quarta-feira, 1 de julho de 2009

Livro - " A Europa de Bento na crise de culturas "

Respeito muito o nosso Papa Bento XVI embora reconheça que o saudoso Papa Joao Paulo II foi uma pessoa muito marcante do século passado. Nos meus anos de juventude pude experimentar a sua presença amiga nas Jornadas Mundiais da Juventude em vários países do Mundo.

Um pouco mais adulta (como me encontro agora) e sempre atenta à doutrina da Igreja Católica, leio para me manter actualizada e conhecer a Igreja que tanto amo.

Bento XVI escreve...para alguns, dizem, é dificil de entender pois é pouco prático e comunicativo...adquiri, recentemente, um dos seus livros: " A Europa de Bento na crise de culturas ". É um tema que me preocupa...

Nestas legislativas percebi o quanto somos responsáveis por deixar aos filhos e netos Uma Europa com bases e essência cristã. Percebi, também, que há pessoas e grupos que perseguem a Religião, nomeadamente a Igreja, que não aceitam a nossa "velha identidade"... justificando que já está ultrapassada ! Será o Iluminismo a "religião" do nosso século ?! Sinto que é uma perseguição desenfriada, sem medidas apenas com o objectivo de provocar medo e confusão.

Este livro, em tom coloquial, aborda os problemas de uma Europa sem Deus...

Aos não-crentes há que saber viver com Deus... aos crentes há que sabê-Lo amar e testemunhar...

É isto que quero deixar aos filhos...aos sobrinhos...aos primos...aos amiguinhos...

O Papa refere uma Carta escrita no tempo das Primeiras Comunidades (séc.II ) mostrando a maneira como o Cristão deve "estar e ser" no Mundo.

Muito actual nos tempos que correm...

Da Epístola a Diogneto (de autor desconhecido do séc. II)

Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pela pátria, nem pela língua, nem por um género de vida especial. Efectivamente, eles não têm cidades próprias, não usam uma linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de excêntrico. A sua doutrina não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados, nem se apoiam, como outros, em qualquer teoria simplesmente humana.


Vivem em cidades gregas ou bárbaras, segundo as circunstâncias de cada um, e seguem os costumes da terra, quer no modo de vestir, quer nos alimentos que tomam, quer em outros usos; mas a sua maneira de viver é sempre admirável e passa aos olhos de todos por um prodígio. Cada qual habita a sua pátria, mas vivem todos como de passagem; em tudo participam como os outros cidadãos, mas tudo suportam como se não tivessem pátria. Toda a terra estrangeira é sua pátria e toda a pátria lhes é estrangeira. Casam-se como toda a gente e criam os seus filhos, mas não se desfazem dos recém-gerados. Participam da mesma mesa, mas não do mesmo leito.

São de carne, mas não vivem segundo a carne. Habitam na terra, mas a sua cidade é o céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas pelo seu modo de vida superam as leis. Amam toda a gente e toda a gente os persegue. Condenam-nos sem os conhecerem; conduzem-nos à morte, mas o número dos cristãos cresce continuamente. São pobres e enriquecem os outros; tudo lhes falta e tudo lhes sobra.

São desprezados, mas no desprezo encontram a sua glória; são caluniados, mas transparece o testemunho da sua justiça. Amaldiçoam-nos e eles abençoam. Sofrem afrontas e pagam com honras. Praticam o bem e são castigados como malfeitores; e, ao serem executados, alegram-se como se lhes dessem a vida. Os judeus combatem-nos como, estrangeiros, e os pagãos movem lhes perseguições; mais nenhum dos que os odeiam sabe dizer a causa do seu ódio.

Coragem...já somos vencedores com Cristo !

KR

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