segunda-feira, 4 de junho de 2018

Educar um filho...



No dia da criança, participei num evento onde se falava sobre o lugar das crianças, doentes e idosos na sociedade. Estou com um filho de quase 18 meses e o que ouvi, levou-me a reflectir alguns tópicos na educação do meu filho e o que estou com minha esposa a fazer bem… Sim.. a fazer bem.

Dentro da escuta ativa, dois elementos preponderantes estamos a dar ao nosso filho, com algumas/muitas dificuldades, principalmente da parte da mãe: Tempo… tempo de brincar, de estar, de aprender, de dialogar, de passear… e Amor… amando-o tal como ele é, pois ele é o protagonista, e nós somos simplesmente um instrumento para que ele cresça no amor, na graça e estatura. Este é a educação… pois etimologicamente, educar é “conduzir para fora”, é orientar para a sociedade, para a superação das dificuldades desde o andar, comer, mastigar, falar, aprender, compreender…
Como um participante do colóquio referiu, colocando a regra dos três “Cês”, Calma, Consistência, Coerência e acrescento, dentro do mar do amor.

No regresso a casa, ao ao ouvir Rui de Carvalho, de como ele e a esposa educaram seus filhos, foi um pouco o replay do que tinha acabado de ouvir: Tempo e Amor.

É bom o tempo que estou a viver, como pai, em família..

Um aparte, no mesmo colóquio, focou-se que temos uma escola , que é o espelho da sociedade em que vivemos: onde a aparência reina, onde a mudança é dificultada, onde se abafa a criatividade da criança que aprende… 
E refleti, é necessário mudar, mas como? Começando com aqueles e aquilo que nos rodeia, na escola onde estão os nossos filhos, participando mais na educação que a escola dá...

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Caminho... ser peregrino sempre


Esta consciência de estarmos sempre em caminho é elemento intrínseco do nosso estar no mundo. De facto, somos seres imperfeitos à procura da perfeição que a encontramos em Deus.

Numa entrevista, P. Adolfo Nicolás, superior geral da Companhia de Jesus, recentemente nomeado, sublinha esta ideia do caminho. Coloca nesta visão do mundo, um dos maiores desafios de hoje do ser cristão.
A partir da expressão de Jesus, «Eu sou o caminho, a verdade e a vida», P. Adolfo sublinha que as religiões asiáticas são religiões ou espiritualidades do Caminho: xintoísmo, confucionismo, budismo, kendo, aikido, etc; a Europa e EUA preocupam-se com a Verdade; A África e a América Latina são vida e mantém vivos os valores (amizade, familia, crianças, etc) de que noutras partes do mundo se esquecem.
Continuando a seguir a entrevista, P. Adolfo refere que Sto Inácio interessa-se mais pelo Caminho, isto é, em como crescer e ser transformado em Cristo, do que por outras coisas. O desafio para os cristãos - continua -, é que precisamos de todos, de todas as sensibilidades de todos os continentes, para atingirmos a plenitude de Cristo, que também é a plenitude da nossa humanidade.
Temos um caminho a percorrer, conscientes que o alcançaremos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cristo das Trincheiras no Santuário de Fátima


Considerada uma das peças emblemáticas da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, o “Cristo das Trincheiras”, propriedade da Liga dos Combatentes, integrará a próxima exposição temporária do Santuário de Fátima.
A inaugurar às 14:30 de 29 de novembro, no Convivium de Santo Agostinho, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, a exposição intitular-se-á “Neste vale de Lágrimas” e terá como dois principais propósitos a evocação da aparição de agosto de 1917 e o período da Primeira Grande Guerra Mundial.

E a propósito deste facto, lembramos a primeira vez que a referida imagem esteve no Santuário de Fátima e sua história nos campos de batalha...

A imagem do Cristo crucificado estava numa intersecção de estradas, no sector português da Flandres, entre as localidades de Lacouture e Neuve-Chapelle. A figura era uma companhia diária dos soldados portugueses e, tal como eles, sofreu duramente com a ofensiva alemã de 9 de Abril de 1918, que ficou conhecida como a Batalha de la Lys. No final dos bombardeamentos, a imagem perdera uma das mãos, parte das pernas, ambos os pés e tivera o peito atravessado por uma bela. Neuve-Chapelle tinha sido quase varrida do mapa, os mortos portugueses ascendiam a mais de 7500, mas o Cristo, ainda que mutilado, continuava no seu lugar.

