia estar com muita pressa, mas mesmo assim tomou nota damorada do jovem e agradeceu-lhe. Uma semana mais tarde batiam à porta do jovem. Para sua surpresa, uma televisão de ecrãn panorâmico era-lhe entregue à porta. Um cartão de agradecimento acompanhava a televisão.
Dizia:"Muito obrigado por me ajudar na autoestrada na outra noite. A chuva não só encharcou a minha roupa, como o meu espírito. Foi então que apareceste. Por causa de si consegui chegar ao meu marido antes de ele falecer. Que Deus o abençoe por me ter ajudado e ter servido outros de maneira tão altruísta. Com sinceredidade, Mrs. Nat King Cole."
Lembra-te sempre daqueles que servem
Nos dias em que um gelado custava muito menos do que hoje, um rapazinho de 10 anos entrou no café de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma empregada de mesa trouxe-lhe um copo de água.
"Quanto custa um gelado de taça?" perguntou o rapazinho."Cinquenta cêntimos," respondeu a empregada.
O rapazinho tirou do bolso uma mão cheia de moedas e contou-as."Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.A esta altura já mais pessoas estavam à espera de uma mesa e a empregada começava a ficar impaciente.
"Trinta e cinco cêntimos," respondeu ela com brusquidão.
O rapazinho contou novamente as suas moedas.
"Vou querer o gelado simples." Respondeu ele.
A empregada trouxe o gelado, colocou a conta em cima da mesa, recebeu o dinheiro do rapazinho e afastou-se. O rapazinho terminou o seu gelado e foi-se embora.Quando a empregada foi levantar a mesa começou a chorar. Em cima da mesa, colocado delicadamente ao lado da conta, estavam 3 moedas de cinco cêntimos...
Não sei se está a ver! Ele não podia comer o gelado cremoso porque queria ter dinheiro suficiente para deixar uma gorjeta à empregada.
O obstáculo no nosso caminho
Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num caminho. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme pedra. Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e simplesmente se afastaram da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada para afastar a pedra do caminho.
Apareceu então um camponês, carregando um molho de vegetais. Ao aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no solo e tentou deslocar a pedra para a berma do caminho. Depois de muito empurrar, finalmente conseguiu. O camponês voltou a colocar os vegetais ás costas e só depois reparou num porta-moedas no sitio onde antes estivera a enorme pedra.
O porta-moedas continha muitas moedas de ouro e uma nota a explicar que o ouro era para aquele que retirasse a pedra do caminho. O camponês aprendeu aquilo que muitos de nós nunca compreendem!
Cada obstáculo apresenta uma oportunidade para melhorar a nossa situação.
Dar quando conta
Muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário num hospital, conheci uma pequena menina chamada Liz, que sofria de uma doença rara e muito grave. A sua única hipótese de salvamento parecia ser uma transfusão de sangue do irmão mais novo, de cinco anos, que já tinha tido o mesmo problema e sobrevivido milagrosamente, desenvolvendo anticorpos necessários para a combater. O médico explicou-lhe a situação da irmã e peguntou-lhe se ele estaria disponível para dar o seu sangue à sua irmã.
Eu vi-o a hesitar por uns instantes, antes de respirar fundo e dizer"sim, eu faço-o se isso a salvar."À medida que a transfusão ía correndo, ele mantinha-se deitado ao lado da sua irmã, sorrindo. Todos nós sorríamos, vendo a cor a regressar à face da menina. Foi então que o menino começou a ficar pálido e o seu sorriso a desaparecer.
Ele olhou para o médico e perguntou-lhe, com a voz a tremer, "Será que eu começo a morrer já?".
Sendo muito jovem, o menino não compreendeu o médico; ele pensou que teria que dar todo o seu sangue à irmã para a poder salvar.
"Trabalha como se não precisasses do dinheiro,
ama como se nunca tivesses sido magoado,
e dança como danças quando não há ninguém a ver-te."
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Saber olhar...
A «homossexualidade revela imaturidade afectiva», leio num artigo do jornal Diário do Minho, como dita pelo Padre Vasco Pinto de Magalhães, enquadrada na jornada de formação do clero da Arquidiocese de Braga.
Vem o seu desenvolvimento, onde revela, que não é mais que «uma dificuldade de identificação com a complementaridade».
Dentro das patologias das relações interpessoais, a homossexualidade liga-se à questão da educação, é um «problema de imaturidade e de não desenvolvimento saudável da afectividade.»
A homossexualidade tem a ver com a «dificuldade de superação da síndrome de Narciso», ligada à fase dos sete anos de vida da criança.
«A síndrome de Narciso é uma excessiva fixação na fase pré-adolescente, em que a criança se procura a si mesma, e, se mais tarde, não supera isso, com a descoberta da complementaridade, está lançada a base para a homossexualidade»
No mesmo artigo, refere a Teilhard de Chardin. Apoiado nele, o padre Vasco destacou que «a felicidade depende do exercício gradual da pessoa aprender a centrar-se, a descentrar-se e a sobrecentrar-se».
E desenvolve. Centrar-se liga-se ao «recto amor e apreço de si próprio», que inclui «capacidade de auto-crítica e auto-avaliação».
O descentrar-se, que é simultâneo ao anterior, tem a ver com o «perceber o valor do outro», colocando-o como «centro de gravidade».
Estes dois exigem um outro, que esteja para além dos dois, e que é transcendente. «O sobrecentrar-se é encontrar alguém que alarga os horizontes e que oferece ideais».
Será que estes breves apontamentos nos poderão ajudar a ver melhor todos os que nos rodeiam e ajudarmo-nos nesta caminhada para Deus..?
Vem o seu desenvolvimento, onde revela, que não é mais que «uma dificuldade de identificação com a complementaridade».
Dentro das patologias das relações interpessoais, a homossexualidade liga-se à questão da educação, é um «problema de imaturidade e de não desenvolvimento saudável da afectividade.»
A homossexualidade tem a ver com a «dificuldade de superação da síndrome de Narciso», ligada à fase dos sete anos de vida da criança.
