É o meu livro de verão, "Deus Ri", de James Martin.
Existe um outro, mas ainda lá não cheguei...
Para quem ainda não o leu, deixo um pequeno trecho:
Um padre meu amigo - escreve o autor -, contou-me a história do primeiro casamento que celebrou pouco tempo após a sua ordenação. O meu amigo tinha pedido emprestado o livro de liturgia do matrimónio. O velho jesuíta tinha-o anotado em diversos locais, a lápis, aquilo a que poderíamos chamar «indicações de palco»: «voltar-me para o noivo», «regressar à cadeira do sacerdote», «tomar os anéis do padrinho». Escrevera também outras indicações, como «levantem-se, por favor», «por favor, ajoelhem-se».
Tudo corria bem até ao momento em que o meu amigo recém ordenado chegou ao final dos votos. Havia uma pequena anotação que acrescentava algo que a maioria dos padres diz, mas que não está incluída nos ritos católicos canónicos.
Na nota a lápis lia-se: «E agora, pode beijar a noiva.»
O meu amigo achou aquilo desconcertante, mas quem era ele para discutir com um velho padre, que celebrara mais casamentos do que ele? Por isso, deteve-se, fechou o livro, inclinou a cabeça para a frente e beijou a noiva.
Ela ficou ali paralisada, sem saber o que fazer, e toda a gente desatou a rir. Finalmente, disse ao noivo: «Hum, parece-me que era você que devia fazer isto!»
Simples passagem para abrir o apetite para que leu estas linhas.
É uma boa leitura de verão, agora que também as férias proporcionam mais tempo para estar com os outros, connosco próprios e com Deus.
Boa leitura.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Em Roma...
Em 13 de Junho, segundo me dizem, 42 000 pessoas (imagino que pouco mais de metade dos que se esperavam) foram ao Estádio Olímpico de Roma, pagando entre 50 e 70 Euros, ou mais) para ver uma pseudo-madonna, a mesma que, certamente na tentativa de conquistar pontos, há dias em Istambul foi capaz (!) de mostrar um seio, e ontem no palco que teve em Roma fez em parte cair as suas calças.
Mas isso, francamente, para mim, até não é o pior, muito embora, se tivesse o infortúnio de pagar, ao ver o que ser visto não merece (!) ser, não deixaria de protestar: uma cantora "pop" vale pelo que canta, não pelas partes que mostra, tanto mais que as suas não têm interesse que se veja.
Mas o que me revolta, realmente, é apenas isto:
Até aqui em Roma, esta mulher feita milhões, mas sem alma que se veja, ou mereça ser apreciada, não prescinde dos seus abusos sobre o Crucifixo nem dos abusos verbais que, ao que me dizem, terá proferido contra o Papa Bento XVI e a sua Imagem.
Obviamente, os produtores de detritos culturais, os poluidores do espírito, quando chegam ao ponto de fazer tournées mundiais, sabem muito bem calcular os riscos, sobretudo no que à frente legal diz respeito.Mas tenho pena que não haja modo, por abuso de imagem e insulto à Religião, de processar de modo exemplar estas bonequinhas do mal, ainda que nada meigas na hora de calcular o "encaixe" final.
O mais lamentável, claro, é que numa cidade como Roma e arredores, haja mais de 40 000 cabeças de alfinete, ainda que sendo apenas metade das que se esperava, dispostos a pagar, certamente em muitos casos, o que talvez nem sequer são ainda capazes de verdadeiramente ganhar, para ver um espectáculo feito de frivolidades, de assanhada manha e des-gostosa incivilidade.
Por alguma razão, na passada segunda feira, o Papa Bento XVI falou, tão simples como eloquentemente e a propósito do Sacramento do Baptismo, da absoluta necessidade que o cristão tem de renunciar à "Pompa do Diabo".
Ninguém pense, portanto, que o tema diz respeito apenas ao que em Roma se passava nos primeiros séculos da Cristandade; não, a "pompa do diabo" é hoje, talvez, mais perigosa, e insidiosa, do que nunca. E não é só porque uma mulher de mais de 50 anos (!) faz com que em público lhe caiam as calças que aparentemente a revestem!
De facto, antes fosse!
Mas isso, francamente, para mim, até não é o pior, muito embora, se tivesse o infortúnio de pagar, ao ver o que ser visto não merece (!) ser, não deixaria de protestar: uma cantora "pop" vale pelo que canta, não pelas partes que mostra, tanto mais que as suas não têm interesse que se veja.
