O conceito de democracia vem da cultura grega. Etimologicamente, significa, "poder do povo". Já muitos ouviram falar do século de Péricles, século V a.C. Foi neste século que o conceito de democracia levou ao seu expoente máximo, a época de ouro da democracia. Perante estes dados que João César das Neves refere, era bom que muitos conhecessem a cultura grega, sua história e seus conceitos, pois, realmente, «nada há de novo sobre a terra»...
O primeiro-ministro reiterou que o Governo avançará com a proposta para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo e afastou a hipótese de referendo, dizendo não aceitar "nenhuma lição de democracia" (Sol 6/Nov.). Pobre de quem, pela arrogância da resposta, mostra não entender a democracia. Mas a resposta é curiosa, porque foi nestes temas da vida e família que surgiram os maiores atropelos ao espírito e prática democráticos no Portugal moderno.
Lembremos que nunca a política desceu tão baixo como no longo processo que levou ao actual financiamento público do aborto. A lei da liberalização da prática foi chumbada no Parlamento por um voto a 20 de Fevereiro de 1997. Mostrando supino desprezo pelas instituições, a mesma câmara, depois de substituir alguns deputados, voltou a votar a mesma lei na mesma legislatura, aprovando-a a 4 de Fevereiro de 1998 por nove votos. O descaramento foi tal que até a Assembleia percebeu não poder deixar as coisas assim e convocou um referendo nacional, que a 28 de Junho de 1998 rejeitou a lei.
O veredicto era claro e democrático. Mas a arrogância de quem se julga sabedor e não precisa de lições nunca respeita a vontade popular. Pior ainda, ao convocar novo referendo foi decidido que o tema não ia ser o aborto, acerca do qual já se sabia a opinião. Toda a discussão em 2007 omitiu a referência a embriões, gravidez e até hospitais, para se centrar apenas em... mulheres presas. Quem é que quer as pobres mães atrás das grades? O magnífico embuste resultou e a 11 de Fevereiro, apesar de os votos de rejeição terem aumentado, os abortistas conseguiram a desejada vitória, que os levou não a libertar mulheres, porque nenhuma estava presa, mas a promover o aborto livre e barato.
A experiência eliminou de vez o respeito dos activistas pelo processo democrático. Nunca mais o povo foi consultado, usando-se os meios mais expeditos e manipuladores para atacar as leis mais essenciais e estruturantes.
Em Julho de 1999, o presidente Jorge Sampaio vetou a "lei da procriação medicamente assistida", referindo como razão o insuficiente debate público. Quando o Presidente Cavaco Silva promulgou a lei revista (Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho) teve de enviar uma mensagem à Assembleia, manifestando o seu desconforto. Depois, o Governo decidiu banalizar o divórcio e Cavaco Silva foi obrigado a devolver o diploma sem promulgação em Agosto de 2008 com graves críticas à irresponsabilidade do articulado. Acabou por promulgar a Lei n.º 61/2008 de 31 de Outubro, reiterando as críticas em mensagem de 20 de Outubro. Em Agosto deste ano, o Presidente não promulgou a lei das uniões de facto (Decreto 349/X), aprovada a correr no final da legislatura, citando mais uma vez "a ausência de um debate aprofundado" (Mensagem de 24 de Agosto). Como se vê, o Governo e os seus correligionários precisam mesmo de lições de democracia.
Dada a vergonha desta história, é claro que agora, na questão estrutural da definição do casamento, nunca admitirão um referendo, sabendo que vão perder. Só o fariam se tivessem uma coisa de que mostram carecer: vergonha. A recusa baseia-se num argumento sumamente desonesto: o facto de a proposta do casamento entre pessoas do mesmo sexo figurar nos programas eleitorais. Quem o diz sabe bem a enormidade do que afirma. Os programas não são menus, em que se possa escolher o que se gosta e rejeitar o resto. Os votos numa lista nada informam sobre a opinião em rubricas concretas. O mais elementar bom-senso e respeito democrático recomendariam uma ponderação cuidada na mudança de uma lei tão fundamental. Mas bom-senso e respeito democrático foi o que mostraram não ter neste tema há décadas.
As gerações futuras censurarão asperamente a nossa pelas terríveis infâmias legais cometidas contra a vida e a família. A apatia e comodismo generalizados merecem bem o repúdio. Mas não podemos esquecer também as enormes manipulações, fraudes e indignidades do processo que, sem desculpar a cumplicidade passiva, mostram bem a baixeza dos ataques.
(adaptado de, DN 20091116, João César das Neves)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
José Saramago e outros...