A imagem estava tão entranhada nas memórias dos soldados que viveram esse dia que, em 1958, o Governo Português pediu ao Governo Francês que deixasse o Cristo vir para Portugal. A imagem, que permanecera no mesmo local, nos 40 anos que se tinham passado desde o final da guerra, foi então transportada de avião para Lisboa a 4 de Abril de 1958 e, quatro dias depois, de carro para a Batalha.

Foi neste percurso, que a imagem passou pelo Santuário de Fátima, onde esteve algumas horas. Acompanharam os ilustres visitantes o Subsecretário da Aeronáutica, Tenente-coronel Kaulza de Arriaga, General Costa de Macedo, o Brigadeiro Delgado, e Major Tamagnini Barbosa, com membros da comitiva e parlamentares que da França se deslocaram a Portugal, onde se detacava o Subsecretário do Ar da República Francesa, Sr. Luís Christiaens. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Papas e Fátima... século XX

A propósito da beatificação de Paulo VI e a sua relação próxima com o Santuário de Fátima, com a Mensagem de Fátima, levou-se à passagem da terceira Parte do Segredo de Fátima:
 
J. M. J.
A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria – Fátima.
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
[…]
…um Bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre” […]; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas.”

         Com o eco “Penitência! Penitência! Penitência” que percorre toda a terceira parte, surge o excerto, acima transcrito, a fazer referência ao Santo Padre, amor predilecto da pequena Jacinta, uma das videntes de Fátima.

Percorrendo o olhar pelo século 20, deparamos com a beatificação e canonização de três papas, todos eles próximos de Fátima: além de Paulo VI, temos João XXIII e João Paulo II. Já Pio XII, já foi considerado venerável pelo Papa Bento XVI, em 2009.

Razão tinha os pequenos videntes para rezarmos pelo Santo Padre, que muito sofre. O Século 20 foi um século de muito sofrimento com as duas guerras mundiais a destacarem, além das ideologias, onde Deus foi colocado de lado, como o existencialismo, o ateísmo…

         Neste último domingo, ocorreu a beatificação de Paulo VI, dia 19 de Outubro e por coincidência, dia de aniversário do Reitor do Santuário de Fátima, Pe. Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas.

É a Igreja militante que caminha, peregrina até à "cidade celeste", como menciona o Apocalipse.


Tantos aspectos a reflectir…

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O crucifixo não ofende ninguém, mas inquieta...

Nestes últimos tempos, pela Europa, principalmente, temos assistido a movimentos contra manifestações religiosas, principalmente contra o Cristianismo.
Surgiu, nos vários artigos desta temática uma palavra que expressa bem o tempo em que vivemos: CRISTOFOBIA. Porquê?
Será que Cristo mete medo ou temos medo de nos comprometer em Cristo? É que Cristo incomoda. Vemos isso nas acções deste Papa Francisco. É frontal, mas também carinhoso para com os pecadores. Tal como Cristo o foi.
Nesta manhã, estes pensamentos apareceram, pois deparei com uma referência de um movimento contra a presença de crucifixos nos hospitais. Uma extensão da acção para a eliminação da presença do crucificado em lugares públicos, pois dizem é um atentado contra a liberdade de expressão...
Eis o documento:

Cristo molesta. Su imagen en la cruz puede causar infecciones, graves enfermedades, serios problemas de salud. Eso dice Compromís, una coalición formada por nacionalistas y comunistas que exige la retirada de los crucifijos de las habitaciones de los hospitales y si tú y yo no lo evitamos, va a presentar una moción en las Cortes valencianas para borrar la Cruz del espacio público. 
Pide al director del hospital donde se ha iniciado esta campaña, en Castellón, que no ceda a esta nueva ofensiva contra los símbolos religiosos de la mayoría.
Sabes que si lo consiguen, después de Castellón vendrá Valencia, y luego Barcelona, y luego Madrid... y el resto de España.
Dice el partido que encabeza esta campaña contra los creyentes (y cuenta con representación en el Congreso de los Diputados) que los enfermos de los hospitales no deben ver "un cuerpo semidesnudo, famélico y lleno de heridas clavado en una cruz".
Ningún paciente se ha quejado por la presencia de crucifijos en las habitaciones. Tampoco lo han hecho los médicos, ni las enfermeras, ni nadie. Solo ese grupo político que quiere acabar con los símbolos religiosos de la mayoría pasando por encima de la voluntad de esa misma mayoría.
Para este grupo de nombre tan inadecuado, Compromís (Compromiso), la simple presencia del crucifijo es ofensiva y con su propuesta de barrer todos los símbolos religiosos buscan fustigar a los creyentes, expulsarnos de la vida pública. Porque para construir el mundo que pretenden imponernos, la imagen de Cristo es un obstáculo insalvable y necesitan derribarla a cualquier precio.
Compromís va a presentar una moción en las Cortes Valencianas por la retirada de los crucifijos del Hospital Provincial de Castellón. Y continuarán persiguiendo cualquier manifestación de religiosidad hasta arrinconarla definitivamente. Depende de ti y de mi, de todos nosotros, plantarles cara y defender nuestras creencias.