Mas o que me revolta, realmente, é apenas isto:
Até aqui em Roma, esta mulher feita milhões, mas sem alma que se veja, ou mereça ser apreciada, não prescinde dos seus abusos sobre o Crucifixo nem dos abusos verbais que, ao que me dizem, terá proferido contra o Papa Bento XVI e a sua Imagem.
Obviamente, os produtores de detritos culturais, os poluidores do espírito, quando chegam ao ponto de fazer tournées mundiais, sabem muito bem calcular os riscos, sobretudo no que à frente legal diz respeito.Mas tenho pena que não haja modo, por abuso de imagem e insulto à Religião, de processar de modo exemplar estas bonequinhas do mal, ainda que nada meigas na hora de calcular o "encaixe" final.
O mais lamentável, claro, é que numa cidade como Roma e arredores, haja mais de 40 000 cabeças de alfinete, ainda que sendo apenas metade das que se esperava, dispostos a pagar, certamente em muitos casos, o que talvez nem sequer são ainda capazes de verdadeiramente ganhar, para ver um espectáculo feito de frivolidades, de assanhada manha e des-gostosa incivilidade.
Por alguma razão, na passada segunda feira, o Papa Bento XVI falou, tão simples como eloquentemente e a propósito do Sacramento do Baptismo, da absoluta necessidade que o cristão tem de renunciar à "Pompa do Diabo".
Ninguém pense, portanto, que o tema diz respeito apenas ao que em Roma se passava nos primeiros séculos da Cristandade; não, a "pompa do diabo" é hoje, talvez, mais perigosa, e insidiosa, do que nunca. E não é só porque uma mulher de mais de 50 anos (!) faz com que em público lhe caiam as calças que aparentemente a revestem!
De facto, antes fosse!
(João J. Vila-Chã, in facebook)
Polémico «Just Love...»
Esclarecimentos.
Antes que chegue às livrarias portuguesas, surgiu uma
publicação da irmã Margaret A. Farley – “Jast love: a Framework for Christian
Sexual Ethics” -, em que a irmã Margaret
toma posição controversa em assuntos éticos.
De facto a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma
notificação, datada de 30 de Março de 2012, a propósito do referido livro.
Num introdução faz o historial das comunicações efectuadas,
com a superiora da congregação, Sisters of Mercy of the Americas.
Depois rebate os vários assuntos do livro, masturbação, uniões
homossexuais, actos sexuais, indissolubilidade do matrimónio, divórcio e
segundas núpcias.
Na conclusão a Congregação para a Doutrina da fé expressa
profundo pesar pelo fato de que um membro de um Instituto de Virgem Consagrada,
afirme posições em contraste direto com a doutrina católica no âmbito da moral
sexual.
Para mais desenvolvimento e esclarecimento, podem consultar
o site do Vaticano, no seguinte endereço: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20120330_nota-farley_po.html
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Porquê tanta estupidez e crueldade?
Os animais selvagens
nunca matam para se divertir. O homem é a única criatura para quem a tortura e
a morte dos seus semelhantes podem ser divertidas em si mesmo. Li estas linhas
numa revista alemã e instintivamente o meu pensamento levou-me para os horrores
do nazismo, quando a tortura mais horrível se transformou em passatempo sádico.
A
consideração é atribuída a um historiador britânico do século XIX, James A.
Froude, e recolhe um aspeto trágico da humanidade. O animal ataca outro se é
atacado ou se quer assegurar a sua sobrevivência. O homem, dotado de
criatividade, fantasia e liberdade, rebaixa estes talentos e mergulha na
crueldade mais atroz, elaborada por vezes com refinamento intelectual.
Quando
eu era criança impressionava-me um quadro do Novíssimo Dicionário Melzi, que
era um pouco o livro da minha primeira curiosidade no saber: o quadro
representava todas as torturas e podia realmente sentir-se o quanto a
inteligência humana pode degenerar em perversão.
É
talvez por essa razão que a antiga fábula (a partir do burro bíblico de Balaão)
transformou os animais em mestres dos humanos. Ironicamente o poeta Ezra Pound
(1885-1972), na poesia “Meditatio”, escrevia: «Quando observo atentamente os
curiosos hábitos dos cães, / tenho de concluir / que o homem é o animal
superior. // Quando observo os estranhos hábitos do homem / confesso-te, meu
amigo, que duvido».
Somos
certamente mais evoluídos do que os animais; mas também sabemos precipitar-nos
no abismo do absurdo, da crueldade e da brutalidade. Atribuímo-nos o título de
reis da criação mas muitas vezes não somos mais do que tiranos implacáveis. E
os cães, levantando para nós o seu nariz húmido, parecem perguntar-nos porquê
tanta estupidez e crueldade.
D.