Cerca de um mês depois, volto aqui, escrevendo algumas linhas.
Tenho lido muito, trabalhado muito.
Um conjunto de notícias tem ocupado mais as minhas leituras, onde sobressaiu a figura de José Saramago.
Uma primeira nota, falar de Deus, da religião, abordando assuntos polémicos, dá dinheiro e sucesso. Quando outros assuntos se esgotam, normalmente recorrem a este, pois é um filão do mais rico ouro, para abordar.
São livros com uma história romanciada, baseada num aspecto da realidade.
É por isso que certos escritores, de forma inconsciente/consciente recorrem a esta estratégia.
Neste mundo dos livros, onde me mergulho, olho, para além de Saramago, José Rodrigues dos Santos, Dan Brown, Mark Twain, Daniel...
Não gostei das intervenções de Saramago. Elas mostraram o quanto ele é ignorante. A Bíblia não é uma obra de história ou de Geografia, de Biologia ou de Astronomia. Era de supor que um romancista percebesse isso melhor que ninguém, como sublinha o autor de um artigo, Manuel Pina.
Ninguém deve-se pronunciar, opinando sobre algo que desconhece. Diz o ditado, "quem conta um conto, acrescenta um ponto". A experiência me diz que este ditado está mais presente, na medida que a ignorância é maior. Em todos os campos - social, político e religioso -, devia-se pronunciar com conhecimento de causa e não simplesmente opinando...
No artigo referenciado, escreve o autor que Saramago dizendo "Deus não é de fiar: é vingativo, é má pessoa", acaba por se afirmar "crente, e fundamentalista, levando a novela bíblica a peito e as "más práticas" de Deus (espécie de Ivone - do 'Caminho das Índias' - na Bíblia) à conta da literalidade." Foi este aspecto que se destacou na conversa entre o escritor José Saramago e o biblista Carreira das Neves.
É necessário rezar por este homem, que chega afirmar que, "Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neomedievalismo universal, um Deus que jamais viu, com o qual nunca se sentou a tomar café, demonstra apenas o absoluto cinismo intelectual da personagem".
Deus inquieta-o 'mais do que nunca', agora que se aproxima no fim da caminhada terrena.
Tenho lido muito, trabalhado muito.
Um conjunto de notícias tem ocupado mais as minhas leituras, onde sobressaiu a figura de José Saramago.
Uma primeira nota, falar de Deus, da religião, abordando assuntos polémicos, dá dinheiro e sucesso. Quando outros assuntos se esgotam, normalmente recorrem a este, pois é um filão do mais rico ouro, para abordar.
São livros com uma história romanciada, baseada num aspecto da realidade.
É por isso que certos escritores, de forma inconsciente/consciente recorrem a esta estratégia.
Neste mundo dos livros, onde me mergulho, olho, para além de Saramago, José Rodrigues dos Santos, Dan Brown, Mark Twain, Daniel...
Não gostei das intervenções de Saramago. Elas mostraram o quanto ele é ignorante. A Bíblia não é uma obra de história ou de Geografia, de Biologia ou de Astronomia. Era de supor que um romancista percebesse isso melhor que ninguém, como sublinha o autor de um artigo, Manuel Pina.
Ninguém deve-se pronunciar, opinando sobre algo que desconhece. Diz o ditado, "quem conta um conto, acrescenta um ponto". A experiência me diz que este ditado está mais presente, na medida que a ignorância é maior. Em todos os campos - social, político e religioso -, devia-se pronunciar com conhecimento de causa e não simplesmente opinando...
No artigo referenciado, escreve o autor que Saramago dizendo "Deus não é de fiar: é vingativo, é má pessoa", acaba por se afirmar "crente, e fundamentalista, levando a novela bíblica a peito e as "más práticas" de Deus (espécie de Ivone - do 'Caminho das Índias' - na Bíblia) à conta da literalidade." Foi este aspecto que se destacou na conversa entre o escritor José Saramago e o biblista Carreira das Neves.
É necessário rezar por este homem, que chega afirmar que, "Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neomedievalismo universal, um Deus que jamais viu, com o qual nunca se sentou a tomar café, demonstra apenas o absoluto cinismo intelectual da personagem".
Deus inquieta-o 'mais do que nunca', agora que se aproxima no fim da caminhada terrena.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pedaços de mim
Nestes últimos tempos, têm-me vindo o desejo de ser cada vez mais criança, na sua inocência, na sua simplicidade, na sua verdade...
Num livro - o homem eterno -, leio esta passagem : "à medida que o tempo ia passando, os cumes das árvores lhe iam dizendo que se encontrava mais longe do céu do que em criança"
E tento ir olhando na intimidade, sempre mais, nem sempre conseguindo; um olhar na intimidade, um olhar de criança que reconhece o amor de Deus.
