Começo estas linhas, com uma frase que me marcou nestes dias: o olhar é comprometer-me.
Olho para Deus de forma viva, como algo inacabado, em construção em mim.
Vão seguir-se outras que apareceram nestes dias em mim.
Deus não pode não amar. Esta é a sua fragilidade. Por isso, ao colocar-me diante d'Ele, incomoda-me.
O Amor é a fé em obras; em Jesus, Deus fez-se homem, para que o homem se faça Deus, isto é, que se humanize.
Até quando posso amar? Deves amar até doer, como disse Madre Teresa.
Quem quase amou, nunca amou.
O Amor é carinhoso, mas também é exigente; é excêntrico, isto é, o centro encontra-se "fora do centro" de "mim".
Eis o caminho, partilhado, não finito, mas sempre a percorrer até ao Amor
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A Fé
Nestes dias têm sido um balsamo para uma vida agitada.
Um espaço onde tenho estado a diagnosticar a minha fé, a minha confiança para com o meu Deus.
Nestas linhas, algumas pinceladas deste dom gratuito, que é a fé; pinceladas essas que foram as mais marcantes.
A Fé é uma experiência de reconhecer-me reconhecido.
A fé é confiar, é confiança.
Crescer na fé é crescer na confiança da presença de Deus; a consciência que Deus está.
A Fé é a arte de viver no entretanto, enqunato a esperança é a capacidade do futuro, viver a fé no futuro; a caridade/amor é a fé em obras.
A fé é o conhecimento que nasc e do amor.
Pistas para um caminho a percorrer todos os dias, com serenidade, sabendo que Deus está.
Um espaço onde tenho estado a diagnosticar a minha fé, a minha confiança para com o meu Deus.
Nestas linhas, algumas pinceladas deste dom gratuito, que é a fé; pinceladas essas que foram as mais marcantes.
A Fé é uma experiência de reconhecer-me reconhecido.
A fé é confiar, é confiança.
Crescer na fé é crescer na confiança da presença de Deus; a consciência que Deus está.
A Fé é a arte de viver no entretanto, enqunato a esperança é a capacidade do futuro, viver a fé no futuro; a caridade/amor é a fé em obras.
A fé é o conhecimento que nasc e do amor.
Pistas para um caminho a percorrer todos os dias, com serenidade, sabendo que Deus está.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
O Crucifixo
O caso passou-se em Itália..
Alguém pôs em questão a existência de crucifixos nas escolas estatais. Esse facto coargia a liberdade religiosa, não respeitava todos os da comunidade, condicionando a educação dos pais.
Essa pessoa interpôs uma acção nas instancias judiciais, no tribunal europeu, veio a ganhar. Esse mesmo tribunal considerou que a presença de crucifixos numa sala de aula viola o direito dos pais «a educar os filhos segundo as suas convicções» e também a «liberdade religiosa dos alunos.
Houve um conjunto de reacções, não só de itália, como de outros países, daqueles onde está activa a igreja ortodoxa, pois era mais uma "machadada" para a identidade europeia.
Acabo agora de ler o texto de Aura Miguel,com o título, Fé envergonhada, que transcrevo:
«O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem divulgou esta semana a lista dos países que vieram em defesa do Estado Italiano contra uma sentença que proíbe os crucifixos nas escolas públicas.
De entre os 47 Estados que compõem o Conselho da Europa, foram apenas 10 os que pediram para se constituírem como parte interessada, ao lado de Itália. Estes 10 países europeus querem demonstrar os limites do tribunal, nomeadamente, quando a sua jurisdição cria novos direitos contra a vontade dos seus Estados membros – neste caso uma imposição do laicismo numa Nação maioritariamente católica.
Os 10 países europeus que vão a tribunal defender o crucifixo são quase todos de maioria ortodoxa: Bulgária, Chipre, Grécia, Roménia, Federação Russa, Lituânia, Arménia. Só três têm tradição católica: Mónaco, São Marino e Malta.
Afinal, quando se trata de defender publicamente e sem vergonha os sinais da fé, Portugal ficou para trás. Bento XVI, conta mais com o apoio de Malta católico (que visitou o mês passado) e com Chipre ortodoxo (cuja visita inicia hoje).»
