"Yπάρχουν μέρες που είναι δύσκολο να περπατάς μόνος με τον Θεό!"
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Ser positivo
O ser e o parecer na sociedade actual, predomina a segunda faceta mais do que a primeira. É uma constatação real em todos os espaços que percorro.
Este facto é tão importante, que interfere no olhar do outro como ser diferente, com suas características, qualidades e defeitos. Interfere se queremos ver o lado positivo do outro, da realidade que nos circunda. Vivemos em estado dicotómico entre o positivo e o negativo do olhar.
Viver o lado positivo da vida, é ver o essencial, é procurar crescer.
É, numa relação, colocar em relevo somente o lado positivo de uns e outros, crescer a estima, aumentar a confiança e prevalecer o amor recíproco.
Ressaltar o positivo do outro é um estado que se cria, com treino no olhar.
Vivemos constantemente na crítica, no procurar o lado errado da vida no outro, sempre apontar o que se fez mal e NUNCA se olha para o que se fez bem. Assim estamos a treinar para o defeito e não para a virtude; para o negativo e não para o positivo.
Vivemos em contrastes constantes, onde predomina o lado negativo da vida.
Procuremos inverter e ver o POSITIVO que existe, pois esse olhar é que nos conduz para o que é essencial da vida, relembrando o Princepezinho...
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Educar um filho...
Dentro da escuta ativa, dois elementos preponderantes
estamos a dar ao nosso filho, com algumas/muitas dificuldades, principalmente
da parte da mãe: Tempo… tempo de brincar, de estar, de aprender, de dialogar,
de passear… e Amor… amando-o tal como ele é, pois ele é o protagonista, e nós
somos simplesmente um instrumento para que ele cresça no amor, na graça e
estatura. Este é a educação… pois etimologicamente, educar é “conduzir para
fora”, é orientar para a sociedade, para a superação das dificuldades desde o
andar, comer, mastigar, falar, aprender, compreender…
Como um participante do colóquio referiu, colocando a regra
dos três “Cês”, Calma, Consistência, Coerência e acrescento, dentro do mar do
amor.
No regresso a casa, ao ao ouvir Rui de Carvalho, de como ele e a esposa educaram seus filhos, foi um pouco o replay do que tinha acabado de ouvir: Tempo e Amor.
É bom o tempo que estou a viver, como pai, em família..
Um aparte, no mesmo colóquio, focou-se que temos uma escola
, que é o espelho da sociedade em que vivemos: onde a aparência reina, onde a
mudança é dificultada, onde se abafa a criatividade da criança que aprende…
E refleti, é necessário mudar, mas como? Começando com aqueles e aquilo que nos rodeia, na escola onde estão os nossos filhos, participando mais na educação que a escola dá...
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Caminho... ser peregrino sempre
Esta consciência de estarmos sempre em caminho é elemento intrínseco do nosso estar no mundo. De facto, somos seres imperfeitos à procura da perfeição que a encontramos em Deus.
Numa entrevista, P. Adolfo Nicolás, superior geral da Companhia de Jesus, recentemente nomeado, sublinha esta ideia do caminho. Coloca nesta visão do mundo, um dos maiores desafios de hoje do ser cristão.
A partir da expressão de Jesus, «Eu sou o caminho, a verdade e a vida», P. Adolfo sublinha que as religiões asiáticas são religiões ou espiritualidades do Caminho: xintoísmo, confucionismo, budismo, kendo, aikido, etc; a Europa e EUA preocupam-se com a Verdade; A África e a América Latina são vida e mantém vivos os valores (amizade, familia, crianças, etc) de que noutras partes do mundo se esquecem.
Continuando a seguir a entrevista, P. Adolfo refere que Sto Inácio interessa-se mais pelo Caminho, isto é, em como crescer e ser transformado em Cristo, do que por outras coisas. O desafio para os cristãos - continua -, é que precisamos de todos, de todas as sensibilidades de todos os continentes, para atingirmos a plenitude de Cristo, que também é a plenitude da nossa humanidade.
Temos um caminho a percorrer, conscientes que o alcançaremos.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Cristo das Trincheiras no Santuário de Fátima
Considerada uma das peças emblemáticas da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, o “Cristo das Trincheiras”, propriedade da Liga dos Combatentes, integrará a próxima exposição temporária do Santuário de Fátima.