«A síndrome de Narciso é uma excessiva fixação na fase pré-adolescente, em que a criança se procura a si mesma, e, se mais tarde, não supera isso, com a descoberta da complementaridade, está lançada a base para a homossexualidade»
No mesmo artigo, refere a Teilhard de Chardin. Apoiado nele, o padre Vasco destacou que «a felicidade depende do exercício gradual da pessoa aprender a centrar-se, a descentrar-se e a sobrecentrar-se».
E desenvolve. Centrar-se liga-se ao «recto amor e apreço de si próprio», que inclui «capacidade de auto-crítica e auto-avaliação».
O descentrar-se, que é simultâneo ao anterior, tem a ver com o «perceber o valor do outro», colocando-o como «centro de gravidade».
Estes dois exigem um outro, que esteja para além dos dois, e que é transcendente. «O sobrecentrar-se é encontrar alguém que alarga os horizontes e que oferece ideais».
Será que estes breves apontamentos nos poderão ajudar a ver melhor todos os que nos rodeiam e ajudarmo-nos nesta caminhada para Deus..?
Consagração a Maria
Chegou-me às mãos a Consagração ao Coração de Maria.
Foi escrita pela irmã Lúcia, vidente de Fátima, em Outubro de 1986.
Transcrevo-a:
A Vós Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao Vosso Coração Imaculado me consagro em plena entrega de doação ao Senhor.
Tomai-me sob a Vossa maternal protecção, defendei-me dos perigos que me rodeiam, ajudai-me a vencer as tentações que me solicitam para o mal, a conservar a pureza do meu corpo, do meu espírito e do meu coração, para ser, por Vós, levada a Jesus Vosso Filho e Filho de Deus, para com Ele, ser consagrada sobre o altar e oferecida ao Pai, pequenina Hóstia de amor, para eterno louvor da Santíssima Trindade, a Quem adoro e amo, acredito no Seu amor e espero na Sua misericórdia, cantar contigo ó Maria – para sempre – o louvor da Sua Glória.
Coimbra, 29 X 1986
Irmã Maria Lúcia
Foi escrita pela irmã Lúcia, vidente de Fátima, em Outubro de 1986.
Transcrevo-a:
A Vós Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ao Vosso Coração Imaculado me consagro em plena entrega de doação ao Senhor.
Tomai-me sob a Vossa maternal protecção, defendei-me dos perigos que me rodeiam, ajudai-me a vencer as tentações que me solicitam para o mal, a conservar a pureza do meu corpo, do meu espírito e do meu coração, para ser, por Vós, levada a Jesus Vosso Filho e Filho de Deus, para com Ele, ser consagrada sobre o altar e oferecida ao Pai, pequenina Hóstia de amor, para eterno louvor da Santíssima Trindade, a Quem adoro e amo, acredito no Seu amor e espero na Sua misericórdia, cantar contigo ó Maria – para sempre – o louvor da Sua Glória.
Coimbra, 29 X 1986
Irmã Maria Lúcia
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Estado de desânimo... Em Deus, me reconforto!
Acabei de ler um artigo de Ângela Silva, que transcrevo. Saí da leitura desanimado, mas...
Acabei também de saber de dois casais, ambos desempregados, que nem pão tiveram hoje (23 de Abril de 2009), para o pequeno almoço.
Eis um recado, realemente quem anda em Deus, nestes momentos vividos, mantém-se com forças e a lutar...
"Faltam seis meses – apenas seis meses – para as
eleições legislativas, mas apetecia que fosse hoje.
É dia a dia mais cansativo este compasso de espera
amargo, desesperançado e tosco para que o ciclo
político mude. Ganhe quem ganhar, o país precisa
de uma nova atmosfera que só as eleições ajudarão
a criar. Com novos protagonistas ou com estes relegitimados.
O ar que se respira é escasso, muito escasso. O
primeiro-ministro confessa sentir-se a arrastar uma
cruz, a líder da oposição propõe que o enriquecimento
ilícito seja crime e é desautorizada pelo
seu primeiro vice-presidente; o Presidente da República
insinua que Sócrates está a governar para
as estatísticas, Sócrates responde que está farto de
recados; o Procurador-Geral da República diz que
anseia por quebrar o segredo de Justiça nos processos
que envolvem poderosos, na banca não param os
casos de polícia."
"O primeiro-ministro diz que a televisão mais vista
não faz jornalismo mas caça ao homem, o director
da TVI chama-lhe cobarde; Cavaco faz um discurso
importante no próximo sábado, Sócrates antecipase
e vai à televisão pública mandar-lhe recados;
os processos entre jornalistas e o PM não param,
o Parlamento não consegue escolher um Provedor
de Justiça."
"O FMI não para de nos dar más notícias, o desemprego
aumenta, o défi ce também; Cavaco acha que
a política económica do Governo falhou e Sócrates
não tem soluções novas. Vende o Magalhães e aumenta
a escolaridade obrigatória ao 12º ano – boa
notícia – mas as escolas dizem não ter condições
para a cumprir."
"Em Junho há europeias, mas ninguém quer saber.
Há milhões que desconhecem Vital e Rangel. Para
as legislativas faltam seis meses mas apetecia que
fosse hoje. Não se pode antecipá-las?"
Acabei também de saber de dois casais, ambos desempregados, que nem pão tiveram hoje (23 de Abril de 2009), para o pequeno almoço.
Eis um recado, realemente quem anda em Deus, nestes momentos vividos, mantém-se com forças e a lutar...
"Faltam seis meses – apenas seis meses – para as
eleições legislativas, mas apetecia que fosse hoje.
É dia a dia mais cansativo este compasso de espera
amargo, desesperançado e tosco para que o ciclo
político mude. Ganhe quem ganhar, o país precisa
de uma nova atmosfera que só as eleições ajudarão
a criar. Com novos protagonistas ou com estes relegitimados.
O ar que se respira é escasso, muito escasso. O
primeiro-ministro confessa sentir-se a arrastar uma
cruz, a líder da oposição propõe que o enriquecimento
ilícito seja crime e é desautorizada pelo
seu primeiro vice-presidente; o Presidente da República
insinua que Sócrates está a governar para
as estatísticas, Sócrates responde que está farto de
recados; o Procurador-Geral da República diz que
anseia por quebrar o segredo de Justiça nos processos
que envolvem poderosos, na banca não param os
casos de polícia."