Como cristão, grito: acordem! Jesus Cristo está vivo! Ressuscitou!
Que fé é a nossa?
Alguém pôs em questão a existência de crucifixos nas escolas estatais. Esse facto coargia a liberdade religiosa, não respeitava todos os da comunidade, condicionando a educação dos pais.
Essa pessoa interpôs uma acção nas instancias judiciais, no tribunal europeu, veio a ganhar. Esse mesmo tribunal considerou que a presença de crucifixos numa sala de aula viola o direito dos pais «a educar os filhos segundo as suas convicções» e também a «liberdade religiosa dos alunos.
Houve um conjunto de reacções, não só de itália, como de outros países, daqueles onde está activa a igreja ortodoxa, pois era mais uma "machadada" para a identidade europeia.
Acabo agora de ler o texto de Aura Miguel,com o título, Fé envergonhada, que transcrevo:
«O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem divulgou esta semana a lista dos países que vieram em defesa do Estado Italiano contra uma sentença que proíbe os crucifixos nas escolas públicas.
De entre os 47 Estados que compõem o Conselho da Europa, foram apenas 10 os que pediram para se constituírem como parte interessada, ao lado de Itália. Estes 10 países europeus querem demonstrar os limites do tribunal, nomeadamente, quando a sua jurisdição cria novos direitos contra a vontade dos seus Estados membros – neste caso uma imposição do laicismo numa Nação maioritariamente católica.
Os 10 países europeus que vão a tribunal defender o crucifixo são quase todos de maioria ortodoxa: Bulgária, Chipre, Grécia, Roménia, Federação Russa, Lituânia, Arménia. Só três têm tradição católica: Mónaco, São Marino e Malta.
Afinal, quando se trata de defender publicamente e sem vergonha os sinais da fé, Portugal ficou para trás. Bento XVI, conta mais com o apoio de Malta católico (que visitou o mês passado) e com Chipre ortodoxo (cuja visita inicia hoje).»
Como cristão, grito: acordem! Jesus Cristo está vivo! Ressuscitou!
Que fé é a nossa?
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O dia!
Ao longo da vida, há momentos únicos!
São momentos únicos, o meu encontro diário com o meu Deus, com Maria; o meu baptismo, a minha primeira comunhão, o meu casamento e... muitos outros, mesmo os menos significativos.
Tinha chegado o dia 13 de Maio. Fui um dos escolhidos, para receber a comunhão das mãos do Papa Bento XVI, nesse dia, na eucaristia.
Foi um dos momentos únicos da minha vida. Foi vivido muito no silencio "sonoro" do meu coração... Ainda hoje vivo esse momento!
Sem palavras, escrevo o que Bento XVI disse na homilia:
"Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos.[...]com os mesmos sentimentos dos beatos Francisco e Jacinta Marto e da serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo» [...] Jesus."
"...Nossa Senhora,[...] como Mestra que introduz os pequenos videntes - e eu! -, no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana.
"...aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manisfestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem."
Obrigado Maria, Theotokos!
São momentos únicos, o meu encontro diário com o meu Deus, com Maria; o meu baptismo, a minha primeira comunhão, o meu casamento e... muitos outros, mesmo os menos significativos.
Tinha chegado o dia 13 de Maio. Fui um dos escolhidos, para receber a comunhão das mãos do Papa Bento XVI, nesse dia, na eucaristia.
Foi um dos momentos únicos da minha vida. Foi vivido muito no silencio "sonoro" do meu coração... Ainda hoje vivo esse momento!
Sem palavras, escrevo o que Bento XVI disse na homilia:
"Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos.[...]com os mesmos sentimentos dos beatos Francisco e Jacinta Marto e da serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo» [...] Jesus."
"...Nossa Senhora,[...] como Mestra que introduz os pequenos videntes - e eu! -, no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana.
"...aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manisfestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem."
Obrigado Maria, Theotokos!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Bento XVI versus Comunicação Social
Há jornalistas e jornalistas...