Gianfranco Ravasi
Presidente do Conselho Pontifício da Cultura
In Avvenire
Trad. / adapt.: rjm
Presidente do Conselho Pontifício da Cultura
In Avvenire
Trad. / adapt.: rjm
terça-feira, 15 de maio de 2012
Obama e Matrimonio Gay... raizes...
Li um artigo “o declive do apreço pela vida humana: chaves
culturais”, que analisa a nossa sociedade, na sua evolução ideológica, nos
últimos tempos, reflectida no modo de viver hoje.
Li uma notícia, onde refere que Obama expressa o seu apoio
ao “casamento gay”. Desta posição, houve reacções positivas ao apoio do
presidente, mas também os bispos, através do presidente da Conferência
Episcopal dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, critica, em comunicado, a
posição assumida pelo presidente do país, Barack Obama. “As declarações de hoje
do Presidente Obama, em favor da redefinição do casamento, são profundamente
tristes”.
No tal artigo, refere as chaves culturais que levaram a
humanidade a ter tão pouco apreço da vida humana: o nominalismo, em que Deus é visto
afastado, uma simples potencia, no fundo desconhecida, que criou o mundo; mas
ao qual não se lhe conhece em sua intimidade. Estende-se o individualismo, como
primeiro efeito, em todos os aspectos da vida social.
A negação da providência, o domínio do homem sobre si mesmo,
onde não há lugar de encontro com Deus, constata-se hoje na sociedade, visível nas
expressões como “eu cá tenho a minha fé” ou “confesso a Deus directamente” ou “…
A teoria de pactos da sociedade, onde a própria vida social
se quer reger por acordos de interesses desde uma perspectiva utilitarista,
perdendo valor para a sociedade.
Outra chave é o evolucionismo, com Darwin, onde se aponta a
uma lei puramente físico-biológica.
Temos de considerar uma última chave, para entender a actual
falta de apreço até da vida humana: uma série de revoluções sexuais que se
estenderam ao longo do século XX: A prática abortiva que nasce na Rússia bolchevique;
a caída do puritanismo como sistema moral; nos anos 20, o feminismo radical e a
reivindicação de um reconhecimento público da homossexualidade que tem em comum
a radical separação da sexualidade, entendida genitalmente, de qualquer
significado de procriação.
Assim se contextualiza a sociedade actual, a posição de
Obama, com os seus problemas e dificuldades.
Perante esta realidade, apresenta-nos diante dos cristãos
uma tarefa imensa: reconstruir uma sociedade na que se descubra de novo a vida
humana como o bem fundamental que partilhamos todos e cujo reconhecimento como
sagrado, como não disponível para os interesses de outros ou da própria
sociedade. Há que experimentar
profundamente a fecundidade do amor, algo muito maior que uma simples
continuidade biológica já que nos introduz numa lógica de sobreabundancia.
É bom reflectir o que nos rodeia, parar e olhar para o que é
essencial. Somos criados para louvar, amar e servir a Deus, nosso Senhor…
terça-feira, 17 de abril de 2012
Frei Carlos e seu tempo da verdade
Hoje, 17 de Abril, faz um mês que me desloquei a Alvaiázere,
ao funeral do Carlos Furtado, amigo dominicano, “mestre do sorriso”.
Com ele, mais ou menos tempo, caminhámos com ele na vida. Eu
caminhei desde 1984, quando o conheci.
De forma, mais próxima, foram vários anos, desde 2002, na
dinamização do Movimento, no seu Sector Juvenil.
Mais do que palavras minhas, num contexto de “emergência
social” e em que os bispos portugueses reunidos em Fátima, apelam à “verdade
política”, eis algumas palavras do Carlos, actualizadíssimas, orientadas para a
juventude.
Escreve..:
«Estamos a viver num mundo em processo de mudança acelerada. Há
realmente, muitas razões acerca das mudanças, que os jovens têm que enfrentar
no seu dia a dia. Enfrentar e analisar a realidade significa abandonar o território
seguro e ir para um lugar desconhecido. Assim, à que criar novas relações com
os outros e com o mundo.
O mundo está transformado num espaço aberto e é neste espaço, que a
juventude deve fazer uma reflexão profunda sobre o tempo real e questionar-se:
será que o mundo se está a transformar na global cidadania da mentira, do medo
e do terror?
Parece que temos muitas razões para dizer que estamos a viver um período
histórico de transição muito importante. […] Uma nova cultura… vive-se uma
concentração exclusiva ao presente e ao instante.
É neste tempo que temos que nos interrogar: quem somos? Onde estamos?