"O primeiro-ministro diz que a televisão mais vista
não faz jornalismo mas caça ao homem, o director
da TVI chama-lhe cobarde; Cavaco faz um discurso
importante no próximo sábado, Sócrates antecipase
e vai à televisão pública mandar-lhe recados;
os processos entre jornalistas e o PM não param,
o Parlamento não consegue escolher um Provedor
de Justiça."
"O FMI não para de nos dar más notícias, o desemprego
aumenta, o défi ce também; Cavaco acha que
a política económica do Governo falhou e Sócrates
não tem soluções novas. Vende o Magalhães e aumenta
a escolaridade obrigatória ao 12º ano – boa
notícia – mas as escolas dizem não ter condições
para a cumprir."
"Em Junho há europeias, mas ninguém quer saber.
Há milhões que desconhecem Vital e Rangel. Para
as legislativas faltam seis meses mas apetecia que
fosse hoje. Não se pode antecipá-las?"
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Presidente da CEP fala de «ataques» à família
D. Jorge Ortiga deixa críticas à legalização do matrimónio entre homossexuais e à banalização do aborto
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, deixou esta Segunda-feira, 20 de Abril, duras críticas às políticas do governo em matérias relacionadas como o casamento, o aborto e a eutanásia.
O Arcebispo de Braga fez uma referência directa à tentativa de “redefinição legal do casamento (e, desse modo, do conceito de família), de modo a nele incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo”, situação que classificou como “grave”. “A identidade própria da família” não pode “confundir-se com qualquer outro tipo de convivência”.
Mais à frente, D. Jorge Ortiga condenou a “banalização” do divórcio, afirmando que “as recentes alterações legislativas ao regime do divórcio, que o facilitam ainda mais e que tornam o casamento civil o mais instável dos contratos, não podem deixar de ser apontadas como sinal negativo”.
Para o Arcebispo de Braga, “os cidadãos têm o direito de saber qual a concepção de política familiar subjacente aos vários programas”, frisando que “seria bom que os candidatos apresentassem propostas reflectidas sobre estas questões, que são mais decisivas para o futuro da sociedade do que muitas outras que ocupam lugares de primazia em agendas partidárias e em primeiras páginas de jornais e noticiários”. “A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil. Mas mesmo quando não se atingem estes extremos, não pode dizer-se que será salutar uma sociedade onde a situação de crianças que não são simultaneamente educadas pelo pai e pela mãe deixou de ser excepção e passou a ser regra”, apontou o presidente da CEP.D. Jorge Ortiga disse também que “a convivência familiar é também, por vezes, a ocasião que propicia fenómenos de violência doméstica, que representam a completa perversão dos valores familiares”.“Sem descurar a acção dos sistemas policial e judicial na repressão deste fenómeno, há que salientar a importância da prevenção, o que também depende da educação e da preparação para o casamento”, indicou.
Aborto e eutanásia
As críticas do Arcebispo de Braga alargaram-se às “ameaças e atitudes de negação do direito a nascer e a viver”, apontando o dedo a uma “mentalidade deliberadamente anti-natalista”.D. Jorge Ortiga referiu que a “legalização do aborto” levou a uma “banalização crescente dessa prática”. “Como se revelam agora enganadoras as declarações de que a legalização permitira conter o número dos abortos, através de sistemas de aconselhamento”, acusa.O discurso do presidente da CEP passou ainda pelas “anunciadas propostas de legalização da eutanásia, que apresentam a morte como resposta ao sofrimento da doença e da fase terminal da vida”.“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”, defende D. Jorge Ortiga.Para a Igreja, prosseguiu, “a vida biológica, desde a concepção até à morte, possui uma sacralidade intrínseca, uma dignidade inalienável e originária que lhe confere um valor único e irrepetível”. O presidente do episcopado português aplaudiu “medidas recentes de aumento dos abonos de família ou de alargamento das licenças de maternidade e paternidade”, mas lembrou que persiste “a injustiça de um sistema fiscal que discrimina negativamente as pessoas casadas e que não tem em devida conta os encargos que os filhos representam”.Noutro âmbito, o Arcebispo de Braga apontou o dedo à “legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”. “Atendendo a experiências já realizadas entre nós, são justificados os receios de que os programas dessa disciplina possam chocar com as concepções éticas das famílias em matéria tão delicada”, acrescentou.
Crise
Numa intervenção que abordou diversos temas da actualidade, D. Jorge Ortiga frisou que “o cenário de crise económica, que já se verifica e que tenderá a agravar-se nos próximos tempos, torna particularmente gravoso o futuro de muitas famílias”. “Esta crise económica poderá servir, precisamente, para descobrir novas formas de organização económica, mais fraternas e solidárias, mais à medida da pessoa e da família”, disse.O Arcebispo de Braga assinalou que “perante a crescente exclusão social, só uma verdadeira integração de todos – pessoas e grupos sociais – permitirá que a pobreza e a discriminação não proliferem”. Após falar no “espectro da pobreza, tantas vezes envergonhada”, este responsável observou que “a falência do sistema económico-financeiro exige uma solução global, onde a participação de cada um faça com que as coisas materiais sejam colocadas ao serviço do bem comum”.Neste contexto, D. Jorge Ortiga acusou os empresários que “abandonaram o barco com atitudes fraudulentas, não respeitando as mínimas exigências éticas” e os trabalhadores que “caminham na ilusão de acreditar em realidades que não existem”. “Só com maior sobriedade, austeridade e compromisso colectivo ultrapassaremos o que parece inevitável”, referiu.
O presidente da CEP deixou claro que “o direito ao trabalho é primário e condicionante da dignidade da pessoa humana”. “Negar ou não proporcionar que todos possam exercer uma actividade que permita o essencial para viver, significa gerar fenómenos de exclusão e marginalidade social, potencialmente causadores de insegurança, violência ou incapacidade de vida em comum no respeito por todos”, alertou, antes de referir ao “problema dos desempregados envergonhados, que nunca poderemos ignorar”.