Sempre existe, existiu uma criança em nós. Quero deixá-la crescer cada vez mais.
Num livro - o homem eterno -, leio esta passagem : "à medida que o tempo ia passando, os cumes das árvores lhe iam dizendo que se encontrava mais longe do céu do que em criança"
E tento ir olhando na intimidade, sempre mais, nem sempre conseguindo; um olhar na intimidade, um olhar de criança que reconhece o amor de Deus.
Sempre existe, existiu uma criança em nós. Quero deixá-la crescer cada vez mais.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um olhar, um alerta
Em épocas de crise, quando a imagem tradicional de Deus não já diz nada, ou é ofuscada pela manipulação ideológica dominante, surgem pequenos grupos (de cristãos vivos) que reencontram a entrada da fonte, e redescobrem Deus de Jesus Cristo. A fé em Deus faz renascer a esperança e traz luz para descobrir novas saídas.
Isto vem a propósito da visita do Papa Bento XVI à Checoslováquia. Aura Miguel na nota de abertura na Renascença escreve,
Qual é o fundamento da nossa esperança? Onde é que assentam as nossas certezas? Será que partimos apenas dos argumentos da moda e mais badalados?
Bento XVI foi à República Checa pôr o dedo na ferida. Agora, com todas as liberdades alcançadas e sem qualquer temor de Deus, sem a indispensável articulação com a verdade, o retrato do homem europeu é também o nosso retrato.
De santidade já ninguém fala… agora o que interessa é o sucesso e a glória dos homens. Aliás, até parece que os que negam Deus têm a vida facilitada
e rapidamente alcançam sucesso material…
Mas basta raspar a superfície, recorda o Papa, para percebermos como essas pessoas vivem tristes e insatisfeitas…
Então, como é que saímos disto? A resposta de Bento XVI é só uma: a Europa precisa de voltar a encontrar Deus e aqueles que se dizem cristãos precisam de
ser coerentes e credíveis. Não basta parecer bons e honestos, é preciso sê-lo realmente!
E mais: cristão que se preza deve ter a coragem de marcar presença na vida pública e fazer ouvir a sua voz.
Outro aspecto, desta sociedade em que vivemos, é o não cuidar da sua juventude, da sua infância, e assim acaba por degradar-se, acaba por se destruir. Basta olhar para a taxa de natalidade e de envelhecimento, para ficarmos alertas.
São aspectos que me occorreram, ao aproximar o fim de semana, onde as crianças são colocadas em primeiro lugar por Jesus.
Isto vem a propósito da visita do Papa Bento XVI à Checoslováquia. Aura Miguel na nota de abertura na Renascença escreve,
Qual é o fundamento da nossa esperança? Onde é que assentam as nossas certezas? Será que partimos apenas dos argumentos da moda e mais badalados?
Bento XVI foi à República Checa pôr o dedo na ferida. Agora, com todas as liberdades alcançadas e sem qualquer temor de Deus, sem a indispensável articulação com a verdade, o retrato do homem europeu é também o nosso retrato.
De santidade já ninguém fala… agora o que interessa é o sucesso e a glória dos homens. Aliás, até parece que os que negam Deus têm a vida facilitada
e rapidamente alcançam sucesso material…
Mas basta raspar a superfície, recorda o Papa, para percebermos como essas pessoas vivem tristes e insatisfeitas…
Então, como é que saímos disto? A resposta de Bento XVI é só uma: a Europa precisa de voltar a encontrar Deus e aqueles que se dizem cristãos precisam de
ser coerentes e credíveis. Não basta parecer bons e honestos, é preciso sê-lo realmente!
E mais: cristão que se preza deve ter a coragem de marcar presença na vida pública e fazer ouvir a sua voz.
Outro aspecto, desta sociedade em que vivemos, é o não cuidar da sua juventude, da sua infância, e assim acaba por degradar-se, acaba por se destruir. Basta olhar para a taxa de natalidade e de envelhecimento, para ficarmos alertas.
São aspectos que me occorreram, ao aproximar o fim de semana, onde as crianças são colocadas em primeiro lugar por Jesus.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Olhar a política como cristão
Aproxima-se as eleições, mais uma vez.
É nosso dever, como cidadãos, participar activamente nas decisões da sociedade onde nos inserimos. Somos políticos - a cidade/vila é nossa casa.