Vou recolhendo toda a informação que me chega sobre a presença do Papa Bento XVI entre nós.
Recolho também as suas intervenções.
E vejo a incoerência das notícias que chegam. Deturpam a verdade, o que se diz na realidade.
Deixo aqui um exemplo de mau jornalismo.
Numa noticia leio o título, "«Maior perseguição à Igreja» não vem de «inimigos de fora, mas nasce no pecado da Igreja»". Descontextualizado o título, é pura mentira em relação ao que disse Bento XVI. Ele afirmou, «Quanto à novidade que podemos hoje encontrar nessa mensagem [de Fátima], é que não só são os ataques de fora ao Papa e à Igreja, mas os sofrimentos da Igreja vêm de dentro da Igreja, do pecado que existe na Igreja».
Releio os dois textos - a notícia e a resposta do Papa à pergunta dos jornalistas no avião. Vejo também a versão italiana (disponível no site do Vaticano).
Vejo que os jornalista(s) esqueceram-se da expressão «não só dos de fora» (versão italiana, «che non solo da fuori»).
Fico em silêncio e vou rezando para que se faça um bom jornalismo.
Vou recolhendo toda a informação que me chega sobre a presença do Papa Bento XVI entre nós.
Recolho também as suas intervenções.
E vejo a incoerência das notícias que chegam. Deturpam a verdade, o que se diz na realidade.
Deixo aqui um exemplo de mau jornalismo.
Numa noticia leio o título, "«Maior perseguição à Igreja» não vem de «inimigos de fora, mas nasce no pecado da Igreja»". Descontextualizado o título, é pura mentira em relação ao que disse Bento XVI. Ele afirmou, «Quanto à novidade que podemos hoje encontrar nessa mensagem [de Fátima], é que não só são os ataques de fora ao Papa e à Igreja, mas os sofrimentos da Igreja vêm de dentro da Igreja, do pecado que existe na Igreja».
Releio os dois textos - a notícia e a resposta do Papa à pergunta dos jornalistas no avião. Vejo também a versão italiana (disponível no site do Vaticano).
Vejo que os jornalista(s) esqueceram-se da expressão «não só dos de fora» (versão italiana, «che non solo da fuori»).
Fico em silêncio e vou rezando para que se faça um bom jornalismo.
terça-feira, 11 de maio de 2010
As primeiras palavras
Sempre tive a sensação que as primeiras palavras de alguém marcam e dá o mote para tudo o que segue. Também é importante a primeira impressão ou impacto que aparece numa situação, num encontro, provocado pela pessoa em si, no outro(s).
Estamos a viver neste momento a presença de Bento XVI em Portugal.
Ainda no avião, algumas ideias que marcam. A primeira, afirmou que a maior perseguição à Igreja não vem de «inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja». E neste contexto, continuou, «a Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, implorar perdão».
Já em solo português, no seu discurso de entrada, diz, «venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu».
Paro a leitura do discurso do Santo Padre.
Vem à memória a terceira parte do segredo de Fátima, o qual transcrevo um pedaço, «e vimos numa luz emensa que é Deus [...] um bispo vestido de branco [...], vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas a subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz...».
Estamos a caminhar com o Santo Padre para o Alto, carregando com ele todo o contexto do mundo em que vivemos e... ouvindo o Anjo a gritar: «Penitência!Penitência! Penitência!»
Será este o mote para esta visita do Papa a Portugal. Mesmo que não seja, é um alerta que deixo, nestas pinceladas do meu blog.
Estamos a viver neste momento a presença de Bento XVI em Portugal.
Ainda no avião, algumas ideias que marcam. A primeira, afirmou que a maior perseguição à Igreja não vem de «inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja». E neste contexto, continuou, «a Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, implorar perdão».
Já em solo português, no seu discurso de entrada, diz, «venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do Céu».
Paro a leitura do discurso do Santo Padre.
Vem à memória a terceira parte do segredo de Fátima, o qual transcrevo um pedaço, «e vimos numa luz emensa que é Deus [...] um bispo vestido de branco [...], vários outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas a subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz...».