Teremos coragem de enfrentar a realidade ou queremos permanecer na ilusão
das distracções constantes? Lançamo-nos ao mar, ou afundamo-nos
irremediavelmente ao som da orquestra, como os passageiros do Titanic?
Chegou a hora de nos vestirmos de esperança, para ir ao encontro da
verdade e redimirmos o mundo – irmos à verdade de nós próprios.
É a Verdade/Jesus Cristo, que nos revela a beleza e a bondade do mundo
de Deus. Esta Verdade empurra-nos para os outros e coloca-nos em acção.
Maria ensina-nos a conversar sobre o que nos toca mais profundamente. Só
assim tomamos decisões de mudança e nos tornamos apóstolos da Verdade.
É preciso querer crer!
Não é possível querer sem crer!
“- Quereis oferecer-vos a Deus…?
- Sim, queremos”.»
Obrigado, Frei Carlos, pelos teus ensinamentos, que agora
vamos relendo…
domingo, 1 de abril de 2012
Fernando Pessoa
Hoje fui revisitar Fernando Pessoa...
Digo revisitar, pois "tive com ele" no secundário e na universidade.
Agora, foi na Fundação Calouste Gulbenkian.
Estive não só com Fernando Pessoa, mas também com Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Bernardo Soares...
Deixo algumas pinceladas d'o poeta que é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.
Entre muitos traços que podia referir, fixei-me em alguns.
Numa sociedade onde deparamos cada vez mais com a ausência de Deus, de Jesus Cristo, no concreto de cada dia, eis o que pode acontecer para o pagão cada coisa tem o seu génio ou ninfa, cada coisas é uma ninfa cativa ou uma dríade apanhada pelo olhar; por isso cada objeto tem para ele uma espantosa realidade imediata, e com cada coisa ele está em convívio quando a vê, e em amizade, quando lhe toca.
O homem que vê em cada objeto uma outra coisa qualquer, que não seja isto, não pode ver, amar ou sentir esse objeto...
Pertenço a uma geração - suponho que essa geração seja mais pessoas que eu - que perdeu por igual a fé nos deuses das religiões antigas e a fé nos deuses das irreligiões modernas.
Uma religião individual impera com esta frase típica: "eu cá tenho a minha fé"... Será!?
A fé nunca se vive individualmente, mas sempre em relação.
Foi uma final de manhã bem passado, e que vos convido a visitarem... Vale a pena!
Digo revisitar, pois "tive com ele" no secundário e na universidade.
Agora, foi na Fundação Calouste Gulbenkian.
Estive não só com Fernando Pessoa, mas também com Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Bernardo Soares...
Deixo algumas pinceladas d'o poeta que é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.
Entre muitos traços que podia referir, fixei-me em alguns.
Numa sociedade onde deparamos cada vez mais com a ausência de Deus, de Jesus Cristo, no concreto de cada dia, eis o que pode acontecer para o pagão cada coisa tem o seu génio ou ninfa, cada coisas é uma ninfa cativa ou uma dríade apanhada pelo olhar; por isso cada objeto tem para ele uma espantosa realidade imediata, e com cada coisa ele está em convívio quando a vê, e em amizade, quando lhe toca.
O homem que vê em cada objeto uma outra coisa qualquer, que não seja isto, não pode ver, amar ou sentir esse objeto...
Pertenço a uma geração - suponho que essa geração seja mais pessoas que eu - que perdeu por igual a fé nos deuses das religiões antigas e a fé nos deuses das irreligiões modernas.
Uma religião individual impera com esta frase típica: "eu cá tenho a minha fé"... Será!?
A fé nunca se vive individualmente, mas sempre em relação.
Foi uma final de manhã bem passado, e que vos convido a visitarem... Vale a pena!
sexta-feira, 30 de março de 2012
Saudades...
Estamos já em início de fim de semana.
Mais uma semana da nossa vida passou, sem darmos por ela.
É bom recomeçar cada manhã que nasce.
Olhar cada manhã com olhos novos, vendo novidade nas mesmas coisas diárias.
É um desafio.
Não podemos tirar as lembranças de alguém muito querido, que fazia / faz parte na nossa vida.
Frei Carlos esteve/está presente. Ele está presente mais do que nunca.
Na Terça feira, ele esteve presente na oração mensal, que decorreu em Vale Travesso (Ourém).
Lá rezamos um salmo que transcrevo um pedaço:
"Leva-me, Senhor, mais dentro
mais dentro de ti, do teu coração...
Mais dentro do que está oculto e não se vê,
mais dentro dos gestos simples e generosos,
mais dentro da vida vivida por amor,
mais dentro do que sou,
mais dentro do abraço que acolhe.
Leva-me Senhor, contigo...
