Olha-se a nossa volta.
Interrogo, será que se vive o nascimento de Jesus, hoje?
Chegou-me às mãos um texto, onde anuncia um Natal semelhante à 2000 anos.
Deus-Menino vai nascer, faz-se os preparativos. Imagino como José e Maria andam atarefados à procura de um lugar... Os homens na altura, como hoje centram-se nas suas tarefas, sem se aperceberem neste jovem casal. José e Maria grávida dos seus últimos dias passam despercebidos. São pobres! Os pobres não suscitam muita consideração.
A história repete-se na integra. Existe tantos sinais que abafam a grande notícia, as "popotas", as "Leopoldinas", um turbulhão de contra-valores que põe em questão os valores da família, autoridade, a fé; os interesses económicos sobressaem mais do que a própria humanidade; onde o cumulo chega até ao ponto de substituir a imagem de Nossa Senhora da Conceição pela imagem de uma gata coroada!!
Deus, sem precisar dos homens, quer hoje nascer e nasce hoje despercebido.
E eu? Onde me situo?
domingo, 20 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A caminho de Belém, na alegria

Aproxima o grande DIA DA SALVAÇÃO.
Nestas semanas, que precedem o Natal,que já passaram, fomos percebendo a delicadeza de Deus com as nossas vidas, isto é , Ele vai conduzindo-nos pelo caminho que leva a Belém, um caminho de contemplação, de interiorização, de conversão, levando-nos a fazer “espaço “ para abrir-nos ao Novo, ao Essencial, que é a sua Presença, uma Presença Amiga, que veio para salvar, para levar-nos à Vida .
Nesta semana (de 14 a 20 de Dezembro), somos convidados a parar com todo o nosso Ser, ante o dom da ALEGRIA.
E porque o dom da Alegria ? Porque o nascimento de Jesus veio instaurar um “novo céu e uma nova terra... “Ap21,1ss.
Veio trazer-nos a certeza radical de que “DEUS AMA O SEU POVO”, Deus acredita na bondade do coração do Homem. O nosso Deus é o Deus da Alegre Esperança. Assim é o Seu olhar ante a realidade do nosso mundo, da nossa vida pessoal, comunitária efamiliar.
Muias vezes experimentamos que Deus olha as circunstâncias de uma maneira bem diferente da nossa. Nós sentimos afectados pelo desânimo; pela falta de esperança na situação actual-a crise; sentimos medo frente ao futuro, dúvidas, incertezas ..., pouco a pouco no coração vai-se instalando o pessimismo. Tudo isto vai debilitando as forças, torna o nosso horizonte pequeno...
A Palavra de Deus, neste domingo, anuncia uma alegria estável, porque está apoiada n’Ele, isto é, enraiza a alegria na FIDELIDADE DE DEUS, manifestada em Jesus Cristo. Por isso, vai mais além dos nossos sentimentos, do momento dificil que possamos estar a atravessar, ou da situação na minha família. Somos convidados a abrir o coração e deixar-nos guiar. Guiar pela Estrela, que conduziu os pastores à Aquele que é a Alegria Verdadeira .
O convite desta semana é colocar nas mãos de Deus todas as situações que levamos no nosso coração, todas as vivências onde nos falte a alegria. E aí fazer experiência de que Deus as transforma com a Sua Presença, Ele é o Emanuel , isto é , o”Deus Conosco “.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Natal com os pastorinhos (de Fátima)
Como seria o Natal em casa dos pastorinhos de Fátima? Como viviam e vivenciavam?
Uma pequena curiosidade que me levou novamente a mergulhar nas Memórias da Ir. Lúcia.
Mas recorri primeiro a um pequeno livro, Aljustrel, uma aldeia de Fátima, onde retirei algumas notas…
No tempo do Advento, as 4as, 6as e 3º Sábado eram dias especiais de jejum e de abstinência, sendo todo o Advento tempo de oração e de penitência.
O Natal começava a ser vivido no dia 24 de Dezembro, com a família à volta da lareira. A ceia era frugal, muito semelhante à de qualquer outro dia (não havia hábito de comer batatas com bacalhau. O encantamento estava nas filhoses.
As prendas no sapatinho na chaminé só surgiu pelos anos cinquenta. O dinheiro era pouco e mal chegava para comprar o estritamente necessário. Não havia prendas...