Estamos a caminhar com o Santo Padre para o Alto, carregando com ele todo o contexto do mundo em que vivemos e... ouvindo o Anjo a gritar: «Penitência!Penitência! Penitência!»
Será este o mote para esta visita do Papa a Portugal. Mesmo que não seja, é um alerta que deixo, nestas pinceladas do meu blog.
sábado, 1 de maio de 2010
A pequena Jacinta e o Santo Padre
Aproxima-se a passos largos a chegada do Papa Bento XVI, a Portugal. Entre os locais de estadia, destaca-se a sua presença em Fátima.
Ninguém como ele conhece o fenómeno de Fátima; ninguém como ele conhece a história de Fátima; ninguém como ele conhece a actualidade da sua mensagem.
Temos ouvido tantas coisas ao redor da sua vinda.
Os pastorinhos de Fátima tiveram muito presentes o Santo Padre. A Jacinta foi a que mais se destacou neste amor ao Papa.
Neste ano do seu centenário de nascimento, deixo a visão que ela teve do Santo Padre, mais actual do nunca, neste momento de perseguição à Igreja.
"Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora de casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por ele."
Bento XVI tem demonstrado a sua fortaleza. Esta está em Deus e é para Ele que devemos caminhar.
Não deixa contudo de nos interpelar. Rezemos pelo Santo Padre.
Ninguém como ele conhece o fenómeno de Fátima; ninguém como ele conhece a história de Fátima; ninguém como ele conhece a actualidade da sua mensagem.
Temos ouvido tantas coisas ao redor da sua vinda.
Os pastorinhos de Fátima tiveram muito presentes o Santo Padre. A Jacinta foi a que mais se destacou neste amor ao Papa.
Neste ano do seu centenário de nascimento, deixo a visão que ela teve do Santo Padre, mais actual do nunca, neste momento de perseguição à Igreja.
"Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora de casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por ele."
Bento XVI tem demonstrado a sua fortaleza. Esta está em Deus e é para Ele que devemos caminhar.
Não deixa contudo de nos interpelar. Rezemos pelo Santo Padre.
domingo, 18 de abril de 2010
Mensagem de Fátima é actual
Fui ouvir uma pequena palestra, proferida pela Ir. Ângela, cujo tema foi: Bento XVI em Fátima: crise actual à luz da mensagem de Fátima.
As aparições são filhas da crise, e realmente vejo isso em Salette, em Lourdes, em Pontman, em Fátima, em Beauring, em Banneux...
A Ir. Ângela ajudou-me a mergulhar em algumas das características da crise actual, focando o super-individualismo, a ausência de referências exteriores, o relativismo, a ausência de motivação e ausência de sentido.
Estas características foram contrapostas com os aspectos que trazem a mensagem de Fátima, como a centralidade de Deus, a referência externa ausente na sociedade actual, bem como um relativismo que impera, onde só conta o individuo em si, na sua hierarquia individualista.
Um outro aspecto, é o compromisso. Hoje sentimos que a sociedade em geral foge do compromisso. Este passa pelo que Deus quer de mim, em cada momento. "O que Deus quer é o que eu tenho de impõr a mim mesmo para cumprir a vontade de Deus", no meu estado de casado, ou de consagrada, ou de sacerdote, ou de celibatária(o) no mundo, ou ou ou...
O sentir-se amados conduz-nos para todo o lado, podemos tudo. Eis a motivação de um cristão : sentir-se amados de Deus. Numa sociedade onde impera a ausência de motivação, ser cristão motivado, marca a diferença.
Outra ausência na sociedade actual é o de sentido. Em Fátima, esse sentido é a santidade, o céu. Vemos nas crianças, em especial na Jacinta Marto, que tem o seu sentido de vida: o céu.
"A Senhora da Mensagem parece ter, com uma perspicácia singular, os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo" (João Paulo II)
"Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará", é a causa da nossa esperança.
Nestes tempos conturbados, é bom ouvir estas boas novas e sermos interpelados de como estamos a ser cristãos hoje.