A inaugurar às 14:30 de 29 de novembro, no Convivium de Santo Agostinho, na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, a exposição intitular-se-á “Neste vale de Lágrimas” e terá como dois principais propósitos a evocação da aparição de agosto de 1917 e o período da Primeira Grande Guerra Mundial.
E a propósito deste facto, lembramos a primeira vez que a referida imagem esteve no Santuário de Fátima e sua história nos campos de batalha...
A imagem do Cristo crucificado estava numa intersecção de estradas, no
sector português da Flandres, entre as localidades de Lacouture e
Neuve-Chapelle. A figura era uma companhia diária dos soldados portugueses e,
tal como eles, sofreu duramente com a ofensiva alemã de 9 de Abril de 1918, que
ficou conhecida como a Batalha de la
Lys. No final dos bombardeamentos, a imagem perdera uma das
mãos, parte das pernas, ambos os pés e tivera o peito atravessado por uma bela.
Neuve-Chapelle tinha sido quase varrida do mapa, os mortos portugueses
ascendiam a mais de 7500, mas o Cristo, ainda que mutilado, continuava no seu
lugar.
A imagem estava tão entranhada nas memórias dos soldados que viveram
esse dia que, em 1958, o Governo Português pediu ao Governo Francês que
deixasse o Cristo vir para Portugal. A imagem, que permanecera no mesmo local,
nos 40 anos que se tinham passado desde o final da guerra, foi então
transportada de avião para Lisboa a 4 de Abril de 1958 e, quatro dias depois,
de carro para a Batalha.
Foi neste percurso, que a imagem passou pelo Santuário de Fátima, onde
esteve algumas horas. Acompanharam os ilustres visitantes o Subsecretário da
Aeronáutica, Tenente-coronel Kaulza de Arriaga, General Costa de Macedo, o
Brigadeiro Delgado, e Major Tamagnini Barbosa, com membros da comitiva e
parlamentares que da França se deslocaram a Portugal, onde se detacava o
Subsecretário do Ar da República Francesa, Sr. Luís Christiaens.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Papas e Fátima... século XX
A propósito da beatificação
de Paulo VI e a sua relação próxima com o Santuário de Fátima, com a Mensagem de
Fátima, levou-se à passagem da terceira Parte do Segredo de Fátima:
“J. M. J.
A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria – Fátima.
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria – Fátima.
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
[…]
…um Bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que
era o Santo Padre” […]; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou
uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante,
acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava
pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande
Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas.”
Percorrendo o olhar pelo século
20, deparamos com a beatificação e canonização de três papas, todos eles próximos
de Fátima: além de Paulo VI, temos João XXIII e João Paulo II. Já Pio XII, já
foi considerado venerável pelo Papa Bento XVI, em 2009.
Razão tinha os pequenos
videntes para rezarmos pelo Santo Padre, que muito sofre. O Século 20 foi um século
de muito sofrimento com as duas guerras mundiais a destacarem, além das
ideologias, onde Deus foi colocado de lado, como o existencialismo, o ateísmo…
É a Igreja militante que
caminha, peregrina até à "cidade celeste", como menciona o Apocalipse.
Tantos aspectos a reflectir…
sexta-feira, 13 de junho de 2014
O crucifixo não ofende ninguém, mas inquieta...
Nestes últimos tempos, pela Europa, principalmente, temos assistido a movimentos contra manifestações religiosas, principalmente contra o Cristianismo.
Surgiu, nos vários artigos desta temática uma palavra que expressa bem o tempo em que vivemos: CRISTOFOBIA. Porquê?
Será que Cristo mete medo ou temos medo de nos comprometer em Cristo? É que Cristo incomoda. Vemos isso nas acções deste Papa Francisco. É frontal, mas também carinhoso para com os pecadores. Tal como Cristo o foi.
Nesta manhã, estes pensamentos apareceram, pois deparei com uma referência de um movimento contra a presença de crucifixos nos hospitais. Uma extensão da acção para a eliminação da presença do crucificado em lugares públicos, pois dizem é um atentado contra a liberdade de expressão...
Eis o documento:
Surgiu, nos vários artigos desta temática uma palavra que expressa bem o tempo em que vivemos: CRISTOFOBIA. Porquê?