A “Missa do Galo” era muito participada; havia diversos grupos que se deslocavam e cantavam quadras natalícias ao som da guitarra, do pífaro, do realejo e dos ferrinhos. A celebração em si era simples e familiar. No fim, o Menino Jesus era beijado, entoando, Bendito e louvado seja o Sagrado Nascimento do Menino Jesus, e a assembleia respondia, E as Suas divinas chamas nos abrasem de amor e nos encham de luz.
No dia 25 de Dezembro, celebrava-se às 11 horas a missa da festa.
Depois fui às Memórias e li e acrescentei mais algumas notas…
“ não havia festa nem dança onde elas não fossem: carnaval, S. João, Natal; era fixo, tinha que haver baile.”
“A noite de Natal, enquanto que se esperava pela hora de ir para a Missa da meia-noite, depois da ceia da consoada, ficava-se à lareira, a fazer as filhoses. Enquanto que a Mãe com as minhas irmãs, estendiam a massa e as deitavam no azeite a ferver, o Pai, com um grande garfo de ferro, virava-as e tirava-as para um alguidar, pondo-as a escorrer dentro dum crivo. À hora precisa, lá íamos para a Missa do Galo, e o açafatinho com o presente das filhoses que levava ao Menino Jesus, quando ia a beijar a Sua imagem, e no dia de Natal, pela manhã, às pessoas acima mencionadas.”
Conclui que os pastorinhos de Fátima viviam um Natal normal, como se vivia naquele tempo, nesta povoação da Serra d’Aire. Simplicidade dominava em todos os actos, onde a família e o convívio celebrativo imperavam.
Uma pequena curiosidade que me levou novamente a mergulhar nas Memórias da Ir. Lúcia.
Mas recorri primeiro a um pequeno livro, Aljustrel, uma aldeia de Fátima, onde retirei algumas notas…
No tempo do Advento, as 4as, 6as e 3º Sábado eram dias especiais de jejum e de abstinência, sendo todo o Advento tempo de oração e de penitência.
O Natal começava a ser vivido no dia 24 de Dezembro, com a família à volta da lareira. A ceia era frugal, muito semelhante à de qualquer outro dia (não havia hábito de comer batatas com bacalhau. O encantamento estava nas filhoses.
As prendas no sapatinho na chaminé só surgiu pelos anos cinquenta. O dinheiro era pouco e mal chegava para comprar o estritamente necessário. Não havia prendas...
A “Missa do Galo” era muito participada; havia diversos grupos que se deslocavam e cantavam quadras natalícias ao som da guitarra, do pífaro, do realejo e dos ferrinhos. A celebração em si era simples e familiar. No fim, o Menino Jesus era beijado, entoando, Bendito e louvado seja o Sagrado Nascimento do Menino Jesus, e a assembleia respondia, E as Suas divinas chamas nos abrasem de amor e nos encham de luz.
No dia 25 de Dezembro, celebrava-se às 11 horas a missa da festa.
Depois fui às Memórias e li e acrescentei mais algumas notas…
“ não havia festa nem dança onde elas não fossem: carnaval, S. João, Natal; era fixo, tinha que haver baile.”
“A noite de Natal, enquanto que se esperava pela hora de ir para a Missa da meia-noite, depois da ceia da consoada, ficava-se à lareira, a fazer as filhoses. Enquanto que a Mãe com as minhas irmãs, estendiam a massa e as deitavam no azeite a ferver, o Pai, com um grande garfo de ferro, virava-as e tirava-as para um alguidar, pondo-as a escorrer dentro dum crivo. À hora precisa, lá íamos para a Missa do Galo, e o açafatinho com o presente das filhoses que levava ao Menino Jesus, quando ia a beijar a Sua imagem, e no dia de Natal, pela manhã, às pessoas acima mencionadas.”
Conclui que os pastorinhos de Fátima viviam um Natal normal, como se vivia naquele tempo, nesta povoação da Serra d’Aire. Simplicidade dominava em todos os actos, onde a família e o convívio celebrativo imperavam.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Tempo de espera... (1)
Juntos queremos caminhar até Belém, neste tempo de Advento.
A palavra ADVENTO significa preparação para a vinda de Cristo, predispor o coração para recebe-Lo.
Como o Povo de Israel vivia na expectativa do DIA DA SALVAÇÃO, também hoje os nossos corações estão esperando a chegada d'Aquele “ QUE É CAPAZ DE FAZER NOVAS TODAS AS COISAS “ (Ap21), e necessitamos estar vigilantes, para compreender os sinais que nos fala o Evangelho. Sinais que nos ajudam a perceber que Ele está proximo, talvez no teu coração já os vais percebendo: no sonho duma sociedade nova, com fundamentos na partilha ,”onde ninguém passava necessidade “(Act,4); no desejo que as nossas relações- familiares ,de trabalho ,fraternas ,estudo ,de amizade- sejam mais sinceras ,verdadeiras e honestas, no desejo de olharmo-nos uns aos outros desde o valor que Deus dá a cada pessoa.