As aparições são filhas da crise, e realmente vejo isso em Salette, em Lourdes, em Pontman, em Fátima, em Beauring, em Banneux...
A Ir. Ângela ajudou-me a mergulhar em algumas das características da crise actual, focando o super-individualismo, a ausência de referências exteriores, o relativismo, a ausência de motivação e ausência de sentido.
Estas características foram contrapostas com os aspectos que trazem a mensagem de Fátima, como a centralidade de Deus, a referência externa ausente na sociedade actual, bem como um relativismo que impera, onde só conta o individuo em si, na sua hierarquia individualista.
Um outro aspecto, é o compromisso. Hoje sentimos que a sociedade em geral foge do compromisso. Este passa pelo que Deus quer de mim, em cada momento. "O que Deus quer é o que eu tenho de impõr a mim mesmo para cumprir a vontade de Deus", no meu estado de casado, ou de consagrada, ou de sacerdote, ou de celibatária(o) no mundo, ou ou ou...
O sentir-se amados conduz-nos para todo o lado, podemos tudo. Eis a motivação de um cristão : sentir-se amados de Deus. Numa sociedade onde impera a ausência de motivação, ser cristão motivado, marca a diferença.
Outra ausência na sociedade actual é o de sentido. Em Fátima, esse sentido é a santidade, o céu. Vemos nas crianças, em especial na Jacinta Marto, que tem o seu sentido de vida: o céu.
"A Senhora da Mensagem parece ter, com uma perspicácia singular, os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo" (João Paulo II)
"Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará", é a causa da nossa esperança.
Nestes tempos conturbados, é bom ouvir estas boas novas e sermos interpelados de como estamos a ser cristãos hoje.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Martires hoje!
Por se negarem a converter-se ao Islão, um casal cristão foi alvo de brutal violência por parte de extremistas muçulmanos, que aparentemente agiram com o apoio de polícias. O homem, Arshed Masih, foi queimado vivo e sua esposa, Martha Masih, violentada, enquanto seus três filhos, com idades entre 7 e 12 anos, foram obrigados a assistir a seus pais serem brutalizados.
O terrível episódio ocorreu no dia 19 de Março em Rawalpindini, próximo da capital paquistanesa Islamabad, na propriedade de Sheikh Mohammad Sultan, um empresário muçulmano rico, para quem Arshed e Martha Masih trabalhavam.
Segundo a AsiaNews, em Janeiro líderes religiosos fundamentalistas e Mohammad Sultan impuseram a conversão forçada de toda família Masih ao Islão. Diante de sua recusa, os extremistas prometeram-lhes “terríveis consequências”.
Em razão das ameaças, Arshed Masih manifestou sua intenção de deixar a propriedade de seu empregador com a sua família, mas Sultan prometeu “matá-lo” caso tentasse.
Na semana passada, as tensões acirraram-se quando Mohammad Sultan accionou a polícia para reportar o suposto roubo de 500 mil rúpias (cerca de 6 mil dólares) da sua casa, acusando a família Masih de envolvimento e exigindo, mais tarde, que se convertessem para que a queixa fosse retirada. Mais uma vez, o casal recusou-se.
Na sexta-feira passada, o casal foi finalmente atacado por um grupo de extremistas que, de acordo com fontes locais, incluía diversos polícias. Enquanto parte do grupo ateava fogo ao corpo de Masih, alguns dos oficiais de polícia violaram Martha.
Arshed, de 38 anos, permanece internado em estado gravíssimo no hospital da Sagrada Família de Rawalpindi, onde também se encontra a sua esposa Martha. Ele tem mais de 80% do corpo queimado e, segundo os médicos, “tem poucas chances de sobreviver”.
O governo da província de Punjab ordenou uma investigação sobre o ocorrido. “Os culpados serão presos”, garantiu Rana Sanaullah, ministro da justiça do governo local.
Após o crime, diversas manifestações de protesto por parte da comunidade cristã foram registadas nos arredores de Rawalpindi e Lahore.
Que testemunho hoje, nesta sociedade portuguesa e mundial onde nos inserimos, onde sentimos os valores cristãos, muito "humanos", atacados?