Em conclusão, o presidente da CEP fez votos de que “Portugal tenha a certeza de que a Igreja acompanha os sofrimentos de todos para fazer alimentar a esperança num amanhã menos cansado, porque cheio de serenidade e alegria”.
“Com o Santo Condestável, inventemos modos novos de servir a causa do Evangelho para que, a partir da família, criemos condições para uma Igreja com futuro e um Portugal com esperança”, disse, lembrando a próxima canonização de Nuno Álvares Pereira.
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, deixou esta Segunda-feira, 20 de Abril, duras críticas às políticas do governo em matérias relacionadas como o casamento, o aborto e a eutanásia.
O Arcebispo de Braga fez uma referência directa à tentativa de “redefinição legal do casamento (e, desse modo, do conceito de família), de modo a nele incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo”, situação que classificou como “grave”. “A identidade própria da família” não pode “confundir-se com qualquer outro tipo de convivência”.
Mais à frente, D. Jorge Ortiga condenou a “banalização” do divórcio, afirmando que “as recentes alterações legislativas ao regime do divórcio, que o facilitam ainda mais e que tornam o casamento civil o mais instável dos contratos, não podem deixar de ser apontadas como sinal negativo”.
Para o Arcebispo de Braga, “os cidadãos têm o direito de saber qual a concepção de política familiar subjacente aos vários programas”, frisando que “seria bom que os candidatos apresentassem propostas reflectidas sobre estas questões, que são mais decisivas para o futuro da sociedade do que muitas outras que ocupam lugares de primazia em agendas partidárias e em primeiras páginas de jornais e noticiários”. “A desestruturação familiar chega a estar na origem de fenómenos tão graves como a toxicodependência e a delinquência juvenil. Mas mesmo quando não se atingem estes extremos, não pode dizer-se que será salutar uma sociedade onde a situação de crianças que não são simultaneamente educadas pelo pai e pela mãe deixou de ser excepção e passou a ser regra”, apontou o presidente da CEP.D. Jorge Ortiga disse também que “a convivência familiar é também, por vezes, a ocasião que propicia fenómenos de violência doméstica, que representam a completa perversão dos valores familiares”.“Sem descurar a acção dos sistemas policial e judicial na repressão deste fenómeno, há que salientar a importância da prevenção, o que também depende da educação e da preparação para o casamento”, indicou.
Aborto e eutanásia
As críticas do Arcebispo de Braga alargaram-se às “ameaças e atitudes de negação do direito a nascer e a viver”, apontando o dedo a uma “mentalidade deliberadamente anti-natalista”.D. Jorge Ortiga referiu que a “legalização do aborto” levou a uma “banalização crescente dessa prática”. “Como se revelam agora enganadoras as declarações de que a legalização permitira conter o número dos abortos, através de sistemas de aconselhamento”, acusa.O discurso do presidente da CEP passou ainda pelas “anunciadas propostas de legalização da eutanásia, que apresentam a morte como resposta ao sofrimento da doença e da fase terminal da vida”.“Há que valorizar a vida, mesmo na doença e na sua fase terminal. A doença não retira dignidade à vida”, defende D. Jorge Ortiga.Para a Igreja, prosseguiu, “a vida biológica, desde a concepção até à morte, possui uma sacralidade intrínseca, uma dignidade inalienável e originária que lhe confere um valor único e irrepetível”. O presidente do episcopado português aplaudiu “medidas recentes de aumento dos abonos de família ou de alargamento das licenças de maternidade e paternidade”, mas lembrou que persiste “a injustiça de um sistema fiscal que discrimina negativamente as pessoas casadas e que não tem em devida conta os encargos que os filhos representam”.Noutro âmbito, o Arcebispo de Braga apontou o dedo à “legislação, recentemente aprovada, que consagra a obrigatoriedade da disciplina de educação sexual, sem atender à necessidade de respeitar as convicções das famílias, pode vir a traduzir-se noutro atentado aos seus direitos”. “Atendendo a experiências já realizadas entre nós, são justificados os receios de que os programas dessa disciplina possam chocar com as concepções éticas das famílias em matéria tão delicada”, acrescentou.
Crise
Numa intervenção que abordou diversos temas da actualidade, D. Jorge Ortiga frisou que “o cenário de crise económica, que já se verifica e que tenderá a agravar-se nos próximos tempos, torna particularmente gravoso o futuro de muitas famílias”. “Esta crise económica poderá servir, precisamente, para descobrir novas formas de organização económica, mais fraternas e solidárias, mais à medida da pessoa e da família”, disse.O Arcebispo de Braga assinalou que “perante a crescente exclusão social, só uma verdadeira integração de todos – pessoas e grupos sociais – permitirá que a pobreza e a discriminação não proliferem”. Após falar no “espectro da pobreza, tantas vezes envergonhada”, este responsável observou que “a falência do sistema económico-financeiro exige uma solução global, onde a participação de cada um faça com que as coisas materiais sejam colocadas ao serviço do bem comum”.Neste contexto, D. Jorge Ortiga acusou os empresários que “abandonaram o barco com atitudes fraudulentas, não respeitando as mínimas exigências éticas” e os trabalhadores que “caminham na ilusão de acreditar em realidades que não existem”. “Só com maior sobriedade, austeridade e compromisso colectivo ultrapassaremos o que parece inevitável”, referiu.
O presidente da CEP deixou claro que “o direito ao trabalho é primário e condicionante da dignidade da pessoa humana”. “Negar ou não proporcionar que todos possam exercer uma actividade que permita o essencial para viver, significa gerar fenómenos de exclusão e marginalidade social, potencialmente causadores de insegurança, violência ou incapacidade de vida em comum no respeito por todos”, alertou, antes de referir ao “problema dos desempregados envergonhados, que nunca poderemos ignorar”.
Em conclusão, o presidente da CEP fez votos de que “Portugal tenha a certeza de que a Igreja acompanha os sofrimentos de todos para fazer alimentar a esperança num amanhã menos cansado, porque cheio de serenidade e alegria”.