Este tempo de Advento é o tempo propício para acreditar que esses sinais, que estão escondidos no mais profundo do teu coração ,são verdadeiros e realizáveis.
Nestas quatro semanas vamos “preparar“ o coração para CONTEMPLAR.
O que é contemplar ? É atravessar a realidade ,isto é ,é ir para lá do evidente , do que nos dizem as nossas primeiras impressões , é deixar-nos conduzir, deixar falar o coração, é fazer silêncio, ”despir-nos “ dos nossos preconceitos e como crianças deixar-nos surpreender.
É muito importante percorrer este caminho, ou seja,entrar na pedagogia de Deus que é diferente da nossa. Deus é Aquele que se faz presente no pobre ,no pequeno ,na fragilidade, no que não brilha...
Quando estamos diante destas situações -de pobreza ,fragilidade ,fracasso- não nos é facil descobrir a manifestação de Deus, porque as olhamos com os olhos físicos, o que nos limita e nos leva a perder o sentido da vida , a alegria e as forças para lutar.
S. José aprendeu a contemplar a obra de Deus no silêncio e esperou a manifestação do Deus Menino. Peçamos-Lhe ajuda para oferecer a Deus tudo o que nos impede de contemplar, com os seus olhos .
A palavra ADVENTO significa preparação para a vinda de Cristo, predispor o coração para recebe-Lo.
Como o Povo de Israel vivia na expectativa do DIA DA SALVAÇÃO, também hoje os nossos corações estão esperando a chegada d'Aquele “ QUE É CAPAZ DE FAZER NOVAS TODAS AS COISAS “ (Ap21), e necessitamos estar vigilantes, para compreender os sinais que nos fala o Evangelho. Sinais que nos ajudam a perceber que Ele está proximo, talvez no teu coração já os vais percebendo: no sonho duma sociedade nova, com fundamentos na partilha ,”onde ninguém passava necessidade “(Act,4); no desejo que as nossas relações- familiares ,de trabalho ,fraternas ,estudo ,de amizade- sejam mais sinceras ,verdadeiras e honestas, no desejo de olharmo-nos uns aos outros desde o valor que Deus dá a cada pessoa.
Este tempo de Advento é o tempo propício para acreditar que esses sinais, que estão escondidos no mais profundo do teu coração ,são verdadeiros e realizáveis.
Nestas quatro semanas vamos “preparar“ o coração para CONTEMPLAR.
O que é contemplar ? É atravessar a realidade ,isto é ,é ir para lá do evidente , do que nos dizem as nossas primeiras impressões , é deixar-nos conduzir, deixar falar o coração, é fazer silêncio, ”despir-nos “ dos nossos preconceitos e como crianças deixar-nos surpreender.
É muito importante percorrer este caminho, ou seja,entrar na pedagogia de Deus que é diferente da nossa. Deus é Aquele que se faz presente no pobre ,no pequeno ,na fragilidade, no que não brilha...
Quando estamos diante destas situações -de pobreza ,fragilidade ,fracasso- não nos é facil descobrir a manifestação de Deus, porque as olhamos com os olhos físicos, o que nos limita e nos leva a perder o sentido da vida , a alegria e as forças para lutar.
S. José aprendeu a contemplar a obra de Deus no silêncio e esperou a manifestação do Deus Menino. Peçamos-Lhe ajuda para oferecer a Deus tudo o que nos impede de contemplar, com os seus olhos .
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
É preciso não esquecer
O conceito de democracia vem da cultura grega. Etimologicamente, significa, "poder do povo". Já muitos ouviram falar do século de Péricles, século V a.C. Foi neste século que o conceito de democracia levou ao seu expoente máximo, a época de ouro da democracia. Perante estes dados que João César das Neves refere, era bom que muitos conhecessem a cultura grega, sua história e seus conceitos, pois, realmente, «nada há de novo sobre a terra»...
O primeiro-ministro reiterou que o Governo avançará com a proposta para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e afastou a hipótese de referendo, dizendo não aceitar "nenhuma lição de democracia" (Sol 6/Nov.). Pobre de quem, pela arrogância da resposta, mostra não entender a democracia. Mas a resposta é curiosa, porque foi nestes temas da vida e família que surgiram os maiores atropelos ao espírito e prática democráticos no Portugal moderno.