Segue a hipotética carta para o director do hospital: 
Dr. Rafael Arce, director gerente:

He sabido que, desde determinados sectores, se está exigiendo la retirada de los crucifijos que hay en las habitaciones del Hospital Provincial de Castellón que usted dirige por considerar que resultan ofensivos y que atentan contra la aconfesionalidad del Estado.

Con todo respeto, le pido que no ceda al chantaje del laicismo intolerante que pretende expulsar del espacio hospitalario un símbolo no sólo profundamente venerado y respetado por los creyentes, en el que, además, muchos encuentran consuelo en la enfermedad, sino un elemento indiscutible de nuestra identidad cultural cristiana.

Tengo la seguridad de que sabrá usted hacer frente a esta pretensión intolerante. Si es así, le doy las gracias anticipadas por defender la razón frente a la intransigencia.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Liderança...

Liderança Inaciana, segundo Adolfo Nicolás, sj, Padre geral da Companhia de Jesus.
Passou por Portugal e em Coimbra, onde não deixei de ir.

Na sua intervenção, começou por apresentar três características da Liderança, de ser líder: ser Espiritual (partir do coração, do interior), ser Sábio (capacidade de discernir) e ser Prático (ao serviço de uma missão concreta).

Mais alguns tópicos...

Uma condição si ne qua non para ser líder: é aquele que vê o futuro.

O líder não pode funcionar só - only/lonely in the top. Lider tem de ser com e em equipa. Expressa melhor em verbos activos que em substantivos. (um olhar sobre os escritos paulinos, onde temos mais de 800 verbos... que indicam acção.

Procurar dar poder aos outros, principalmente através da formação. Haver programas de formação para capacitar um serviço melhor para o mundo, comunidade... As comunidades funcionam bem em liberdade, sendo este aspecto um ponto débil para qualquer instituição. Quanto mais respeito a liberdade do outro, maior é a qualidade, criatividade e responsabilidade. Grupo que não é livre, dificilmente é criativo.

O líder deve ter claridade nos valores que quer propor. Ter um Know how. Supõe-se que o líder estuda, ter uma visão de futuro, saber com quem trabalha, construir boas relações, crescendo através de interacção. Tem de ser credível.

O líder deve ter cinco qualidades para ser um bom líder: Focado (sabe o que quer); Flexível; Fast (actua com rapidez, mas não precipitado, pois as decisões têm de ser maduras); Friendly (amigável); e Fun (divertido). Fun, pois o líder tem de ter capacidade de saber rir-se de si próprio. O sentido de humor, humaniza.
"As pessoas que não têm sentido de humor, não tem alma"
Um sexta característica, Funcional, isto é, o líder tem de ter capacidade de colocar em prática o que aprendeu.

Sintetizando, algumas funções fundamentais do líder: pensar e discernir, e para isso necessita de tempo; animar e inspirar.

Mais algumas ideias...
A educação é o aspecto mais importante do mundo, e passa não só pelas crianças, jovens... mas também pais, políticos, professores.
O lider que não sabe relacionar seu coração com a realidade, não é bom líder. Deve relacionar-se com todo o seu ser.
A criatividade é um elemento importante, "capaz de acompanhar, buscando...
"Deve questionar-se e a pergunta já contém metade da resposta. Uma boa pergunta faz pensar, obriga a pensar.

E agora?


terça-feira, 27 de maio de 2014

Bibliografia mariana

"O próprio caminho humano, na história do Ocidente, tomou múltiplas vezes, [...] como guia a Mãe de Deus, assumida como estrela do caminho quer do peregrino, quer de romeiro, quer do viajante."(in Caminhos Marianos)

Ser peregrino é um estado de alma. Faz parte do ser humano. É intrínseco na natureza humana, por sentirmos, no fundo, que não somos de cá.