Transcrevo o que o Papa BENTO XVI escreveu em 2002, com o Cardeal, D. Tarcisio Bertone (na Congregação para a Doutrina da Fé), tendo em conta este momento que vivemos:
(...) A consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde OS conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos.
Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica.
Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum. Nem um católico pode pensar em delegar a outros o empenho que, como cristão, lhe vem do evangelho de Jesus Cristo de anunciar e realizar a verdade sobre o homem e o mundo.
Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral DA pessoa.
É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia (a não confundir com a renúncia ao excesso terapêutico, legítimo, mesmo sob o ponto de vista moral), que devem tutelar o direito primário à vida, desde o seu concebimento até ao seu termo natural.
Do mesmo modo, há que afirmar o dever de respeitar e proteger os direitos do embrião humano.
Analogamente, devem ser salvaguardadas a tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio: não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal.
Igualmente, a garantia da liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás reconhecido nas declarações internacionais dos direitos humanos.
No mesmo plano, devem incluir-se a tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição).
Não podem ficar fora deste elenco o direito à liberdade religiosa e o Progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade, segundo o qual “OS direitos das pessoas, das famílias e dos grupos, e o seu exercício têm de ser reconhecidos”.
Como não incluir, enfim, nesta exemplificação, o grande tema da Paz? Uma visão irénica e ideológica tende, por vezes, a secularizar o valor da Paz; noutros casos, cede-se a um juízo ético sumário, esquecendo a complexidade das razões em questão. A Paz é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade”; exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política.
É nosso dever, como cidadãos, participar activamente nas decisões da sociedade onde nos inserimos. Somos políticos - a cidade/vila é nossa casa.
Transcrevo o que o Papa BENTO XVI escreveu em 2002, com o Cardeal, D. Tarcisio Bertone (na Congregação para a Doutrina da Fé), tendo em conta este momento que vivemos:
(...) A consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a actuação de um programa político ou de uma só lei, onde OS conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos.
Uma vez que a fé constitui como que uma unidade indivisível, não é lógico isolar um só dos seus conteúdos em prejuízo da totalidade da doutrina católica.
Não basta o empenho político em favor de um aspecto isolado da doutrina social da Igreja para esgotar a responsabilidade pelo bem comum. Nem um católico pode pensar em delegar a outros o empenho que, como cristão, lhe vem do evangelho de Jesus Cristo de anunciar e realizar a verdade sobre o homem e o mundo.
Quando a acção política se confronta com princípios morais que não admitem abdicações, excepções ou compromissos de qualquer espécie, é então que o empenho dos católicos se torna mais evidente e grávido de responsabilidade. Perante essas exigências éticas fundamentais e irrenunciáveis, os crentes têm, efectivamente, de saber que está em jogo a essência da ordem moral, que diz respeito ao bem integral DA pessoa.
É o caso das leis civis em matéria de aborto e de eutanásia (a não confundir com a renúncia ao excesso terapêutico, legítimo, mesmo sob o ponto de vista moral), que devem tutelar o direito primário à vida, desde o seu concebimento até ao seu termo natural.
Do mesmo modo, há que afirmar o dever de respeitar e proteger os direitos do embrião humano.
Analogamente, devem ser salvaguardadas a tutela e promoção da família, fundada no matrimónio monogâmico entre pessoas de sexo diferente e protegida na sua unidade e estabilidade, perante as leis modernas em matéria de divórcio: não se pode, de maneira nenhuma, pôr juridicamente no mesmo plano com a família outras formas de convivência, nem estas podem receber, como tais, um reconhecimento legal.
Igualmente, a garantia da liberdade de educação, que os pais têm em relação aos próprios filhos, é um direito inalienável, aliás reconhecido nas declarações internacionais dos direitos humanos.
No mesmo plano, devem incluir-se a tutela social dos menores e a libertação das vítimas das modernas formas de escravidão (pense-se, por exemplo, na droga e na exploração da prostituição).
Não podem ficar fora deste elenco o direito à liberdade religiosa e o Progresso para uma economia que esteja ao serviço da pessoa e do bem comum, no respeito da justiça social, do princípio da solidariedade humana e do de subsidariedade, segundo o qual “OS direitos das pessoas, das famílias e dos grupos, e o seu exercício têm de ser reconhecidos”.
Como não incluir, enfim, nesta exemplificação, o grande tema da Paz? Uma visão irénica e ideológica tende, por vezes, a secularizar o valor da Paz; noutros casos, cede-se a um juízo ético sumário, esquecendo a complexidade das razões em questão. A Paz é sempre “fruto da justiça e efeito da caridade”; exige a recusa radical e absoluta da violência e do terrorismo e requer um empenho constante e vigilante da parte de quem está investido da responsabilidade política.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Solnado e Deus
Li, já algum tempo, um livro, cujo título é O olhar e o ver.