Lembremos que nunca a política desceu tão baixo como no longo processo que levou ao actual financiamento público do aborto. A lei da liberalização da prática foi chumbada no Parlamento por um voto a 20 de Fevereiro de 1997. Mostrando supino desprezo pelas instituições, a mesma câmara, depois de substituir alguns deputados, voltou a votar a mesma lei na mesma legislatura, aprovando-a a 4 de Fevereiro de 1998 por nove votos. O descaramento foi tal que até a Assembleia percebeu não poder deixar as coisas assim e convocou um referendo nacional, que a 28 de Junho de 1998 rejeitou a lei.
O veredicto era claro e democrático. Mas a arrogância de quem se julga sabedor e não precisa de lições nunca respeita a vontade popular. Pior ainda, ao convocar novo referendo foi decidido que o tema não ia ser o aborto, acerca do qual já se sabia a opinião. Toda a discussão em 2007 omitiu a referência a embriões, gravidez e até hospitais, para se centrar apenas em... mulheres presas. Quem é que quer as pobres mães atrás das grades? O magnífico embuste resultou e a 11 de Fevereiro, apesar de os votos de rejeição terem aumentado, os abortistas conseguiram a desejada vitória, que os levou não a libertar mulheres, porque nenhuma estava presa, mas a promover o aborto livre e barato.
A experiência eliminou de vez o respeito dos activistas pelo processo democrático. Nunca mais o povo foi consultado, usando-se os meios mais expeditos e manipuladores para atacar as leis mais essenciais e estruturantes.
Em Julho de 1999, o presidente Jorge Sampaio vetou a "lei da procriação medicamente assistida", referindo como razão o insuficiente debate público. Quando o Presidente Cavaco Silva promulgou a lei revista (Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho) teve de enviar uma mensagem à Assembleia, manifestando o seu desconforto. Depois, o Governo decidiu banalizar o divórcio e Cavaco Silva foi obrigado a devolver o diploma sem promulgação em Agosto de 2008 com graves críticas à irresponsabilidade do articulado. Acabou por promulgar a Lei n.º 61/2008 de 31 de Outubro, reiterando as críticas em mensagem de 20 de Outubro. Em Agosto deste ano, o Presidente não promulgou a lei das uniões de facto (Decreto 349/X), aprovada a correr no final da legislatura, citando mais uma vez "a ausência de um debate aprofundado" (Mensagem de 24 de Agosto). Como se vê, o Governo e os seus correligionários precisam mesmo de lições de democracia.
Dada a vergonha desta história, é claro que agora, na questão estrutural da definição do casamento, nunca admitirão um referendo, sabendo que vão perder. Só o fariam se tivessem uma coisa de que mostram carecer: vergonha. A recusa baseia-se num argumento sumamente desonesto: o facto de a proposta do casamento entre pessoas do mesmo sexo figurar nos programas eleitorais. Quem o diz sabe bem a enormidade do que afirma. Os programas não são menus, em que se possa escolher o que se gosta e rejeitar o resto. Os votos numa lista nada informam sobre a opinião em rubricas concretas. O mais elementar bom-senso e respeito democrático recomendariam uma ponderação cuidada na mudança de uma lei tão fundamental. Mas bom-senso e respeito democrático foi o que mostraram não ter neste tema há décadas.
As gerações futuras censurarão asperamente a nossa pelas terríveis infâmias legais cometidas contra a vida e a família. A apatia e comodismo generalizados merecem bem o repúdio. Mas não podemos esquecer também as enormes manipulações, fraudes e indignidades do processo que, sem desculpar a cumplicidade passiva, mostram bem a baixeza dos ataques.
(adaptado de, DN 20091116, João César das Neves)
O primeiro-ministro reiterou que o Governo avançará com a proposta para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e afastou a hipótese de referendo, dizendo não aceitar "nenhuma lição de democracia" (Sol 6/Nov.). Pobre de quem, pela arrogância da resposta, mostra não entender a democracia. Mas a resposta é curiosa, porque foi nestes temas da vida e família que surgiram os maiores atropelos ao espírito e prática democráticos no Portugal moderno.