“Com o Santo Condestável, inventemos modos novos de servir a causa do Evangelho para que, a partir da família, criemos condições para uma Igreja com futuro e um Portugal com esperança”, disse, lembrando a próxima canonização de Nuno Álvares Pereira.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Será a "Febre do ouro" em Portugal?
Portugal está doente. A doença não tem nada a ver com pobreza e desemprego, passa ao lado do défice e educação, é independente da crise internacional. Isto são sintomas, coincidências, analgésicos ou até parte da cura.O problema é pior e é bem conhecido. Começou pelo enriquecimento fácil na Europa. Passou a endividamento acelerado no euro.
Agora é suspeita generalizada em todo o lado. O nosso drama é fartura prometida mas falhada, direitos adquiridos sem razão, sucesso que os outros parecem ter e eu não.
É a velha febre do ouro.A nossa desgraça é toda a gente achar que há muitos bandidos e ficam impunes. Não porque sejamos roubados, porque até nem somos. Mas porque assim ninguém cumpre o seu dever, e muito menos se sacrifica pelo país, porque sente que mais ninguém o faz.
O nosso mal é desconfiar de árbitros e dirigentes desportivos, desesperar dos tribunais, suspeitar de ministros, construtoras, investidores, directores-gerais, funcionários. Até de juízes e magistrados. Portugal não é corrupto. Mas, como pensa ser, a corrupção fica justificada. A suspeita da aldrabice é pior que a patifaria. O primeiro-ministro recebeu subornos? Não sabemos. Nunca saberemos. Isso é pior que se recebesse.
Tivemos a mesma doença há 450 anos. Primeiro veio o enriquecimento fácil no Império. Depois o endividamento acelerado, que levou D. Sebastião a falir na dívida externa em 1560. Tudo acabou com a perda da nacionalidade em 1580.
Desta vez os sintomas não são tão graves. A Europa é menor que o Império.
Mas Portugal tem de curar esta febre do ouro.
Cfr. João César das Neves naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
Agora é suspeita generalizada em todo o lado. O nosso drama é fartura prometida mas falhada, direitos adquiridos sem razão, sucesso que os outros parecem ter e eu não.
É a velha febre do ouro.A nossa desgraça é toda a gente achar que há muitos bandidos e ficam impunes. Não porque sejamos roubados, porque até nem somos. Mas porque assim ninguém cumpre o seu dever, e muito menos se sacrifica pelo país, porque sente que mais ninguém o faz.
O nosso mal é desconfiar de árbitros e dirigentes desportivos, desesperar dos tribunais, suspeitar de ministros, construtoras, investidores, directores-gerais, funcionários. Até de juízes e magistrados. Portugal não é corrupto. Mas, como pensa ser, a corrupção fica justificada. A suspeita da aldrabice é pior que a patifaria. O primeiro-ministro recebeu subornos? Não sabemos. Nunca saberemos. Isso é pior que se recebesse.
Tivemos a mesma doença há 450 anos. Primeiro veio o enriquecimento fácil no Império. Depois o endividamento acelerado, que levou D. Sebastião a falir na dívida externa em 1560. Tudo acabou com a perda da nacionalidade em 1580.
Desta vez os sintomas não são tão graves. A Europa é menor que o Império.
Mas Portugal tem de curar esta febre do ouro.
Cfr. João César das Neves naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt
"O Papa está certo"
Esta afirmação é do médico Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da SIDA. Ele é director do Projecto de Investigação e Prevenção da SIDA do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo.Edward C. Green diz que as Nações Unidas ignoraram os resultados de um estudo que encomendaram a Norman Hearst e Sanny Chen, da Universidade da Califórnia, após, em 2003, os investigadores terem concluído pela não existência de evidências que os preservativos estivessem a resultar como forma primária de prevenção do HIV em África.
O médico diz que este dado tem sido confirmado em diversos grandes artigos de revistas cientificas como a Lancet, Science e BMJ, referindo um artigo publicado no ano passado na Science onde 10 especialistas consideram que "o uso consistente de preservativos não atingiu um nível suficientemente alto, mesmo após anos de campanhas alargadas e agressivas para a sua promoção, de modo a fazerem descer o número de novas infecções e das epidemias generalizadas na África Sub-Sahariana". "Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que os preservativos não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África."O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais.
As campanhas feitas até agora não resultaram porque deveriam chamar a atenção para evitar ter mais de um parceiro sexual. É o que se tem feito em alguns (poucos) países com resultados bem visíveis. O médico lembra que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e preservativo – este só em último caso), está a funcionar no Uganda, tendo-se mostrado eficiente para diminuir a contaminação de 30% para 7%.
M. V. (in "O Amigo do Povo")
O médico diz que este dado tem sido confirmado em diversos grandes artigos de revistas cientificas como a Lancet, Science e BMJ, referindo um artigo publicado no ano passado na Science onde 10 especialistas consideram que "o uso consistente de preservativos não atingiu um nível suficientemente alto, mesmo após anos de campanhas alargadas e agressivas para a sua promoção, de modo a fazerem descer o número de novas infecções e das epidemias generalizadas na África Sub-Sahariana". "Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que os preservativos não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África."O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais.
As campanhas feitas até agora não resultaram porque deveriam chamar a atenção para evitar ter mais de um parceiro sexual. É o que se tem feito em alguns (poucos) países com resultados bem visíveis. O médico lembra que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e preservativo – este só em último caso), está a funcionar no Uganda, tendo-se mostrado eficiente para diminuir a contaminação de 30% para 7%.
M. V. (in "O Amigo do Povo")
domingo, 29 de março de 2009
«O sequestro colocou minha fé à prova em todos os níveis»
Clara Rojas: «O sequestro colocou minha fé à prova em todos os níveis». A ex-companheira de Ingrid Betancourt assegura que está viva graças à fé
A esperança, o perdão e o respeito à vida foram virtudes fundamentais que Clara Rojas lutou por manter durante os seis anos em que esteve sequestrada na selva colombiana. Ela assegura que a fé, incutida por seus pais e as irmãs da comunidade de Cristo Rei, no colégio onde estudou em Bogotá, constituiu uma base sólida para que em seu cativeiro pudesse cultivar estas virtudes.