O terrível episódio ocorreu no dia 19 de Março em Rawalpindini, próximo da capital paquistanesa Islamabad, na propriedade de Sheikh Mohammad Sultan, um empresário muçulmano rico, para quem Arshed e Martha Masih trabalhavam.
Segundo a AsiaNews, em Janeiro líderes religiosos fundamentalistas e Mohammad Sultan impuseram a conversão forçada de toda família Masih ao Islão. Diante de sua recusa, os extremistas prometeram-lhes “terríveis consequências”.
Em razão das ameaças, Arshed Masih manifestou sua intenção de deixar a propriedade de seu empregador com a sua família, mas Sultan prometeu “matá-lo” caso tentasse.
Na semana passada, as tensões acirraram-se quando Mohammad Sultan accionou a polícia para reportar o suposto roubo de 500 mil rúpias (cerca de 6 mil dólares) da sua casa, acusando a família Masih de envolvimento e exigindo, mais tarde, que se convertessem para que a queixa fosse retirada. Mais uma vez, o casal recusou-se.
Na sexta-feira passada, o casal foi finalmente atacado por um grupo de extremistas que, de acordo com fontes locais, incluía diversos polícias. Enquanto parte do grupo ateava fogo ao corpo de Masih, alguns dos oficiais de polícia violaram Martha.
Arshed, de 38 anos, permanece internado em estado gravíssimo no hospital da Sagrada Família de Rawalpindi, onde também se encontra a sua esposa Martha. Ele tem mais de 80% do corpo queimado e, segundo os médicos, “tem poucas chances de sobreviver”.
O governo da província de Punjab ordenou uma investigação sobre o ocorrido. “Os culpados serão presos”, garantiu Rana Sanaullah, ministro da justiça do governo local.
Após o crime, diversas manifestações de protesto por parte da comunidade cristã foram registadas nos arredores de Rawalpindi e Lahore.
Que testemunho hoje, nesta sociedade portuguesa e mundial onde nos inserimos, onde sentimos os valores cristãos, muito "humanos", atacados?
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Há jornalistas que marcam...
Ser cristão é estar no mundo, mas não ser no mundo.
Encontrar esta consciência entre os profissionais de informação é raro. Contudo há gente que marca.
Inundados constantemente e ao minuto por informações e notícias tão variadas, veiculadas pelos diversos orgãos de informação (televisão, rádio, jornais, internet), necessita-se ter critério de selecção tanto da parte receptora, como da emissora.
No mundo dos mass-media, a concorrência é feroz e devido a isso, os que pertencem a este meio ultrapassam os limites razoáveis do que é informar.
Não admira que surjam vozes a alertar para esses limites. Desta vez foi o bispo, D. Ilídio Leandro. Ele afirmou que "alguma comunicação social anda, permanentemente, a tentar descobrir o que corrompe, o que escraviza, o que escandaliza e envergonha, o que mata... Alguma infomação parece que prefere descobrir, na vida das pessoas, das instituições e da sociedade em geral, um mar de lama e de podridão... Convido e desafio todos os profissionais dos media a voltarem o seu interesse e a prestarem mais atenção ao que liberta, ao que purifica, ao que dignifica, ao que ajuda a dar vida nova e vida feliz, também àqueles que, por qualquer razão, caíram mas querem levantar-se... Todos ganhávamos e o mundo seria melhor e o futuro teria mais esperança..."
Raquel Abecassis é uma jornalista da Rádio Ranascença. Fiquei a conhecer num serão destes. Tem na vida esta pequena frase que leva para o seu trabalho: "Cristo resulta!É mais eficaz!"
E mais algumas reflexões partilhadas...
Perante a realidade, ou há uma atitude de pretença imparcialidade - o que é falso, porque acabam por afastar da realidade -, ou há uma atitude de deixar ser provodado pela mesma realidade e tomar a respectiva posição. Esta atitude é a que advogo.
No jornalismo, como na vida, há dois caminhos a percorrer, ou sabemos o que queremos ou somos escravos do poder.
Repito o lema da vida desta jornalista, Cristo resulta!É mais eficaz!
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