Foi um dos livros que mais me marcou.
Veio-me à memória, com a notícia da morte do actor Raul Solando, cuja vida caracterizou-se por um humanismo. Todos que testemunharam, referem-no como um homem bom, humano... num desfile de saudade contemplativo do nosso ser (tão) português.
No referido livro, o autor, Pe. Vasco Pinto de Magalhães, escreve que «a fé cristã oferece a novidade de um outro ponto de partida, novo ponto de chegada, bem como novo envolvente: Deus revelado em Cristo, por Ele e para Ele, o homem entendido como processo dinâmico, a caminho do que deve tornar-se, ou seja, "semelhança de Deus".»
Escreve ainda, «a adesão a Cristo vivo no outro oferece à ética uma intencionalidade e uma motivação que uma ética humana não prevê, mas que, na sua novidade, não produzem outro humanismo, mas um Humanismo alargado às suas últimas consequências.»
Cristo trás algo de novo à ética puramente humana. Conhecê-l'O é um desafio para cada um de nós.
"Façam favor de serem felizes", como afirmava Raul Solnado... sem medo de Deus, hoje!
Foi um dos livros que mais me marcou.
Veio-me à memória, com a notícia da morte do actor Raul Solando, cuja vida caracterizou-se por um humanismo. Todos que testemunharam, referem-no como um homem bom, humano... num desfile de saudade contemplativo do nosso ser (tão) português.
No referido livro, o autor, Pe. Vasco Pinto de Magalhães, escreve que «a fé cristã oferece a novidade de um outro ponto de partida, novo ponto de chegada, bem como novo envolvente: Deus revelado em Cristo, por Ele e para Ele, o homem entendido como processo dinâmico, a caminho do que deve tornar-se, ou seja, "semelhança de Deus".»
Escreve ainda, «a adesão a Cristo vivo no outro oferece à ética uma intencionalidade e uma motivação que uma ética humana não prevê, mas que, na sua novidade, não produzem outro humanismo, mas um Humanismo alargado às suas últimas consequências.»
Cristo trás algo de novo à ética puramente humana. Conhecê-l'O é um desafio para cada um de nós.
"Façam favor de serem felizes", como afirmava Raul Solnado... sem medo de Deus, hoje!
domingo, 2 de agosto de 2009
No Miño...
De Fátima até ao Miño, para passar alguns dias de descanso e de diálogo com Deus.
Caminho longo, mas que se fez bem, com uma pequena paragem em Santiago.
Vim encontrar um tempo chuvoso, junto ao mar, apetecendo um mergulho nele.
Mas o tempo era para Deus. Ele será o principal intérprete nestes dias em Espanha, perto de La Coruña.
Vou bebendo algumas frases e vou metendo a minha vida, revisitando, muitas vezes, ideias apreendidas.
A nossa vida é um contínuo suceder de acontecimentos, onde não devia haver rupturas; onde tudo deve estar integrado. Nesta continuidade, devia haver uma harmonia no passado, no presente, no futuro…
Com Deus presente, nada me falta, porque Tu estás presente. Existe momentos de deserto, de silêncios Teus.
Confia-se..! Confia n’Aquele que é!
Confia-se, acredita-se neste Deus, respeitando-O, profundamente, nos seus silêncios.
Na vida predomina a ideia de “ser pequenino”… “Ser pequenino” em tudo o que sou, em tudo o que vivo, em tudo o que sinto, amo… Pois, se sou fiel nas coisas pequenas, o serei nas maiores.
“Pequenas coisas, mas com muito amor” - Madre Teresa dizia -, no ser e no fazer.
Pois, em muitas ocasiões, são as pequenas coisas que nos fazem inquietos…
Não tinha pensado bem, mas de facto, Deus, com a morte de Seu Filho, ficou eternamente calado. O rosto humano de Deus, o coração de Deus, os sentimentos de Deus, vemo-lo em Jesus. Diz Ele, «Filipe, hà tanto tempo que andas comigo, e não me conheces? Quem me vê, vê o Pai»
É com este Deus próximo que vou relendo a minha vida, para poder dar-lhe sentido. A re-leitura da nossa história de vida significa uma leitura com os olhos de Deus.
Somos seres em relação, somos um mundo de “encontros”. A relação com Deus é a previligiada.
É preciso procurar ter um coração descomplicado. Ser/Ter tal como sou/és, com esse coração humano que possuis. Assim, é mais fácil estar na nossa/tua totalidade.