Lembremos que nunca a política desceu tão baixo como no longo processo que levou ao actual financiamento público do aborto. A lei da liberalização da prática foi chumbada no Parlamento por um voto a 20 de Fevereiro de 1997. Mostrando supino desprezo pelas instituições, a mesma câmara, depois de substituir alguns deputados, voltou a votar a mesma lei na mesma legislatura, aprovando-a a 4 de Fevereiro de 1998 por nove votos. O descaramento foi tal que até a Assembleia percebeu não poder deixar as coisas assim e convocou um referendo nacional, que a 28 de Junho de 1998 rejeitou a lei.
O veredicto era claro e democrático. Mas a arrogância de quem se julga sabedor e não precisa de lições nunca respeita a vontade popular. Pior ainda, ao convocar novo referendo foi decidido que o tema não ia ser o aborto, acerca do qual já se sabia a opinião. Toda a discussão em 2007 omitiu a referência a embriões, gravidez e até hospitais, para se centrar apenas em... mulheres presas. Quem é que quer as pobres mães atrás das grades? O magnífico embuste resultou e a 11 de Fevereiro, apesar de os votos de rejeição terem aumentado, os abortistas conseguiram a desejada vitória, que os levou não a libertar mulheres, porque nenhuma estava presa, mas a promover o aborto livre e barato.
A experiência eliminou de vez o respeito dos activistas pelo processo democrático. Nunca mais o povo foi consultado, usando-se os meios mais expeditos e manipuladores para atacar as leis mais essenciais e estruturantes.
Em Julho de 1999, o presidente Jorge Sampaio vetou a "lei da procriação medicamente assistida", referindo como razão o insuficiente debate público. Quando o Presidente Cavaco Silva promulgou a lei revista (Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho) teve de enviar uma mensagem à Assembleia, manifestando o seu desconforto. Depois, o Governo decidiu banalizar o divórcio e Cavaco Silva foi obrigado a devolver o diploma sem promulgação em Agosto de 2008 com graves críticas à irresponsabilidade do articulado. Acabou por promulgar a Lei n.º 61/2008 de 31 de Outubro, reiterando as críticas em mensagem de 20 de Outubro. Em Agosto deste ano, o Presidente não promulgou a lei das uniões de facto (Decreto 349/X), aprovada a correr no final da legislatura, citando mais uma vez "a ausência de um debate aprofundado" (Mensagem de 24 de Agosto). Como se vê, o Governo e os seus correligionários precisam mesmo de lições de democracia.
Dada a vergonha desta história, é claro que agora, na questão estrutural da definição do casamento, nunca admitirão um referendo, sabendo que vão perder. Só o fariam se tivessem uma coisa de que mostram carecer: vergonha. A recusa baseia-se num argumento sumamente desonesto: o facto de a proposta do casamento entre pessoas do mesmo sexo figurar nos programas eleitorais. Quem o diz sabe bem a enormidade do que afirma. Os programas não são menus, em que se possa escolher o que se gosta e rejeitar o resto. Os votos numa lista nada informam sobre a opinião em rubricas concretas. O mais elementar bom-senso e respeito democrático recomendariam uma ponderação cuidada na mudança de uma lei tão fundamental. Mas bom-senso e respeito democrático foi o que mostraram não ter neste tema há décadas.
As gerações futuras censurarão asperamente a nossa pelas terríveis infâmias legais cometidas contra a vida e a família. A apatia e comodismo generalizados merecem bem o repúdio. Mas não podemos esquecer também as enormes manipulações, fraudes e indignidades do processo que, sem desculpar a cumplicidade passiva, mostram bem a baixeza dos ataques.
(adaptado de, DN 20091116, João César das Neves)
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
José Saramago e outros...
Cerca de um mês depois, volto aqui, escrevendo algumas linhas.
Tenho lido muito, trabalhado muito.
Um conjunto de notícias tem ocupado mais as minhas leituras, onde sobressaiu a figura de José Saramago.
Uma primeira nota, falar de Deus, da religião, abordando assuntos polémicos, dá dinheiro e sucesso. Quando outros assuntos se esgotam, normalmente recorrem a este, pois é um filão do mais rico ouro, para abordar.
São livros com uma história romanciada, baseada num aspecto da realidade.
É por isso que certos escritores, de forma inconsciente/consciente recorrem a esta estratégia.
Neste mundo dos livros, onde me mergulho, olho, para além de Saramago, José Rodrigues dos Santos, Dan Brown, Mark Twain, Daniel...
Não gostei das intervenções de Saramago. Elas mostraram o quanto ele é ignorante. A Bíblia não é uma obra de história ou de Geografia, de Biologia ou de Astronomia. Era de supor que um romancista percebesse isso melhor que ninguém, como sublinha o autor de um artigo, Manuel Pina.