A advogada colombiana, de 45 anos, sequestrada junto com Ingrid Betancourt em 23 de fevereiro de 2002 e libertada em 10 de janeiro do ano passado, visitou Roma junto com sua mãe, Clara González de Rojas, e seu filho, Emmanuel. Na quarta-feira, 11 de março, os três estiveram presentes na audiência geral com o Papa Bento XVI.
Em seu cativeiro, como ela confessa, sua fé foi provada: quando se inteirava do assassinato de outros compatriotas seus que estavam sequestrados como ela, ou quando em meio a seu cativeiro nasceu seu filho Emmanuel, de quem esteve separada durante três anos.
Em diálogo exclusivo com Zenit, Clara compartilhou a experiência da fé em meio à incerteza total.
– Quando você estava sequestrada, por que optou pelo caminho da fé?
– Clara Rojas: No sequestro, quando se está sozinho, restam somente as portas de Deus. Eu me lembrei das bases católicas que tive e das que pude alcançar. O sequestro me permitiu fortalecer minha fé em Deus e a pôs à prova em todos os níveis. Tive muitas oportunidades de refletir, muitos momentos de paz e de tranquilidade, e isso me permitiu orar, pedir a meu Deus. E creio que as orações tiveram eco e chegaram a algum lugar; e finalmente, graças a isso, foi possível o milagre de encontrar a liberdade e de encontrar-me com meu filho.Às vezes tinha sonhos que não se consegue entender e com o passar do tempo vou compreendendo. Eram como uma voz que me dizia que tivesse calma e que esperasse. Nos últimos três ou quatro meses, antes de que me libertassem, senti como se me tivessem dado a entender que primeiro ia sair livre e depois que ia encontrar meu filho. Isso para mim foi fundamental. É como se tivesse entrado em uma paz sem saber o que ia acontecer, mas com a certeza de que tudo estaria bem. Aceitei que a libertação poderia ser uma possibilidade.
Depois de tanto rezar, recebi bem a notícia da libertação e não me surpreendeu, o dei por feito. Preparei meu equipamento, ainda que não tinha muitas coisas. Deixei umas coisas que já não me serviam e viajei com o mínimo.
Alguns dos que estavam comigo não acreditavam e me diziam: «os guerrilheiros nem sequer lhe confirmaram que vão libertar você». Mas eu no fundo sabia que sim. E era por minha fé em Deus e em Nossa Senhora.
– Algumas pessoas na Colômbia criticaram o facto de que tanto a Clara como Ingrid tenham recorrido à fé no sequestro. Achas que é uma fuga ou é realmente um meio para fortalecer a esperança?
– Clara Rojas: Eu respeito muito as opiniões das pessoas; talvez seja porque eles não viveram uma situação limite, como em meu caso particular. Quando não se tem nada nem ninguém que lhe possa dar um apoio, e quando se tem a educação cristã como eu a tive, a única coisa que tem que fazer é estender a mão ao Deus Todo-Poderoso e aferrar-se a isso para poder buscar uma luz, porque são momentos nos quais se vê total escuridão, não sabe se vão libertar você, não sabe se vão lhe matar, e também você está sozinho. Tem que se agarrar em alguém para poder sobreviver. Ninguém sabe em carne própria o que isso significa. Para mim, o sequestro constituiu uma oportunidade de afiançar minha fé e agradeço a Deus por isso, porque graças a essa fé eu me mantive viva. Se eu não tivesse pensado que existia Deus, que havia uma esperança, e que sempre havia uma possibilidade de encontrar minha liberdade, teria desfalecido no primeiro momento. Tive esperança graças a que pude ler a Bíblia em sua integridade, graças a que pude orar, graças a que pude sonhar. Recebi muitas mensagens de pessoas que diziam que estavam rezando por mim e pela libertação de meu filho, que me permitiram saber que a liberdade podia ser uma realidade.
Sinto-me feliz de saber que graças à fé estou viva. Isso compartilho com as pessoas sobretudo nesta época em que aparentemente ninguém crê em nada.
Eu lhes digo que a fé é uma força muito importante; não se vê, mas move montanhas.
Vou contar-lhe algo que vivi enquanto estava sequestrada: às vezes cantava a Nossa Senhora canções que havia aprendido quando criança e um dia me trouxeram a comida e um dos guerrilheiros me perguntou: «para canta quem você?» E eu disse: «Para Deus e para Nossa Senhora; estou lhe agradecendo por estar viva e porque posso comer». O guerrilheiro me respondeu: «Clara, mas, você crê que se Deus existisse você estaria onde está?». Eu lhe disse: «Deus é um pai. É como quando eu ia ao cinema e lhe dizia: ‘dá-me dinheiro para ir ao cinema’. Eu estou pedindo a Deus que me dê a fortaleza para encontrar a liberdade. É alguém que pode nos dar um apoio quando cremos que isso é impossível».
– Com relação ao seu filho Emmanuel, que nasceu em meio ao sequestro: se uma mulher se encontrasse na mesma situação e quisesse abortar, o que lhe dirias?
– Clara Rojas: Respeitando muito as decisões das outras pessoas, creio que se tem que fazer todo o esforço para salvar a vida, porque as mulheres estão feitas para dar vida. Eu convido as mulheres a que, em qualquer circunstância na qual estejam, por mais difíceis que sejam, se veem a possibilidade de salvar a vida, que perseverem em conservá-la. Nesse momento ninguém apostava nem em minha vida nem na vida de Emmanuel, mas eu digo que foi a mão de Deus que nos acompanhou e, por mais difícil que tenha sido, Ele nos deu a oportunidade de estar vivos e de reunir-nos novamente. Lendo a Bíblia, descobri que Emmanuel quer dizer «Deus conosco» e quando estava grávida pensei: «meu filho tem que se chamar Emmanuel porque ele é uma bênção». Isso é o que significa meu filho em minha vida, «Deus conosco». Agora creio que, se alguém se preocupa por conservar a vida, Deus se encarrega do resto.