Será que Cristo mete medo ou temos medo de nos comprometer em Cristo? É que Cristo incomoda. Vemos isso nas acções deste Papa Francisco. É frontal, mas também carinhoso para com os pecadores. Tal como Cristo o foi.
Nesta manhã, estes pensamentos apareceram, pois deparei com uma referência de um movimento contra a presença de crucifixos nos hospitais. Uma extensão da acção para a eliminação da presença do crucificado em lugares públicos, pois dizem é um atentado contra a liberdade de expressão...
Eis o documento:
Cristo molesta. Su imagen en la cruz puede causar infecciones, graves enfermedades, serios problemas de salud. Eso dice Compromís, una coalición formada por nacionalistas y comunistas que exige la retirada de los crucifijos de las habitaciones de los hospitales y si tú y yo no lo evitamos, va a presentar una moción en las Cortes valencianas para borrar la Cruz del espacio público.
Pide al director del hospital donde se ha iniciado esta campaña, en Castellón, que no ceda a esta nueva ofensiva contra los símbolos religiosos de la mayoría.
Sabes que si lo consiguen, después de Castellón vendrá Valencia, y luego Barcelona, y luego Madrid... y el resto de España.
Dice el partido que encabeza esta campaña contra los creyentes (y cuenta con representación en el Congreso de los Diputados) que los enfermos de los hospitales no deben ver "un cuerpo semidesnudo, famélico y lleno de heridas clavado en una cruz".
Ningún paciente se ha quejado por la presencia de crucifijos en las habitaciones. Tampoco lo han hecho los médicos, ni las enfermeras, ni nadie. Solo ese grupo político que quiere acabar con los símbolos religiosos de la mayoría pasando por encima de la voluntad de esa misma mayoría.
Para este grupo de nombre tan inadecuado, Compromís (Compromiso), la simple presencia del crucifijo es ofensiva y con su propuesta de barrer todos los símbolos religiosos buscan fustigar a los creyentes, expulsarnos de la vida pública. Porque para construir el mundo que pretenden imponernos, la imagen de Cristo es un obstáculo insalvable y necesitan derribarla a cualquier precio.
Compromís va a presentar una moción en las Cortes Valencianas por la retirada de los crucifijos del Hospital Provincial de Castellón. Y continuarán persiguiendo cualquier manifestación de religiosidad hasta arrinconarla definitivamente. Depende de ti y de mi, de todos nosotros, plantarles cara y defender nuestras creencias.
Segue a hipotética carta para o director do hospital:
Dr. Rafael Arce, director gerente:
He sabido que, desde determinados sectores, se está exigiendo la retirada de los crucifijos que hay en las habitaciones del Hospital Provincial de Castellón que usted dirige por considerar que resultan ofensivos y que atentan contra la aconfesionalidad del Estado.
Con todo respeto, le pido que no ceda al chantaje del laicismo intolerante que pretende expulsar del espacio hospitalario un símbolo no sólo profundamente venerado y respetado por los creyentes, en el que, además, muchos encuentran consuelo en la enfermedad, sino un elemento indiscutible de nuestra identidad cultural cristiana.
Tengo la seguridad de que sabrá usted hacer frente a esta pretensión intolerante. Si es así, le doy las gracias anticipadas por defender la razón frente a la intransigencia.
He sabido que, desde determinados sectores, se está exigiendo la retirada de los crucifijos que hay en las habitaciones del Hospital Provincial de Castellón que usted dirige por considerar que resultan ofensivos y que atentan contra la aconfesionalidad del Estado.
Con todo respeto, le pido que no ceda al chantaje del laicismo intolerante que pretende expulsar del espacio hospitalario un símbolo no sólo profundamente venerado y respetado por los creyentes, en el que, además, muchos encuentran consuelo en la enfermedad, sino un elemento indiscutible de nuestra identidad cultural cristiana.
Tengo la seguridad de que sabrá usted hacer frente a esta pretensión intolerante. Si es así, le doy las gracias anticipadas por defender la razón frente a la intransigencia.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Liderança...
Liderança Inaciana, segundo Adolfo Nicolás, sj, Padre geral da Companhia de Jesus.
Passou por Portugal e em Coimbra, onde não deixei de ir.