Ninguém deve-se pronunciar, opinando sobre algo que desconhece. Diz o ditado, "quem conta um conto, acrescenta um ponto". A experiência me diz que este ditado está mais presente, na medida que a ignorância é maior. Em todos os campos - social, político e religioso -, devia-se pronunciar com conhecimento de causa e não simplesmente opinando...
No artigo referenciado, escreve o autor que Saramago dizendo "Deus não é de fiar: é vingativo, é má pessoa", acaba por se afirmar "crente, e fundamentalista, levando a novela bíblica a peito e as "más práticas" de Deus (espécie de Ivone - do 'Caminho das Índias' - na Bíblia) à conta da literalidade." Foi este aspecto que se destacou na conversa entre o escritor José Saramago e o biblista Carreira das Neves.
É necessário rezar por este homem, que chega afirmar que, "Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neomedievalismo universal, um Deus que jamais viu, com o qual nunca se sentou a tomar café, demonstra apenas o absoluto cinismo intelectual da personagem".
Deus inquieta-o 'mais do que nunca', agora que se aproxima no fim da caminhada terrena.
Tenho lido muito, trabalhado muito.
Um conjunto de notícias tem ocupado mais as minhas leituras, onde sobressaiu a figura de José Saramago.
Uma primeira nota, falar de Deus, da religião, abordando assuntos polémicos, dá dinheiro e sucesso. Quando outros assuntos se esgotam, normalmente recorrem a este, pois é um filão do mais rico ouro, para abordar.
São livros com uma história romanciada, baseada num aspecto da realidade.
É por isso que certos escritores, de forma inconsciente/consciente recorrem a esta estratégia.
Neste mundo dos livros, onde me mergulho, olho, para além de Saramago, José Rodrigues dos Santos, Dan Brown, Mark Twain, Daniel...
Não gostei das intervenções de Saramago. Elas mostraram o quanto ele é ignorante. A Bíblia não é uma obra de história ou de Geografia, de Biologia ou de Astronomia. Era de supor que um romancista percebesse isso melhor que ninguém, como sublinha o autor de um artigo, Manuel Pina.
Ninguém deve-se pronunciar, opinando sobre algo que desconhece. Diz o ditado, "quem conta um conto, acrescenta um ponto". A experiência me diz que este ditado está mais presente, na medida que a ignorância é maior. Em todos os campos - social, político e religioso -, devia-se pronunciar com conhecimento de causa e não simplesmente opinando...
No artigo referenciado, escreve o autor que Saramago dizendo "Deus não é de fiar: é vingativo, é má pessoa", acaba por se afirmar "crente, e fundamentalista, levando a novela bíblica a peito e as "más práticas" de Deus (espécie de Ivone - do 'Caminho das Índias' - na Bíblia) à conta da literalidade." Foi este aspecto que se destacou na conversa entre o escritor José Saramago e o biblista Carreira das Neves.
É necessário rezar por este homem, que chega afirmar que, "Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neomedievalismo universal, um Deus que jamais viu, com o qual nunca se sentou a tomar café, demonstra apenas o absoluto cinismo intelectual da personagem".
Deus inquieta-o 'mais do que nunca', agora que se aproxima no fim da caminhada terrena.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pedaços de mim
Nestes últimos tempos, têm-me vindo o desejo de ser cada vez mais criança, na sua inocência, na sua simplicidade, na sua verdade...
Num livro - o homem eterno -, leio esta passagem : "à medida que o tempo ia passando, os cumes das árvores lhe iam dizendo que se encontrava mais longe do céu do que em criança"
E tento ir olhando na intimidade, sempre mais, nem sempre conseguindo; um olhar na intimidade, um olhar de criança que reconhece o amor de Deus.
Sempre existe, existiu uma criança em nós. Quero deixá-la crescer cada vez mais.
Num livro - o homem eterno -, leio esta passagem : "à medida que o tempo ia passando, os cumes das árvores lhe iam dizendo que se encontrava mais longe do céu do que em criança"
E tento ir olhando na intimidade, sempre mais, nem sempre conseguindo; um olhar na intimidade, um olhar de criança que reconhece o amor de Deus.
Sempre existe, existiu uma criança em nós. Quero deixá-la crescer cada vez mais.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um olhar, um alerta
Em épocas de crise, quando a imagem tradicional de Deus não já diz nada, ou é ofuscada pela manipulação ideológica dominante, surgem pequenos grupos (de cristãos vivos) que reencontram a entrada da fonte, e redescobrem Deus de Jesus Cristo. A fé em Deus faz renascer a esperança e traz luz para descobrir novas saídas.