– Acreditas que a fé lhe ajudou a perdoar a quem a sequestrou e a quem a separou de seu filho?
– Clara Rojas: Claro que sim. Agora estou escrevendo um livro sobre minha experiência no sequestro. Neste desenvolvo o tema do perdão e me pergunto: «onde me ensinaram a importância de perdoar?». E penso que isso vem da fé. O perdão é importante não só para as pessoas que fazem o mal e que você perdoa, mas para você mesmo. Desta forma não se tem uma carga tão pesada de ressentimento e de ódio. O perdão é um ato libertador que te permite viver a vida e encontrar o sentido da liberdade de maneira mais tranquila e livre. Em meu livro, procuro contar minha história, meu sentimento e meu pensamento. O que sofri, o que padeci, o que tive de enfrentar. Falo de como sobrevivi e do que me permitiu passar seis anos sem liberdade. Em grande parte foi a vontade de Deus que me deu a fortaleza para poder me manter viva e encontrar a liberdade. Em parte. é contar a história por etapas e o mais importante é o reencontro com a liberdade.
A esperança, o perdão e o respeito à vida foram virtudes fundamentais que Clara Rojas lutou por manter durante os seis anos em que esteve sequestrada na selva colombiana. Ela assegura que a fé, incutida por seus pais e as irmãs da comunidade de Cristo Rei, no colégio onde estudou em Bogotá, constituiu uma base sólida para que em seu cativeiro pudesse cultivar estas virtudes.
A advogada colombiana, de 45 anos, sequestrada junto com Ingrid Betancourt em 23 de fevereiro de 2002 e libertada em 10 de janeiro do ano passado, visitou Roma junto com sua mãe, Clara González de Rojas, e seu filho, Emmanuel. Na quarta-feira, 11 de março, os três estiveram presentes na audiência geral com o Papa Bento XVI.
Em seu cativeiro, como ela confessa, sua fé foi provada: quando se inteirava do assassinato de outros compatriotas seus que estavam sequestrados como ela, ou quando em meio a seu cativeiro nasceu seu filho Emmanuel, de quem esteve separada durante três anos.
Em diálogo exclusivo com Zenit, Clara compartilhou a experiência da fé em meio à incerteza total.
– Quando você estava sequestrada, por que optou pelo caminho da fé?
– Clara Rojas: No sequestro, quando se está sozinho, restam somente as portas de Deus. Eu me lembrei das bases católicas que tive e das que pude alcançar. O sequestro me permitiu fortalecer minha fé em Deus e a pôs à prova em todos os níveis. Tive muitas oportunidades de refletir, muitos momentos de paz e de tranquilidade, e isso me permitiu orar, pedir a meu Deus. E creio que as orações tiveram eco e chegaram a algum lugar; e finalmente, graças a isso, foi possível o milagre de encontrar a liberdade e de encontrar-me com meu filho.Às vezes tinha sonhos que não se consegue entender e com o passar do tempo vou compreendendo. Eram como uma voz que me dizia que tivesse calma e que esperasse. Nos últimos três ou quatro meses, antes de que me libertassem, senti como se me tivessem dado a entender que primeiro ia sair livre e depois que ia encontrar meu filho. Isso para mim foi fundamental. É como se tivesse entrado em uma paz sem saber o que ia acontecer, mas com a certeza de que tudo estaria bem. Aceitei que a libertação poderia ser uma possibilidade.
Depois de tanto rezar, recebi bem a notícia da libertação e não me surpreendeu, o dei por feito. Preparei meu equipamento, ainda que não tinha muitas coisas. Deixei umas coisas que já não me serviam e viajei com o mínimo.
Alguns dos que estavam comigo não acreditavam e me diziam: «os guerrilheiros nem sequer lhe confirmaram que vão libertar você». Mas eu no fundo sabia que sim. E era por minha fé em Deus e em Nossa Senhora.
– Algumas pessoas na Colômbia criticaram o facto de que tanto a Clara como Ingrid tenham recorrido à fé no sequestro. Achas que é uma fuga ou é realmente um meio para fortalecer a esperança?
– Clara Rojas: Eu respeito muito as opiniões das pessoas; talvez seja porque eles não viveram uma situação limite, como em meu caso particular. Quando não se tem nada nem ninguém que lhe possa dar um apoio, e quando se tem a educação cristã como eu a tive, a única coisa que tem que fazer é estender a mão ao Deus Todo-Poderoso e aferrar-se a isso para poder buscar uma luz, porque são momentos nos quais se vê total escuridão, não sabe se vão libertar você, não sabe se vão lhe matar, e também você está sozinho. Tem que se agarrar em alguém para poder sobreviver. Ninguém sabe em carne própria o que isso significa. Para mim, o sequestro constituiu uma oportunidade de afiançar minha fé e agradeço a Deus por isso, porque graças a essa fé eu me mantive viva. Se eu não tivesse pensado que existia Deus, que havia uma esperança, e que sempre havia uma possibilidade de encontrar minha liberdade, teria desfalecido no primeiro momento. Tive esperança graças a que pude ler a Bíblia em sua integridade, graças a que pude orar, graças a que pude sonhar. Recebi muitas mensagens de pessoas que diziam que estavam rezando por mim e pela libertação de meu filho, que me permitiram saber que a liberdade podia ser uma realidade.
Sinto-me feliz de saber que graças à fé estou viva. Isso compartilho com as pessoas sobretudo nesta época em que aparentemente ninguém crê em nada.
Eu lhes digo que a fé é uma força muito importante; não se vê, mas move montanhas.
Vou contar-lhe algo que vivi enquanto estava sequestrada: às vezes cantava a Nossa Senhora canções que havia aprendido quando criança e um dia me trouxeram a comida e um dos guerrilheiros me perguntou: «para canta quem você?» E eu disse: «Para Deus e para Nossa Senhora; estou lhe agradecendo por estar viva e porque posso comer». O guerrilheiro me respondeu: «Clara, mas, você crê que se Deus existisse você estaria onde está?». Eu lhe disse: «Deus é um pai. É como quando eu ia ao cinema e lhe dizia: ‘dá-me dinheiro para ir ao cinema’. Eu estou pedindo a Deus que me dê a fortaleza para encontrar a liberdade. É alguém que pode nos dar um apoio quando cremos que isso é impossível».