Na sua intervenção, começou por apresentar três características da Liderança, de ser líder: ser Espiritual (partir do coração, do interior), ser Sábio (capacidade de discernir) e ser Prático (ao serviço de uma missão concreta).
Mais alguns tópicos...
Uma condição si ne qua non para ser líder: é aquele que vê o futuro.
O líder não pode funcionar só - only/lonely in the top. Lider tem de ser com e em equipa. Expressa melhor em verbos activos que em substantivos. (um olhar sobre os escritos paulinos, onde temos mais de 800 verbos... que indicam acção.
Procurar dar poder aos outros, principalmente através da formação. Haver programas de formação para capacitar um serviço melhor para o mundo, comunidade... As comunidades funcionam bem em liberdade, sendo este aspecto um ponto débil para qualquer instituição. Quanto mais respeito a liberdade do outro, maior é a qualidade, criatividade e responsabilidade. Grupo que não é livre, dificilmente é criativo.
O líder deve ter claridade nos valores que quer propor. Ter um Know how. Supõe-se que o líder estuda, ter uma visão de futuro, saber com quem trabalha, construir boas relações, crescendo através de interacção. Tem de ser credível.
O líder deve ter cinco qualidades para ser um bom líder: Focado (sabe o que quer); Flexível; Fast (actua com rapidez, mas não precipitado, pois as decisões têm de ser maduras); Friendly (amigável); e Fun (divertido). Fun, pois o líder tem de ter capacidade de saber rir-se de si próprio. O sentido de humor, humaniza.
"As pessoas que não têm sentido de humor, não tem alma"
Um sexta característica, Funcional, isto é, o líder tem de ter capacidade de colocar em prática o que aprendeu.
Sintetizando, algumas funções fundamentais do líder: pensar e discernir, e para isso necessita de tempo; animar e inspirar.
Mais algumas ideias...
A educação é o aspecto mais importante do mundo, e passa não só pelas crianças, jovens... mas também pais, políticos, professores.
O lider que não sabe relacionar seu coração com a realidade, não é bom líder. Deve relacionar-se com todo o seu ser.
A criatividade é um elemento importante, "capaz de acompanhar, buscando...
"Deve questionar-se e a pergunta já contém metade da resposta. Uma boa pergunta faz pensar, obriga a pensar.
E agora?
Passou por Portugal e em Coimbra, onde não deixei de ir.
Na sua intervenção, começou por apresentar três características da Liderança, de ser líder: ser Espiritual (partir do coração, do interior), ser Sábio (capacidade de discernir) e ser Prático (ao serviço de uma missão concreta).
Mais alguns tópicos...
Uma condição si ne qua non para ser líder: é aquele que vê o futuro.
O líder não pode funcionar só - only/lonely in the top. Lider tem de ser com e em equipa. Expressa melhor em verbos activos que em substantivos. (um olhar sobre os escritos paulinos, onde temos mais de 800 verbos... que indicam acção.Procurar dar poder aos outros, principalmente através da formação. Haver programas de formação para capacitar um serviço melhor para o mundo, comunidade... As comunidades funcionam bem em liberdade, sendo este aspecto um ponto débil para qualquer instituição. Quanto mais respeito a liberdade do outro, maior é a qualidade, criatividade e responsabilidade. Grupo que não é livre, dificilmente é criativo.
O líder deve ter claridade nos valores que quer propor. Ter um Know how. Supõe-se que o líder estuda, ter uma visão de futuro, saber com quem trabalha, construir boas relações, crescendo através de interacção. Tem de ser credível.
O líder deve ter cinco qualidades para ser um bom líder: Focado (sabe o que quer); Flexível; Fast (actua com rapidez, mas não precipitado, pois as decisões têm de ser maduras); Friendly (amigável); e Fun (divertido). Fun, pois o líder tem de ter capacidade de saber rir-se de si próprio. O sentido de humor, humaniza.
"As pessoas que não têm sentido de humor, não tem alma"
Um sexta característica, Funcional, isto é, o líder tem de ter capacidade de colocar em prática o que aprendeu.
Sintetizando, algumas funções fundamentais do líder: pensar e discernir, e para isso necessita de tempo; animar e inspirar.
Mais algumas ideias...
A educação é o aspecto mais importante do mundo, e passa não só pelas crianças, jovens... mas também pais, políticos, professores.