Isto vem a propósito da visita do Papa Bento XVI à Checoslováquia. Aura Miguel na nota de abertura na Renascença escreve,
Qual é o fundamento da nossa esperança? Onde é que assentam as nossas certezas? Será que partimos apenas dos argumentos da moda e mais badalados?
Bento XVI foi à República Checa pôr o dedo na ferida. Agora, com todas as liberdades alcançadas e sem qualquer temor de Deus, sem a indispensável articulação com a verdade, o retrato do homem europeu é também o nosso retrato.
De santidade já ninguém fala… agora o que interessa é o sucesso e a glória dos homens. Aliás, até parece que os que negam Deus têm a vida facilitada
e rapidamente alcançam sucesso material…
Mas basta raspar a superfície, recorda o Papa, para percebermos como essas pessoas vivem tristes e insatisfeitas…
Então, como é que saímos disto? A resposta de Bento XVI é só uma: a Europa precisa de voltar a encontrar Deus e aqueles que se dizem cristãos precisam de
ser coerentes e credíveis. Não basta parecer bons e honestos, é preciso sê-lo realmente!
E mais: cristão que se preza deve ter a coragem de marcar presença na vida pública e fazer ouvir a sua voz.
Outro aspecto, desta sociedade em que vivemos, é o não cuidar da sua juventude, da sua infância, e assim acaba por degradar-se, acaba por se destruir. Basta olhar para a taxa de natalidade e de envelhecimento, para ficarmos alertas.
São aspectos que me occorreram, ao aproximar o fim de semana, onde as crianças são colocadas em primeiro lugar por Jesus.
Isto vem a propósito da visita do Papa Bento XVI à Checoslováquia. Aura Miguel na nota de abertura na Renascença escreve,
Qual é o fundamento da nossa esperança? Onde é que assentam as nossas certezas? Será que partimos apenas dos argumentos da moda e mais badalados?
Bento XVI foi à República Checa pôr o dedo na ferida. Agora, com todas as liberdades alcançadas e sem qualquer temor de Deus, sem a indispensável articulação com a verdade, o retrato do homem europeu é também o nosso retrato.
De santidade já ninguém fala… agora o que interessa é o sucesso e a glória dos homens. Aliás, até parece que os que negam Deus têm a vida facilitada
e rapidamente alcançam sucesso material…
Mas basta raspar a superfície, recorda o Papa, para percebermos como essas pessoas vivem tristes e insatisfeitas…
Então, como é que saímos disto? A resposta de Bento XVI é só uma: a Europa precisa de voltar a encontrar Deus e aqueles que se dizem cristãos precisam de
ser coerentes e credíveis. Não basta parecer bons e honestos, é preciso sê-lo realmente!
E mais: cristão que se preza deve ter a coragem de marcar presença na vida pública e fazer ouvir a sua voz.
Outro aspecto, desta sociedade em que vivemos, é o não cuidar da sua juventude, da sua infância, e assim acaba por degradar-se, acaba por se destruir. Basta olhar para a taxa de natalidade e de envelhecimento, para ficarmos alertas.
São aspectos que me occorreram, ao aproximar o fim de semana, onde as crianças são colocadas em primeiro lugar por Jesus.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Olhar a política como cristão
Aproxima-se as eleições, mais uma vez.
É nosso dever, como cidadãos, participar activamente nas decisões da sociedade onde nos inserimos. Somos políticos - a cidade/vila é nossa casa.
Transcrevo o que o Papa BENTO XVI escreveu em 2002, com o Cardeal, D. Tarcisio Bertone (na Congregação para a Doutrina da Fé), tendo em conta este momento que vivemos:
(...) A consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde OS conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos.
Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica.
Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum. Nem um católico pode pensar em delegar a outros o empenho que, como cristão, lhe vem do evangelho de Jesus Cristo de anunciar e realizar a verdade sobre o homem e o mundo.
Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral DA pessoa.
É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia (a não confundir com a renúncia ao excesso terapêutico, legítimo, mesmo sob o ponto de vista moral), que devem tutelar o direito primário à vida, desde o seu concebimento até ao seu termo natural.
Do mesmo modo, há que afirmar o dever de respeitar e proteger os direitos do embrião humano.
Analogamente, devem ser salvaguardadas a tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio: não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal.
Igualmente, a garantia da liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás reconhecido nas declarações internacionais dos direitos humanos.
No mesmo plano, devem incluir-se a tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição).