É neste contexto que surge esta monografia, Caminhos Marianos, que é um roteiro pelos locais de culto a Maria, em Portugal. Serve de auxílio neste caminhar, neste ser peregrino.

São quinze roteiros, de norte a sul, propostos: entre Caminha e Lousada, entre Matosinhos e Oliveira de Azeméis, entre Montalegre e Miranda do Douro, [...] entre Leiria e a Lourinhã, Lisboa e Mafra, Alcochete e Almada, Aljezur e Lagoa, Castro Marim e Loulé...

Um bom auxílio, para quem se propõe fazer caminhos marianos...

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Alegria

Hoje ao começar o dia, surgiu-me o tema da alegria...
Perante a vida, por vezes, cheia de dificuldades, será que a alegria permanece?
Transcrevo o texto, baseado no Evangelho de João 15, 9-11.

O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1,28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf Lc 1,41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1,47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3,29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo» (Lc 10,21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria» (Jo 16,20). E insiste: «Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16,22). Depois, ao verem-No ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20,20). […] Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria? […] 

Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, apesar de tudo, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade […]. Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. [...] Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 17.21-23.26).


Boa leitura!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A Consagração... na Biblioteca do SF

Neste tempo de peregrinação – a Peregrinação Aniversaria de Maio -, chegou à Biblioteca do Santuário de Fátima, um novo livro, A Consagração como dedicação na Mensagem de Fátima.

Fala da Consagração, pretendendo-se neste livro “alargar o horizonte e não restringir a temática, o pedido que Nossa Senhora fez aos Pastorinhos apenas à consagração ao seu Imaculado Coração.
Consagrar, etimologicamente significa “tornar sagrado junto de”, no fundo “ser como Deus”, “tornar-me divino”, “dedicar-me a”. Tomando a palavra de um dos seus autores, “a consagração é propriamente o ato de tornar sagrado uma coisa ou uma pessoa, isto é, introduzi-la numa ordem à parte, afetá-la de uma caráter que a subtrai às apreciações e ao uso comum.(Joseph De Finance, p.85).

De facto, as palavras Consagração e dedicação relacionam-se.

O livro é uma recolha, pequena antologia de dez contributos sobre este tema, dos quais, o texto, A consagração em Israel e do novo Israel segundo a tradição bíblica, de José Carlos Carvalho, que também é o coordenador da edição, é inédito. Os outros textos têm como autores, Karl Rahner, Stefano De Fiores, J. Jost, João Duque entre outros.

A consagração no povo de Israel, nas Congregações Marianas, de cada um de nós, do mundo, de Portugal, perpassando pelo papel do Imaculado Coração de Maria são algumas temáticas, que estes autores nos vão ajudar aprofundar.


Desejo-vos uma boa leitura.

sábado, 18 de maio de 2013

Povo: Incertos, mas modernos

Povo: Incertos, mas modernos: RR on-line 17-05-2013 19:52 Raquel Abecasis Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro. A contabilidade da votação do pr...

RR on-line 17-05-2013 19:52
Raquel Abecasis

Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro.
A contabilidade da votação do projecto lei que abre a porta à co-adopção por casais homossexuais diz tudo sobre a ligeireza e falta de convicção com que passos como este são dados pelos nossos responsáveis políticos.
A lei passou com 99 votos a favor e 94 contra, à votação faltaram 27 deputados, 17 dos quais do PSD. 
Feitas as contas a realidade é esta: o Bloco de Esquerda tem um projecto claro de sociedade que não esconde querer impor ao país; uma parte cada vez maior do Partido Socialista partilha este projecto, mas quer colocá-lo no terreno com pequenos passos para não causar perturbações; todos os outros deixaram de ter convicções ou ideias e estão disponíveis a tudo, incluindo a faltar a uma votação tão importante para o nosso futuro, para não serem apontados como retrógrados. 
Dir-se-á que a culpa é da qualidade dos políticos que temos, mas realmente a culpa é de todos os que, sabendo que estamos a trilhar um caminho errado, preferem não se envolver em discussões incómodas com medo das consequências e assim se vão perdendo as certezas e as convicções.
Com o silêncio e a conivência de muitos milhares estamos a destruir os pilares de uma sociedade que, com todos os defeitos e qualidades, tem cumprido o objectivo de formar homens e mulheres equilibrados e livres, por uma outra que inverte todas as regras para justificar as opções de vida de alguns.
Acho que os nossos filhos não nos agradecerão no futuro.