Leva-me Senhor mais longe..."
Saudades...
Mais uma semana da nossa vida passou, sem darmos por ela.
É bom recomeçar cada manhã que nasce.
Olhar cada manhã com olhos novos, vendo novidade nas mesmas coisas diárias.
É um desafio.
Não podemos tirar as lembranças de alguém muito querido, que fazia / faz parte na nossa vida.
Frei Carlos esteve/está presente. Ele está presente mais do que nunca.
Na Terça feira, ele esteve presente na oração mensal, que decorreu em Vale Travesso (Ourém).
Lá rezamos um salmo que transcrevo um pedaço:
"Leva-me, Senhor, mais dentro
mais dentro de ti, do teu coração...
Mais dentro do que está oculto e não se vê,
mais dentro dos gestos simples e generosos,
mais dentro da vida vivida por amor,
mais dentro do que sou,
mais dentro do abraço que acolhe.
Leva-me Senhor, contigo...
Leva-me Senhor mais longe..."
Saudades...
quarta-feira, 7 de março de 2012
Um Deus frágil
Olhar para um Deus frágil, por humano ser.
Escreveu um dia Juan Arias: “É difícil de entender para muitos o meu Deus frágil, o meu Deus que chora, o meu Deus que não se defende. É difícil o meu Deus frágil, amigo da vida, o meu Deus que sofreu as mordeduras de todas as tentações, o meu Deus que suou sangue antes de aceitar a vontade do seu Pai. É difícil este Deus, este meu Deus frágil, para os que acreditam que só se triunfa vencendo, para os que acreditam que só se defende matando, para os que a salvação é sinónimo de esforço e não dom... É difícil o meu Deus frágil para os que ainda sonham com um Deus que não se pareça com os homens”.
Ouvi que também a nossa fé é um dom frágil, porque condicionada pelo humano que somos, com todas as condicionantes daí provenientes.
Este Deus, na sua condição humana, é frágil.
Nós somos frágeis, mas podemos ser felizes em Deus de Jesus Cristo.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
L' 8 dicembre, Fatima e i segni della Storia
Dall'addio dei sovietici a Vienna alla bandiera europea
e alla fine dell'Urss: una serie di enigmatiche coincidenze
Anche il Corriere ha ricordato, con una pagina intera, i vent'anni da quanto successe in una dacia a Viskuli, nella foresta di Pushcha, in Bielorussia. I primi presidenti eletti democraticamente dalle tre repubbliche slave dell'Urss - Russia, Ucraina, Bielorussia - firmarono il documento che sanciva «la cessazione dell'Unione Sovietica in quanto entità statale» e lo smembramento del primo Stato comunista della storia. Una decisione imprevista, non soltanto dai soliti «esperti», ma anche dagli stessi protagonisti dell'incontro. Ciò che si voleva non era la fine dell'Urss ma un patto federale rinnovato. E invece, pochi giorni dopo, la notte di Natale, la bandiera rossa con la falce e martello era ammainata per sempre dalla cupola più alta del Cremlino e al suo posto risaliva il tricolore dell'impero di Pietro il Grande. La firma del russo Eltsin, dell'ucraino Kravchuk e del bielorusso Shushkevic sul documento in cui la seconda potenza mondiale decideva di suicidarsi fu apposta l'8 dicembre del 1991. Era il giorno della ricorrenza liturgica dell'Immacolata Concezione.
Come impedire ai credenti di pensare alle parole della Signora di Fatima, parole pronunciate nel 1917, in perfetta coincidenza con la presa del potere da parte di Lenin? «La Russia spanderà i suoi errori nel mondo, provocando guerre e persecuzioni contro la Chiesa. I buoni saranno martirizzati, il Santo Padre avrà molto da soffrire, intere nazioni saranno annientate». Ma, aveva concluso l'Apparizione davanti ai tre bambini che ignoravano persino la parola Russia, «ma alla fine il mio Cuore Immacolato trionferà». La fine annunciata nel 1917 dall'Immacolata giungeva, non solo nel «suo» giorno, ma alla vigilia dei 70 anni dalla fondazione ufficiale dell'Urss. Qui i credenti potevano pensare al Salmo 90: «Settanta sono gli anni dell'uomo...». E settanta pure la massima durata delle opere dell'uomo, se fondate sulla persecuzione di ogni religione. E che dire del simbolismo, sin troppo esplicito, di quella bandiera del primo Stato ufficialmente ateo della storia ammainata dal Cremlino, davanti alle televisioni del mondo, nel giorno in cui il calendario gregoriano, seguito dalla maggioranza dei cristiani, celebra la nascita di Cristo?
Vittorio Messor
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