Não podem ficar fora deste elenco o direito à liberdade religiosa e o Progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade, segundo o qual “OS direitos das pessoas, das famílias e dos grupos, e o seu exercício têm de ser reconhecidos”.
Como não incluir, enfim, nesta exemplificação, o grande tema da Paz? Uma visão irénica e ideológica tende, por vezes, a secularizar o valor da Paz; noutros casos, cede-se a um juízo ético sumário, esquecendo a complexidade das razões em questão. A Paz é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade”; exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política.
É nosso dever, como cidadãos, participar activamente nas decisões da sociedade onde nos inserimos. Somos políticos - a cidade/vila é nossa casa.
Transcrevo o que o Papa BENTO XVI escreveu em 2002, com o Cardeal, D. Tarcisio Bertone (na Congregação para a Doutrina da Fé), tendo em conta este momento que vivemos:
(...) A consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde OS conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos.
Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica.
Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum. Nem um católico pode pensar em delegar a outros o empenho que, como cristão, lhe vem do evangelho de Jesus Cristo de anunciar e realizar a verdade sobre o homem e o mundo.
Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral DA pessoa.
É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia (a não confundir com a renúncia ao excesso terapêutico, legítimo, mesmo sob o ponto de vista moral), que devem tutelar o direito primário à vida, desde o seu concebimento até ao seu termo natural.
Do mesmo modo, há que afirmar o dever de respeitar e proteger os direitos do embrião humano.
Analogamente, devem ser salvaguardadas a tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio: não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal.
Igualmente, a garantia da liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás reconhecido nas declarações internacionais dos direitos humanos.
No mesmo plano, devem incluir-se a tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição).
Não podem ficar fora deste elenco o direito à liberdade religiosa e o Progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade, segundo o qual “OS direitos das pessoas, das famílias e dos grupos, e o seu exercício têm de ser reconhecidos”.
Como não incluir, enfim, nesta exemplificação, o grande tema da Paz? Uma visão irénica e ideológica tende, por vezes, a secularizar o valor da Paz; noutros casos, cede-se a um juízo ético sumário, esquecendo a complexidade das razões em questão. A Paz é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade”; exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Solnado e Deus
Li, já algum tempo, um livro, cujo título é O olhar e o ver.
Foi um dos livros que mais me marcou.
Veio-me à memória, com a notícia da morte do actor Raul Solando, cuja vida caracterizou-se por um humanismo. Todos que testemunharam, referem-no como um homem bom, humano... num desfile de saudade contemplativo do nosso ser (tão) português.
No referido livro, o autor, Pe. Vasco Pinto de Magalhães, escreve que «a fé cristã oferece a novidade de um outro ponto de partida, novo ponto de chegada, bem como novo envolvente: Deus revelado em Cristo, por Ele e para Ele, o homem entendido como processo dinâmico, a caminho do que deve tornar-se, ou seja, "semelhança de Deus".»
Escreve ainda, «a adesão a Cristo vivo no outro oferece à ética uma intencionalidade e uma motivação que uma ética humana não prevê, mas que, na sua novidade, não produzem outro humanismo, mas um Humanismo alargado às suas últimas consequências.»
Cristo trás algo de novo à ética puramente humana. Conhecê-l'O é um desafio para cada um de nós.
"Façam favor de serem felizes", como afirmava Raul Solnado... sem medo de Deus, hoje!
Foi um dos livros que mais me marcou.
Veio-me à memória, com a notícia da morte do actor Raul Solando, cuja vida caracterizou-se por um humanismo. Todos que testemunharam, referem-no como um homem bom, humano... num desfile de saudade contemplativo do nosso ser (tão) português.
No referido livro, o autor, Pe. Vasco Pinto de Magalhães, escreve que «a fé cristã oferece a novidade de um outro ponto de partida, novo ponto de chegada, bem como novo envolvente: Deus revelado em Cristo, por Ele e para Ele, o homem entendido como processo dinâmico, a caminho do que deve tornar-se, ou seja, "semelhança de Deus".»
Escreve ainda, «a adesão a Cristo vivo no outro oferece à ética uma intencionalidade e uma motivação que uma ética humana não prevê, mas que, na sua novidade, não produzem outro humanismo, mas um Humanismo alargado às suas últimas consequências.»
Cristo trás algo de novo à ética puramente humana. Conhecê-l'O é um desafio para cada um de nós.
"Façam favor de serem felizes", como afirmava Raul Solnado... sem medo de Deus, hoje!
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