A fé tem por base uma relação, uma história de encontros. Cada ser humano é chamado, desde o nascimento a construir uma história de encontros, de relações, uma história de vida.
Uma vida feita de contrastes, mergulhada na fé e a fé mergulhada nela. Uma vida mergulhada na oração; a oração mergulhada na vida.
No fundo, indo ao encontro da minha frase vivida, “coloca Deus em tudo o que fazes, e verás Deus em tudo o que te acontece”.
Esta relação deve ser previligiada… É a relação com Deus que contribui melhor para o conhecimento de nós próprios.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Bento XVI, nobel da Economia...
Em uma entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera em 8 de julho, o economista Ettore Gotti Tedeschi, expoente dos maiores grupos bancários mundiais, indicou o Papa Bento XVI para o Nobel de Economia.
Segundo Gotti Tedeschi, o mérito do pontífice foi o de escrever claramente na encíclica Caritas in veritate que a crise econômica é filha da queda da natalidade.
Na entrevista, o banqueiro, que é também comentarista do jornal vaticano L’Osservatore Romano, explica que “o insuficiente crescimento econômico se deve à queda da natalidade nos países desenvo lvidos (ainda que de modo diferente nos Estados Unidos e na Europa)”.
A queda dos nascimentos levou ao crescimento dos custos fixos, como os impostos, e a diminuição da economia e dos ativos financeiros, mas – afirma Gotti Tedeschi – “muitos analistas preferiram não aprofundar na causa ‘original’ da crise” porque “tocar no tema da natalidade é um tabu, é uma forma de negacionismo”.
“É um tema conotado como ‘moral’ – precisa o banqueiro –, e portanto não científico, quase estúpido,para fanáticos religiosos”.
Neste contexto, Gotti Tedeschi destaca que o Papa “foi o único que pôs em relação crise e queda da natalidade”, e precisamente por isto “merece o Nobel de Economia”.
in ZENIT, 20090709
Segundo Gotti Tedeschi, o mérito do pontífice foi o de escrever claramente na encíclica Caritas in veritate que a crise econômica é filha da queda da natalidade.
Na entrevista, o banqueiro, que é também comentarista do jornal vaticano L’Osservatore Romano, explica que “o insuficiente crescimento econômico se deve à queda da natalidade nos países desenvo lvidos (ainda que de modo diferente nos Estados Unidos e na Europa)”.
A queda dos nascimentos levou ao crescimento dos custos fixos, como os impostos, e a diminuição da economia e dos ativos financeiros, mas – afirma Gotti Tedeschi – “muitos analistas preferiram não aprofundar na causa ‘original’ da crise” porque “tocar no tema da natalidade é um tabu, é uma forma de negacionismo”.
“É um tema conotado como ‘moral’ – precisa o banqueiro –, e portanto não científico, quase estúpido,para fanáticos religiosos”.
Neste contexto, Gotti Tedeschi destaca que o Papa “foi o único que pôs em relação crise e queda da natalidade”, e precisamente por isto “merece o Nobel de Economia”.
in ZENIT, 20090709
segunda-feira, 6 de julho de 2009
"A Vitória da Razão" - o livro
Tive acesso a um livro que considero muito interessante... " A Vitória da Razão ". Escrito por um sociólogo americano, agnóstico e aconfessional, defende de que o Cristianismo é uma com as instituições directamente associadas, responsável pelas mudanças intelectuais, politicas, cientificas e económicas mais significativas e mais fecundas do último milénio.
Continua o polémico sociólogo das religiões Rideny Stark " o factor fundamental da mutação civilizacional terá sido o desenvolvimento da teologia racional, cultivada pelo cristianismo em trono de Deus, luz inace´ssível mas intelectual e nada arbitrário, Criador de um mundo também profunda e misteriosamente inteligível; esse trabalho reflexivo e entusiasta, realista e de acento optimista, terá desempenhado um papel indispensável na preparação mental para a emergência de ciência, ao contrário do que aconteceu na civilização chinesa e no mundo islâmico, onde o esforço cientifico também surgiu mas acabou por fenecer, devido a pressupostos que tolhiam o seu desabrochamento e a sua floração.
O sociólogo refere, ainda, que foi com o Cristianismo e a Igreja Católica que começou a valorização da propriedade privada, a legitimização da busca do lucro, os fundamentos da teoria democrática ocidental presentes nas doutrinas da igualdade moral individual, do direito ná propriedade privada e ao auto-governo (...) tudo isto não teria sido assim se no Ocidente Cristão não vibrasse o apreço pela razão, a qual, por seu turno, tem o seu fundamento e a sua inteligibilidade num Deus olhado sobretudo como amor e também como inteligência.