– Com relação ao seu filho Emmanuel, que nasceu em meio ao sequestro: se uma mulher se encontrasse na mesma situação e quisesse abortar, o que lhe dirias?
– Clara Rojas: Respeitando muito as decisões das outras pessoas, creio que se tem que fazer todo o esforço para salvar a vida, porque as mulheres estão feitas para dar vida. Eu convido as mulheres a que, em qualquer circunstância na qual estejam, por mais difíceis que sejam, se veem a possibilidade de salvar a vida, que perseverem em conservá-la. Nesse momento ninguém apostava nem em minha vida nem na vida de Emmanuel, mas eu digo que foi a mão de Deus que nos acompanhou e, por mais difícil que tenha sido, Ele nos deu a oportunidade de estar vivos e de reunir-nos novamente. Lendo a Bíblia, descobri que Emmanuel quer dizer «Deus conosco» e quando estava grávida pensei: «meu filho tem que se chamar Emmanuel porque ele é uma bênção». Isso é o que significa meu filho em minha vida, «Deus conosco». Agora creio que, se alguém se preocupa por conservar a vida, Deus se encarrega do resto.
– Acreditas que a fé lhe ajudou a perdoar a quem a sequestrou e a quem a separou de seu filho?
– Clara Rojas: Claro que sim. Agora estou escrevendo um livro sobre minha experiência no sequestro. Neste desenvolvo o tema do perdão e me pergunto: «onde me ensinaram a importância de perdoar?». E penso que isso vem da fé. O perdão é importante não só para as pessoas que fazem o mal e que você perdoa, mas para você mesmo. Desta forma não se tem uma carga tão pesada de ressentimento e de ódio. O perdão é um ato libertador que te permite viver a vida e encontrar o sentido da liberdade de maneira mais tranquila e livre. Em meu livro, procuro contar minha história, meu sentimento e meu pensamento. O que sofri, o que padeci, o que tive de enfrentar. Falo de como sobrevivi e do que me permitiu passar seis anos sem liberdade. Em grande parte foi a vontade de Deus que me deu a fortaleza para poder me manter viva e encontrar a liberdade. Em parte. é contar a história por etapas e o mais importante é o reencontro com a liberdade.
terça-feira, 24 de março de 2009
Liberdade e tolerância... só para alguns
Os pretensos tolerantes transformam-se rapidamente em intolerantes quando o tema é Igreja ou Papa.
Nestes dias, por causa da visita do Papa a África, tornou-se moda ofender a Igreja, Bento XVI e o que quer que este diga ou faça.
Tudo começou, aparentemente, por causa das afirmações sobre o preservativo. Foi o argumento ideal para que os doutores da lei da actualidade desatassem a vociferar toda a raiva contra a igreja e a sua doutrina.
É curioso como, num mundo em que as palavras "liberdade" e "tolerância" são divinizadas, é concedida tão pouca liberdade e há tão pouca tolerância em relação à Igreja Católica e ao seu ensinamento.
Os pretensos tolerantes transformam-se rapidamente em intolerantes quando o tema é Igreja ou Papa e o motivo é simples: num mundo em que o relativismo impera, é insuportável que alguém afirme uma certeza e defenda que uma só é a verdade.
É por isso que, nos últimos dias, ouvimos e lemos de tudo na nossa comunicação social: que o Papa foi a África falar de caridadezinha, de braço dado com os ditadores esquecendo o povo, que o Papa deve olhar para os africanos de forma diferente e por isso defender o uso do preservativo,
E houve mesmo quem se questionasse como é possível que a Igreja ainda exista nos tempos de hoje?
Tudo afirmações que os factos da realidade se encarregam de desmentir.
Raquel Abecasis
Nestes dias, por causa da visita do Papa a África, tornou-se moda ofender a Igreja, Bento XVI e o que quer que este diga ou faça.
Tudo começou, aparentemente, por causa das afirmações sobre o preservativo. Foi o argumento ideal para que os doutores da lei da actualidade desatassem a vociferar toda a raiva contra a igreja e a sua doutrina.
É curioso como, num mundo em que as palavras "liberdade" e "tolerância" são divinizadas, é concedida tão pouca liberdade e há tão pouca tolerância em relação à Igreja Católica e ao seu ensinamento.
Os pretensos tolerantes transformam-se rapidamente em intolerantes quando o tema é Igreja ou Papa e o motivo é simples: num mundo em que o relativismo impera, é insuportável que alguém afirme uma certeza e defenda que uma só é a verdade.
É por isso que, nos últimos dias, ouvimos e lemos de tudo na nossa comunicação social: que o Papa foi a África falar de caridadezinha, de braço dado com os ditadores esquecendo o povo, que o Papa deve olhar para os africanos de forma diferente e por isso defender o uso do preservativo,
E houve mesmo quem se questionasse como é possível que a Igreja ainda exista nos tempos de hoje?
Tudo afirmações que os factos da realidade se encarregam de desmentir.
Raquel Abecasis
in. RR on-line, 20090323
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Há um mal estar na sociedade. Todos criticam para algumas coisas e para outras "tapam os olhos" em defesa da liberdade de expressão. E muitos orgãos de comunicação, veiculos previligiados de mensagens, "lavam as mãos" como Pilatos, delegando responsabiblidades exclusivas ao autor do texto, do cartoon, da notícia... Tudo em nome da tolerância e da liberdade de expressão.
Foi o que aconteceu recentemente com dois orgãos de comunicação, um diário e outro Semanal.
Estamos a atravessar uma época que acima de tudo, há uma crise de valores, de ética.
Estamos perdidos na procura da nossa identidade, à procura da nossa essência. Quem somos realmente? Para onde vamos? Donde vimos? É urgente encontrarmo-nos!!!
Neste tempo da Quaresma, nada melhor que desafiar-vos para conhecer Jesus Cristo!
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