O lider que não sabe relacionar seu coração com a realidade, não é bom líder. Deve relacionar-se com todo o seu ser.
A criatividade é um elemento importante, "capaz de acompanhar, buscando...
"Deve questionar-se e a pergunta já contém metade da resposta. Uma boa pergunta faz pensar, obriga a pensar.
E agora?
terça-feira, 27 de maio de 2014
Bibliografia mariana
"O próprio caminho humano, na história do Ocidente, tomou múltiplas vezes, [...] como guia a Mãe de Deus, assumida como estrela do caminho quer do peregrino, quer de romeiro, quer do viajante."(in Caminhos Marianos)
Ser peregrino é um estado de alma. Faz parte do ser humano. É intrínseco na natureza humana, por sentirmos, no fundo, que não somos de cá.
É neste contexto que surge esta monografia, Caminhos Marianos, que é um roteiro pelos locais de culto a Maria, em Portugal. Serve de auxílio neste caminhar, neste ser peregrino.
São quinze roteiros, de norte a sul, propostos: entre Caminha e Lousada, entre Matosinhos e Oliveira de Azeméis, entre Montalegre e Miranda do Douro, [...] entre Leiria e a Lourinhã, Lisboa e Mafra, Alcochete e Almada, Aljezur e Lagoa, Castro Marim e Loulé...
Um bom auxílio, para quem se propõe fazer caminhos marianos...
Ser peregrino é um estado de alma. Faz parte do ser humano. É intrínseco na natureza humana, por sentirmos, no fundo, que não somos de cá.
É neste contexto que surge esta monografia, Caminhos Marianos, que é um roteiro pelos locais de culto a Maria, em Portugal. Serve de auxílio neste caminhar, neste ser peregrino.
São quinze roteiros, de norte a sul, propostos: entre Caminha e Lousada, entre Matosinhos e Oliveira de Azeméis, entre Montalegre e Miranda do Douro, [...] entre Leiria e a Lourinhã, Lisboa e Mafra, Alcochete e Almada, Aljezur e Lagoa, Castro Marim e Loulé...
Um bom auxílio, para quem se propõe fazer caminhos marianos...
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Alegria
Hoje ao começar o dia, surgiu-me o tema da alegria...
Perante a vida, por vezes, cheia de dificuldades, será que a alegria permanece?
Transcrevo o texto, baseado no Evangelho de João 15, 9-11.
O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1,28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf Lc 1,41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1,47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3,29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo» (Lc 10,21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria» (Jo 16,20). E insiste: «Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16,22). Depois, ao verem-No ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20,20). […] Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria? […]
Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, apesar de tudo, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade […]. Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. [...] Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 17.21-23.26).
Boa leitura!
Perante a vida, por vezes, cheia de dificuldades, será que a alegria permanece?
Transcrevo o texto, baseado no Evangelho de João 15, 9-11.
O Evangelho, onde resplandece gloriosa a Cruz de Cristo, convida insistentemente à alegria. Apenas alguns exemplos: «Alegra-te» é a saudação do anjo a Maria (Lc 1,28). A visita de Maria a Isabel faz com que João salte de alegria no ventre de sua mãe (cf Lc 1,41). No seu cântico, Maria proclama: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1,47). E, quando Jesus começa o seu ministério, João exclama: «Esta é a minha alegria! E tornou-se completa!» (Jo 3,29). O próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo» (Lc 10,21). A sua mensagem é fonte de alegria: «Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa» (Jo 15,11). A nossa alegria cristã brota da fonte do seu coração transbordante. Ele promete aos seus discípulos: «Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria» (Jo 16,20). E insiste: «Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria» (Jo 16,22). Depois, ao verem-No ressuscitado, «encheram-se de alegria» (Jo 20,20). […] Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria? […]
Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, apesar de tudo, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias: «A paz foi desterrada da minha alma, já nem sei o que é a felicidade […]. Isto, porém, guardo no meu coração; por isso, mantenho a esperança. É que a misericórdia do Senhor não acaba, não se esgota a sua compaixão. Cada manhã ela se renova; é grande a tua fidelidade. [...] Bom é esperar em silêncio a salvação do Senhor» (Lm 3, 17.21-23.26).
Boa leitura!
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