Leitura excelente para durante as férias... ou mesmo uma pausa de fim-de-semana. Excelente porque nos ajuda a conhecer melhor a Igreja e o Bem imenso que tem feito ao longo dos séculos. Ajuda-nos a reconhecer e a dar mais valor a tudo aquilo em que nós acreditamos e nos esquecemos tantas vezes.
Defendamos a nossa Identidade Cristã ! Ela é imensa...
KR
Continua o polémico sociólogo das religiões Rideny Stark " o factor fundamental da mutação civilizacional terá sido o desenvolvimento da teologia racional, cultivada pelo cristianismo em trono de Deus, luz inace´ssível mas intelectual e nada arbitrário, Criador de um mundo também profunda e misteriosamente inteligível; esse trabalho reflexivo e entusiasta, realista e de acento optimista, terá desempenhado um papel indispensável na preparação mental para a emergência de ciência, ao contrário do que aconteceu na civilização chinesa e no mundo islâmico, onde o esforço cientifico também surgiu mas acabou por fenecer, devido a pressupostos que tolhiam o seu desabrochamento e a sua floração.
O sociólogo refere, ainda, que foi com o Cristianismo e a Igreja Católica que começou a valorização da propriedade privada, a legitimização da busca do lucro, os fundamentos da teoria democrática ocidental presentes nas doutrinas da igualdade moral individual, do direito ná propriedade privada e ao auto-governo (...) tudo isto não teria sido assim se no Ocidente Cristão não vibrasse o apreço pela razão, a qual, por seu turno, tem o seu fundamento e a sua inteligibilidade num Deus olhado sobretudo como amor e também como inteligência.
Leitura excelente para durante as férias... ou mesmo uma pausa de fim-de-semana. Excelente porque nos ajuda a conhecer melhor a Igreja e o Bem imenso que tem feito ao longo dos séculos. Ajuda-nos a reconhecer e a dar mais valor a tudo aquilo em que nós acreditamos e nos esquecemos tantas vezes.
Defendamos a nossa Identidade Cristã ! Ela é imensa...
KR
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Livro - " A Europa de Bento na crise de culturas "
Respeito muito o nosso Papa Bento XVI embora reconheça que o saudoso Papa Joao Paulo II foi uma pessoa muito marcante do século passado. Nos meus anos de juventude pude experimentar a sua presença amiga nas Jornadas Mundiais da Juventude em vários países do Mundo.
Um pouco mais adulta (como me encontro agora) e sempre atenta à doutrina da Igreja Católica, leio para me manter actualizada e conhecer a Igreja que tanto amo.
Bento XVI escreve...para alguns, dizem, é dificil de entender pois é pouco prático e comunicativo...adquiri, recentemente, um dos seus livros: " A Europa de Bento na crise de culturas ". É um tema que me preocupa...
Nestas legislativas percebi o quanto somos responsáveis por deixar aos filhos e netos Uma Europa com bases e essência cristã. Percebi, também, que há pessoas e grupos que perseguem a Religião, nomeadamente a Igreja, que não aceitam a nossa "velha identidade"... justificando que já está ultrapassada ! Será o Iluminismo a "religião" do nosso século ?! Sinto que é uma perseguição desenfriada, sem medidas apenas com o objectivo de provocar medo e confusão.
Este livro, em tom coloquial, aborda os problemas de uma Europa sem Deus...
Aos não-crentes há que saber viver com Deus... aos crentes há que sabê-Lo amar e testemunhar...
É isto que quero deixar aos filhos...aos sobrinhos...aos primos...aos amiguinhos...
O Papa refere uma Carta escrita no tempo das Primeiras Comunidades (séc.II ) mostrando a maneira como o Cristão deve "estar e ser" no Mundo.
Muito actual nos tempos que correm...
Da Epístola a Diogneto (de autor desconhecido do séc. II)
Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pela pátria, nem pela língua, nem por um género de vida especial. Efectivamente, eles não têm cidades próprias, não usam uma linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de excêntrico. A sua doutrina não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados, nem se apoiam, como outros, em qualquer teoria simplesmente humana.
Vivem em cidades gregas ou bárbaras, segundo as circunstâncias de cada um, e seguem os costumes da terra, quer no modo de vestir, quer nos alimentos que tomam, quer em outros usos; mas a sua maneira de viver é sempre admirável e passa aos olhos de todos por um prodígio. Cada qual habita a sua pátria, mas vivem todos como de passagem; em tudo participam como os outros cidadãos, mas tudo suportam como se não tivessem pátria. Toda a terra estrangeira é sua pátria e toda a pátria lhes é estrangeira. Casam-se como toda a gente e criam os seus filhos, mas não se desfazem dos recém-gerados. Participam da mesma mesa, mas não do mesmo leito.
São de carne, mas não vivem segundo a carne. Habitam na terra, mas a sua cidade é o céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas pelo seu modo de vida superam as leis. Amam toda a gente e toda a gente os persegue. Condenam-nos sem os conhecerem; conduzem-nos à morte, mas o número dos cristãos cresce continuamente. São pobres e enriquecem os outros; tudo lhes falta e tudo lhes sobra.
São desprezados, mas no desprezo encontram a sua glória; são caluniados, mas transparece o testemunho da sua justiça. Amaldiçoam-nos e eles abençoam. Sofrem afrontas e pagam com honras. Praticam o bem e são castigados como malfeitores; e, ao serem executados, alegram-se como se lhes dessem a vida. Os judeus combatem-nos como, estrangeiros, e os pagãos movem lhes perseguições; mais nenhum dos que os odeiam sabe dizer a causa do seu ódio.
Coragem...já somos vencedores com Cristo !
KR
Um pouco mais adulta (como me encontro agora) e sempre atenta à doutrina da Igreja Católica, leio para me manter actualizada e conhecer a Igreja que tanto amo.
Bento XVI escreve...para alguns, dizem, é dificil de entender pois é pouco prático e comunicativo...adquiri, recentemente, um dos seus livros: " A Europa de Bento na crise de culturas ". É um tema que me preocupa...
Nestas legislativas percebi o quanto somos responsáveis por deixar aos filhos e netos Uma Europa com bases e essência cristã. Percebi, também, que há pessoas e grupos que perseguem a Religião, nomeadamente a Igreja, que não aceitam a nossa "velha identidade"... justificando que já está ultrapassada ! Será o Iluminismo a "religião" do nosso século ?! Sinto que é uma perseguição desenfriada, sem medidas apenas com o objectivo de provocar medo e confusão.
Este livro, em tom coloquial, aborda os problemas de uma Europa sem Deus...
Aos não-crentes há que saber viver com Deus... aos crentes há que sabê-Lo amar e testemunhar...
É isto que quero deixar aos filhos...aos sobrinhos...aos primos...aos amiguinhos...
O Papa refere uma Carta escrita no tempo das Primeiras Comunidades (séc.II ) mostrando a maneira como o Cristão deve "estar e ser" no Mundo.
Muito actual nos tempos que correm...
Da Epístola a Diogneto (de autor desconhecido do séc. II)
Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem pela pátria, nem pela língua, nem por um género de vida especial. Efectivamente, eles não têm cidades próprias, não usam uma linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de excêntrico. A sua doutrina não procede da imaginação fantasista de espíritos exaltados, nem se apoiam, como outros, em qualquer teoria simplesmente humana.
Vivem em cidades gregas ou bárbaras, segundo as circunstâncias de cada um, e seguem os costumes da terra, quer no modo de vestir, quer nos alimentos que tomam, quer em outros usos; mas a sua maneira de viver é sempre admirável e passa aos olhos de todos por um prodígio. Cada qual habita a sua pátria, mas vivem todos como de passagem; em tudo participam como os outros cidadãos, mas tudo suportam como se não tivessem pátria. Toda a terra estrangeira é sua pátria e toda a pátria lhes é estrangeira. Casam-se como toda a gente e criam os seus filhos, mas não se desfazem dos recém-gerados. Participam da mesma mesa, mas não do mesmo leito.
São de carne, mas não vivem segundo a carne. Habitam na terra, mas a sua cidade é o céu. Obedecem às leis estabelecidas, mas pelo seu modo de vida superam as leis. Amam toda a gente e toda a gente os persegue. Condenam-nos sem os conhecerem; conduzem-nos à morte, mas o número dos cristãos cresce continuamente. São pobres e enriquecem os outros; tudo lhes falta e tudo lhes sobra.
São desprezados, mas no desprezo encontram a sua glória; são caluniados, mas transparece o testemunho da sua justiça. Amaldiçoam-nos e eles abençoam. Sofrem afrontas e pagam com honras. Praticam o bem e são castigados como malfeitores; e, ao serem executados, alegram-se como se lhes dessem a vida. Os judeus combatem-nos como, estrangeiros, e os pagãos movem lhes perseguições; mais nenhum dos que os odeiam sabe dizer a causa do seu ódio.
Coragem...já somos vencedores com Cristo !
KR
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